Autoridades de vários países desmontaram uma quadrilha que aplicava golpes pela internet.
Uma ação internacional contra golpes financeiros na internet apreendeu mais de 2,1 bilhões de dólares em cheques falsos e realizou 77 prisões na Holanda, Nigéria e Canadá, informaram autoridades americanas e de outros países ontem.
Os criminosos, frequentemente grupos da África ocidental, usam veículos como os e-mails por "spam" se oferecendo a pagar aos recebedores "taxas de processamento" para depositar cheques, que na verdade são forjados, e enviar os procedimentos aos criminosos, disseram as autoridades.
A tática é ajudada por práticas financeiras dos Estados Unidos, que rapidamente permitem depósitos para um cliente de banco apesar de demorarem muito mais para descobrirem se um cheque é falso e obter novamente o dinheiro do cliente. As vítimas se vêem sem dinheiro quando se comprova que os cheques são falsos.
"A maioria dos norte-americanos não percebe que eles correm risco financeiro quando caem nesses esquemas", disse Susan Grant, vice-presidente de uma associação de consumidores, em entrevista coletiva para falar das prisões.
A ação fez 16 prisões na Nigéria, 60 na Holanda e uma no Canadá, afirmou Greg Campbell, inspetor do serviço postal dos EUA em cargo de segurança global.
"Nós fechamos cybercafés, prendemos criminosos e interrompemos significativamente o fluxo de cheques que vão para os Estados Unidos", afirmou Campbell.
A polícia inglesa também participou da ação. A Nigéria é reconhecidamente um abrigo para fraudes financeiras e os outros países têm grande população da África ocidental que incluem fraudadores, disseram as autoridades.
Três suspeitos da Holanda e da Nigéria foram extraditados para Nova York e estão esperando julgamento, segundo uma autoridade norte-americana. Os EUA estão tentando extraditar mais cinco pessoas.
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