
Para evitar as ligações clandestinas, a concessionária fluminense utiliza a tecnologia Machine to Machine nos medidores de consumo
As ligações clandestinas de energia elétrica – também conhecidas como gatos – respondiam por cerca de 24% de todo o consumo dos 2 milhões de usuários da Ampla, em 2003. Estima-se que 700 mil usuários utilizavam a energia elétrica de forma irregular.
A empresa distribuidora de energia, que atende 66 municípios do estado do Rio de Janeiro, vinha registrando uma perda anual de 250 milhões de reais com os gatos, o que comprometia a sua saúde financeira. “Um nível aceitável de utilização clandestina fica entre 10% e 12%”, diz Cláudio Rivera, diretor de recuperação de mercado da Ampla.
Para tentar diminuir o problema, a empresa tirou os medidores do alcance dos usuários, deixando-os no alto dos postes. Dentro dos domicílios ficou apenas um display. Encapsulados por um material bastante resistente, os chips registram o consumo e enviam as informações para uma torre de celular, usando uma conexão M2M (machine-to-machine), implementada pela V2COM. Da torre seguem direto para a central da distribuidora.
O uso da tecnologia tornou mais difícil a instalação clandestina. Hoje, dos 2,2 milhões de assinantes da Ampla, cerca de 600 mil utilizam energia irregular, o equivalente a 19% dos usuários. “Ainda é um número preocupante”, afirma Rivera. Para tentar diminuir o furto, a empresa pretende estender a leitura via M2M para mais clientes. O controle, que atende 300 mil usuários, deve chegar a 1 milhão até o final de 2009.