Carretas rastreadas

por Verônica Couto foto Alexandre Battibugli
9 de setembro de 2008

Com um aumento de 142% na produção de sua fábrica na Bahia, a Suzano precisou de uma solução para controlar o vaivém dos caminhões

No extremo sul da Bahia, na cidade de Mucuri, a Suzano Papel e Celulose mantém uma de suas principais plantas industriais. Voltada à exportação, em 2007 a fábrica baiana da empresa ganhou uma nova linha de produção e mais que dobrou a sua capacidade produtiva: saiu de 700 mil toneladas por ano para 1,7 milhão de toneladas por ano, um aumento equivalente a 142%. O crescimento da produção exigiu um maior consumo de matériaprima.
Assim, a utilização de eucalipto saltou de 3,5 milhões de metros cúbicos para 8,1 milhões de metros cúbicos, um crescimento de 131,2%.
O efeito colateral do significativo aumento da produção foi um grande impacto na cadeia logística. O carregamento de produtos acabados subiu de 1 741 por mês para 3 935 por mês; o abastecimento de madeira para a fábrica que antes era feito com 5670 viagens mensais, passou a ser concluído em 13 560 viagens e a chegada de insumos que antes era feita com 5670 carretas por mês, passou a ser feita com 12 925 carretas no período.
Para dar conta de tamanho aumento no vaivém de caminhões e materiais, a TI da empresa precisou criar o Centro de Controle de Operações Logísticas, o Cecol. Tudo isso sem parar um único dia de funcionar. “Foi como levantar uma casa nova, ao lado daquela onde você mora, e sem fazer sujeira”, diz José Carlos Costa, gerente de tecnologia da informação da empresa.



White Papers
VEJA

Carretas rastreadas

por Verônica Couto foto Alexandre Battibugli

9 de setembro de 2008


No extremo sul da Bahia, na cidade de Mucuri, a Suzano Papel e Celulose mantém uma de suas principais plantas industriais. Voltada à exportação, em 2007 a fábrica baiana da empresa ganhou uma nova linha de produção e mais que dobrou a sua capacidade produtiva: saiu de 700 mil toneladas por ano para 1,7 milhão de toneladas por ano, um aumento equivalente a 142%. O crescimento da produção exigiu um maior consumo de matériaprima.
Assim, a utilização de eucalipto saltou de 3,5 milhões de metros cúbicos para 8,1 milhões de metros cúbicos, um crescimento de 131,2%.
O efeito colateral do significativo aumento da produção foi um grande impacto na cadeia logística. O carregamento de produtos acabados subiu de 1 741 por mês para 3 935 por mês; o abastecimento de madeira para a fábrica que antes era feito com 5670 viagens mensais, passou a ser concluído em 13 560 viagens e a chegada de insumos que antes era feita com 5670 carretas por mês, passou a ser feita com 12 925 carretas no período.
Para dar conta de tamanho aumento no vaivém de caminhões e materiais, a TI da empresa precisou criar o Centro de Controle de Operações Logísticas, o Cecol. Tudo isso sem parar um único dia de funcionar. “Foi como levantar uma casa nova, ao lado daquela onde você mora, e sem fazer sujeira”, diz José Carlos Costa, gerente de tecnologia da informação da empresa.
|quebra|
O controle da operação é feito por RFID, GPRS e satélite. O uso das três tecnologias é necessário, devido à grande diferença de lugares por onde as carretas passam. Dentro da fábrica, o controle é por RFID, já na área externa é usada a rede celular e o satélite. Ao chegarem na empresa, etiquetas de cadastro são coladas à janela dos caminhões. Durante todo trajeto, o veículo é rastreado. Segundo o analista de negócios da Suzano, Simon Matheus, o sistema permite saber a localização, identidade e velocidade das carretas.
Com isso, o tempo de permanência do caminhão dentro da fábrica caiu de 63 para 45 minutos. A área que não é coberta pelo celular fica na floresta, a 70 quilômetros da fábrica, onde é feito o carregamento da madeira. Lá uma antena de satélite foi colocada no alto de uma grua usada para pegar as toras de madeira. Graças a essa antena, acabou a digitação. Os dados de placa, volume carregado, tipo de madeira e hora de encerramento são enviados diretamente para o SAP. E tudo – visitantes, veículos, máquinas – fica visível numa maquete eletrônica.
Quando o produto sai da fábrica, ele segue numa frota terceirizada, que é rastreada por empresas especializadas. As informações são enviadas para a Suzano e seus clientes. Sabendo onde está a carga e a velocidade média da carreta, é possível calcular quanto ainda falta para a chegada do produto. “Mas isso ainda é um piloto”, afirma Costa. Para o CIO da Suzano, um grande diferencial foi adotar uma plataforma multifuncional da Trimbase, que opera tanto com satélite quanto com celular. Se fosse usada apenas a comunicação por satélite a solução encareceria muito. “O difícil foi acreditar que toda essa rede funcionaria”, afirma o gerente de TI da Suzano Papel e Celulose. Costa
lembra que quando ficou tudo pronto a equipe quis comemorar. “Preferi esperar uma semana”, diz. Fez bem, porque no dia seguinte, o sistema parou. O motivo? “A antena de rastreamento tem um processador, e estava instalada num poste, sob o sol da Bahia. Acima de 35 graus, o computador pára. E sempre que esquentava, a antena desligava”, afirma. A solução foi inserir um cooler na caixa do processador.
Com todo esse esquema, além da agilidade dos caminhões, o pagamento de horas paradas no carregamento da madeira caiu 80%. A gestão em tempo real dos insumos trouxe redução de 20% no ciclo logístico e economia de 10% na compra de suprimentos e nos custos fixos das transportadoras. O projeto foi tão bem-sucedido que a empresa quer implantá-lo na unidade de Suzano, no interior de São Paulo. Um investimento que deve ser pago em um ano.

Twitter pede Silvio Santos em nota de R$ 100 Fuji Soft lança Palro, um robô-amigo Buzz transforma Gmail em rede social Buscas instantâneas no Chrome ENG oferece treinamento para sistema Android

Canais


Tópicos

Notícias


Redes Sociais

Blogs

Serviços

INFO Online - Copyright © 2009, Editora Abril S.A. - Todos os direitos reservados. All rights reserved.