Dell acredita no poder de venda dos desktops

Max Alberto Gonzales
24 de fevereiro de 2009

Dell acredita no poder de venda dos desktops

Dell lança cinco desktops, seis monitores e cinco projetores, mas a ênfase está nos serviços para administrar esse parque de máquinas.

SÃO PAULO – A Dell apresentou na semana passada sua primeira safra de novos produtos para o mercado corporativo e decidiu frisar os aspectos de gerenciamento e segurança para as empresas. São cinco desktops, seis monitores e cinco projetores.

“A especialização no uso dos desktops é fundamental para a empresa ter retorno do investimento (ROI). Acreditamos que os desktops não vão sumir, e que o uso mais refinado fará que eles sejam usados da forma mais correta”, disse Raimundo Peixoto, diretor geral da Dell no Brasil

“A maior parte dos PCs vendidos ainda hoje é de desktops e isso não deve mudar por dois ou três anos”, diz Sidnei Shibata, gerente sênior de marketing de produtos. “Uma empresa gasta 5 mil dólares por ano para manter um PC para um empregado. O custo de manutenção é maior que o custo de aquisição da máquina.”

Seguindo essas premissas, a Dell reforçou os serviços de gerenciamento de máquinas, incluindo aplicações de segurança e seguros para a reposição de máquinas. Peixoto diz que a Dell percebeu que cada vez mais as empresas encarregam para o próprio fabricante a responsabilidade sobre o suporte do equipamento. “Quando concebemos um equipamento o serviço nasce junto com o produto”, diz Peixoto.




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Dell acredita no poder de venda dos desktops

Max Alberto Gonzales

24 de fevereiro de 2009


SÃO PAULO – A Dell apresentou na semana passada sua primeira safra de novos produtos para o mercado corporativo e decidiu frisar os aspectos de gerenciamento e segurança para as empresas. São cinco desktops, seis monitores e cinco projetores.

“A especialização no uso dos desktops é fundamental para a empresa ter retorno do investimento (ROI). Acreditamos que os desktops não vão sumir, e que o uso mais refinado fará que eles sejam usados da forma mais correta”, disse Raimundo Peixoto, diretor geral da Dell no Brasil

“A maior parte dos PCs vendidos ainda hoje é de desktops e isso não deve mudar por dois ou três anos”, diz Sidnei Shibata, gerente sênior de marketing de produtos. “Uma empresa gasta 5 mil dólares por ano para manter um PC para um empregado. O custo de manutenção é maior que o custo de aquisição da máquina.”

Seguindo essas premissas, a Dell reforçou os serviços de gerenciamento de máquinas, incluindo aplicações de segurança e seguros para a reposição de máquinas. Peixoto diz que a Dell percebeu que cada vez mais as empresas encarregam para o próprio fabricante a responsabilidade sobre o suporte do equipamento. “Quando concebemos um equipamento o serviço nasce junto com o produto”, diz Peixoto.

|quebra|Peixoto refere-se a serviços como o Image Direct, um recurso de sistema que permite carregar no HD do desktop, ainda na linha de montagem na fábrica, uma imagem do disco com os programas, sistemas e configurações usadas na empresa cliente da Dell. Ou o Gerenciador de Desktops, que atualiza a gestão de equipamentos, a distribuição e atualizações de software e de definições de antivírus e malware, e de atualizações de sistema operacional e aplicações.

Os sistemas de gerenciamento embutidos nas máquinas incluem as tecnologias Intel AMT (Active Management Technology) e Intel vPro (conjunto de recursos de gerenciamento embutidos na placa-mãe). No caso de uma máquina quebrar, a Dell troca o equipamento e mantém protegido o conteúdo do HD do cliente, para preservar as informações críticas da empresa. A Dell instalou lacres, cadeados de fixação e trancas para impedir a abertura das máquinas, um cuidado com o conteúdo armazenado nos desktops.

Outra proteção oferecida pela Dell tem foco nos notebooks corporativos, o Complete Care. Por cerca de 250 reais anuais, o portátil está segurado para acidentes contra as máquinas, exceto incêndio, perda e roubo. Ou seja, se o executivo deixar o notebook cair e ele se despedaçar, a máquinas é substituída.

Segundo Juceli Azevedo, diretor de comunicação da Dell, a administração da plataforma baixa é “pouco glamurosa”. “Dificilmente um CIO ou gerente de tecnologia vai ser promovido por fazer uma gestão eficiente dos desktops, mas isso vai ganhar importância agora, com a crise (econômica mundial)”, diz Azevedo.

|quebra|As máquinas
A Dell lançou cinco desktops corporativos. O Vostro 220s é direcionado a pequenas e médias empresas, a partir de 899 reais. A linha Optipex tem quatro modelos: o 960 (a partir de 1 699 reais), que a Dell afirma gastar 43% o consumo de energia em relação à geração anterior; mais básico, o 760 custa a partir de 1 449 reais; o 360, aparelho de entrada custa 1 099 reais; e o OptiPlex FX960, o primeiro thin client da Dell no Brasil, que custa a partir de 1 689.

O OptiPlex 960 apresenta uma novidade em design: uma garra que acopla o monitor LCD ao gabinete do desktop (veja a foto nesta página). A solução deixa a máquina com uma aparência um pouco esquisita, mas é funcional para reduzir e concentrar o espaço ocupado pela máquina.

Seis monitores foram apresentados pela Dell Brasil, com destaque para os modelos widescreen de alta resolução 3008WFP e 2709W, com 30 polegadas e 27 polegadas, respectivamente. Além desses, estão no mercado os monitores 2408WFP (24”), E2209W (22”), 209W (20”) e E1909W (19”).

Dos cinco projetores que chegaram ao mercado brasileiro, o destaque é o M109S, um modelo ultraportátil, com 9,3 cm de largura, 10,5 de comprimento e 3,7 de altura, e resolução SVGA de 858 x 600 pixels. Outros modelos são mais convencionais, para pequenas salas ou para salas de conferência. O 7609WU tem resolução de 1 920 x 1 200, enquanto o M409WX oferece 1 280 x 800. Os modelos 1209S e 1409X emitem brilho de 2 500 lumens.

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