Reforma geral na rede

por Ana Lúcia Moura Fé foto Alexandre Battibugli
9 de setembro de 2008

Com uma total reconstrução de sua infra-estrutura, a TecBan dá um salto em nível de segurança, ganha mais flexibilidade e reduz custos

Numa única cartada, a adminstradora do Banco24Horas, rede que reúne 43 instituições financeiras e é composta por 4 500 terminais de auto-atendimento bancário (ATMs) espalhados por 330 cidades brasileiras, incrementou sua estratégia de recuperação de dados e de negócios e otimizou a capacidade de comunicação. A TecBan virtualizou firewall, padronizou switches principais e eliminou intervenções manuais no caso de falhas na interconexão entre os seus dois centros de processamento de dados. A iniciativa que automatizou o plano de contingência também aumentou a disponibilidade da rede, incrementou a segurança no tráfego de dados e, de quebra, ainda trouxe economia de custos operacionais.
O projeto foi desenvolvido para suportar o ritmo de expansão acelerado da TecBan, que duplicou a sua capilaridade nos últimos quatro anos, passando de 2 216 caixas eletrônicos em 2003 para os atuais 4 500 terminais, usados por cerca de 93 milhões de usuários do Banco24Horas.
A empresa espera chegar ao fim deste ano com 5 250 pontos e volume de 275 milhões de transações, contra as 220 milhões realizadas em 2007. Com o upgrade, a infra-estrutura está preparada para suportar o crescimento da rede e de sua capacidade até 2011. “No nosso road map para os próximos cinco anos, definimos o que se considera uma rede segura, escalável e flexível, tendo em vista o longo prazo”, diz Lisias Lauretti, CIO da TecBan.
Essa capacidade é apenas um dos vários objetivos já atingidos desde o início de implementação do projeto, em março de 2007. De lá para cá, a empresa simplificou seu ambiente de TI e enxugou em 1,2 milhão de reais os custos anuais de manutenção, treinamento, suporte e atualizações tecnológicas, além de reduzir em 30% a conta de energia elétrica e refrigeração dos data centers.



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Reforma geral na rede

por Ana Lúcia Moura Fé foto Alexandre Battibugli

9 de setembro de 2008


Numa única cartada, a adminstradora do Banco24Horas, rede que reúne 43 instituições financeiras e é composta por 4 500 terminais de auto-atendimento bancário (ATMs) espalhados por 330 cidades brasileiras, incrementou sua estratégia de recuperação de dados e de negócios e otimizou a capacidade de comunicação. A TecBan virtualizou firewall, padronizou switches principais e eliminou intervenções manuais no caso de falhas na interconexão entre os seus dois centros de processamento de dados. A iniciativa que automatizou o plano de contingência também aumentou a disponibilidade da rede, incrementou a segurança no tráfego de dados e, de quebra, ainda trouxe economia de custos operacionais.
O projeto foi desenvolvido para suportar o ritmo de expansão acelerado da TecBan, que duplicou a sua capilaridade nos últimos quatro anos, passando de 2 216 caixas eletrônicos em 2003 para os atuais 4 500 terminais, usados por cerca de 93 milhões de usuários do Banco24Horas.
A empresa espera chegar ao fim deste ano com 5 250 pontos e volume de 275 milhões de transações, contra as 220 milhões realizadas em 2007. Com o upgrade, a infra-estrutura está preparada para suportar o crescimento da rede e de sua capacidade até 2011. “No nosso road map para os próximos cinco anos, definimos o que se considera uma rede segura, escalável e flexível, tendo em vista o longo prazo”, diz Lisias Lauretti, CIO da TecBan.
Essa capacidade é apenas um dos vários objetivos já atingidos desde o início de implementação do projeto, em março de 2007. De lá para cá, a empresa simplificou seu ambiente de TI e enxugou em 1,2 milhão de reais os custos anuais de manutenção, treinamento, suporte e atualizações tecnológicas, além de reduzir em 30% a conta de energia elétrica e refrigeração dos data centers.
|quebra|
Mas a mudança mais comemorada, que Lauretti considera o grande diferencial da empreitada, foi a virtualização dos firewalls. “Trata-se de algo inédito no país. Cerca de 13 equipamentos de modelos e fabricantes diferentes tornaram-se meras divisões lógicas de um equipamento físico, dentro de um único padrão”, diz o executivo.
Lauretti explica que, agora, a TecBan conta com ambiente espelhado, total redundância entre os seus sites, camada duplicada de segurança em vários ambientes e padronização dos firewalls de toda a rede. “Dispomos de dois links alternativos entre os sites. Antes, se houvesse falha em um desses links, a ativação do outro exigia intervenção humana. Isso não é compatível com um negócio que oferece operações bancárias 24 horas”, diz. Agora, o chaveamento de um link para o outro é automático e em tempo real. A contingência é instantânea entre os CPDs e as unidades de escritório da empresa – a interconexão entre os sites da TecBan se dá por meio dos links de contingência de 100 Mbps usados de forma compartilhada com o escritório de Alphaville, na grande São Paulo, e por meio de dois links DWDM (fibra óptica), que passaram a ter uma utilização mais efetiva.
Além de estender contingenciamento de comunicação entre ATMs, bancos e operadoras, ao final da implementação a TecBan tinha aumentado em 20% a disponibilidade da rede, triplicado o ritmo de transferência (throughput) de dados e duplicado a sua capacidade de telecomunicações com o acesso dos 4 500 caixas eletrônicos aos dois CPDs, e não apenas a um.
Na fase de busca pela solução mais eficiente, a TecBan abriu mão de uma alternativa que representava menor custo e facilidade de implementação e optou por uma plataforma totalmente nova no seu ambiente, mas considerada mais eficiente. Um time com 17 profissionais, entre especialistas da TecBan, da IBM e da Cisco Systems, arregaçou as mangas e desenvolveu uma solução que incluía plataforma de switches no modelo 6513. A aquisição dos equipamentos teve início em março de 2007, e em cerca de dez meses a equipe substituiu switches, trocou o gateway da rede, fez a migração dos servidores, segmentou a rede e consolidou e virtualizou os firewalls.
Embora a inovação da TecBan seja importante em termos de segurança e redução de riscos, ela é transparente para o usuário final. “Na prática, o que ele quer é que o sistema esteja no ar”, diz Lauretti. Para as instituições financeiras, os principais benefícios, além da continuidade do negócio, é a aderência da arquitetura de redes seguras com as regulamentações importantes para o setor, como Basiléia II e PCI. No que se refere à TecBan, o executivo destaca que agora a sua rede está habilitada para crescer e suportar novos serviços sem grandes mudanças. Novos parceiros poderão ser incluídos rapidamente, sem necessidade de mais investimentos e sem interrupções no sistema.

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