
Rede varejista implementa sistema de cache de tráfego em rede (Cisco WAAS) e otimiza o envio de dados das lojas para o mainframe.
SÃO PAULO – A rede varejista Casas Bahia anunciou que um ano após implementar um sistema de controle, o tráfego em rede de algumas aplicações caiu até 90%
A rede tem 550 lojas pelo país, e o processamento das operações de compras e estoques no dia a dia em cada uma delas é feito remotamente, em tempo real. Thin clients são conectados ao mainframe na sede de TI das Casas Bahia em São Caetano do Sul (região do ABC, SP), e durante a madrugada há a transferência consolidada de dados para um data center.
Frederico Wanderley, diretor de TI das Casas Bahia, afirma que o uso da rede remota e sua largura de banda já eram eficientes, mas isso não era razão para deixar de tentar melhorar o desempenho dela. A rede varejista contratou a Cisco para implantar o sistema de serviços de aplicações em área ampla, ou WAAS, na sigla em inglês.
Em síntese, o WAAS é instalado pela Cisco nas bordas das redes, ou seja nos aparelhos que conectam a rede local de cada loja ao link externo de rede, que transmite os dados ao mainframe via internet. O que o sistema faz de diferente é criar e gerenciar um cache no roteador, demandando que apenas novos dados sejam enviados pela rede – diminuindo assim o tráfego. Por exemplo, no SAC das Casas Bahia, o tempo de resposta para os atendentes a partir dos servidores caiu de 29 segundos para 1 segundo.
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No comunicado divulgado pela Cisco e Casas Bahia nesta manhã, dois gráficos foram destacados para a comparação de tráfego na WAN, com um ano de diferença. A transferência dos arquivos de contingência durante a madrugada que durava quase quatro horas caiu para 59 minutos (veja acima). A queda vai aumentar pois em um ano 400 das lojas receberam o sistema e as restantes, mais os centros de distribuição e entrepostos devem ter o WAAS até o final deste ano.
Mais do que custos de link de comunicação, a queda do tempo de transferência e uso de rede para transmissão de dados proporciona às Casas Bahia uma redução da margem de erro na gestão desses dados. O que é vital para a empresa, pois não pode haver erros, por exemplo, no processamento das 12 milhões de prestações pagas pelos clientes todo mês.