Não modernize a TI a menos que a empresa seja modernizada primeiro

Bruce Robertson, do Gartner
6 de outubro de 2008

Os arquitetos corporativos deveriam resistir a iniciativas ambiciosas para modernizar a TI que não incluam planos para modernizar a empresa. Se nenhuma mudança corporativa for definida, a TI também não deveria mudar.

DESCOBERTAS

Os analistas de arquitetura corporativa (AC) do Gartner acreditam que o papel da AC deveria ser o de encorajar a empresa a não modernizar a área de TI (incluindo centros de dados, serviços e pessoal) a menos que a própria empresa seja modernizada simultaneamente. Sem esse impulso e resultado, a modernização da TI será inútil.

ANÁLISE

Temos recebido um número cada vez maior de perguntas sobre o papel que os arquitetos corporativos deveriam exercer na modernização da TI. Acreditamos que eles deveriam essencialmente se esforçar para contrabalançar a mentalidade tecnocêntrica do tipo "vamos atualizar tudo o que pudermos" que os esforços de modernização da TI muito frequentemente costumam ter. Ao invés de apoiar tais esforços equivocados, os arquitetos deveriam sugerir que as áreas de TI deveriam simplesmente deixar as coisas como estão — ou deveriam considerar adotar a terceirização ou provedores radicalmente novos (computação em nuvem). Eles deveriam estimular a modernização não apenas da tecnologia para as soluções já existentes, mas também os aspectos da arquitetura corporativa e de informações daquelas soluções.

Geralmente, os "modernizadores da TI" costumam consolidar todas as coisas somente para descobrir que isso não ajuda tanto quanto esperavam. Enquanto isso, não mudaram nada de fundamental para a empresa, além talvez de reduzir levemente o custo e melhorar a qualidade operacional do que já possuem (e que talvez seja consideravelmente bom). Quando isso ocorre, não há nenhuma transformação corporativa — nenhuma mudança arquitetada e impulsionada pelos negócios para a empresa. Ao invés disso, há apenas uma rotatividade entre recursos que já existem.