Parece que a crise não está afetando a Totvs, gigante de software de sistema de gestão (ERP), que abocanha nada menos que 39% do mercado no país, segundo a FGV-SP. Nos últimos 12 meses, faturou mais de 1 bilhão de reais. No segundo trimestre, bateu seu recorde de faturamento, com 240,3 milhões de reais, o que representa um aumento de 15,6% em comparação ao mesmo período de 2008.
Outro importante indicador, o Ebitda (lucro antes do pagamento de juros, impostos, depreciações e amortizações), também mostra que a Totvs vai muito bem, com capacidade crescente de gerar fluxo de caixa, apesar do cenário econômico difícil. O Ebitda atingiu 58,697 milhões de reais, valor 32,8% superior ao do mesmo período de 2008. A margem Ebitda alcançou 24,4% no trimestre.
Mas qual é o segredo da Totvs? Na avaliação da empresa, os resultados do trimestre são consequência dos projetos de implantação de sistemas aderentes ao Sistema Público de Escrituração Digital (Sped). Mas não é apenas essa ocasião específica que leva para frente a Totvs. Ajustes foram feitos na empresa para obter bons resultados. Há duas semanas, conversei com o presidente da Totvs, Laércio Consentino sobre os resultados do INFO200, ranking elaborado pela revista INFO das maiores empresas de tecnologia do Brasil, que será publicado na edição de agosto. Ele atribui o crescimento a dois fatores principais: a divisão da equipe em 11 setores especializados e à criação de “pacotes” que incluem software, infraestrutura e serviços e consultoria. “Nossos vendedores sabem atender às necessidades de setores específicos, como de saúde e de educação”, diz.
Naturalmente, os bons resultados também são decorrência de importantes aquisições das rivais, que permeiam a toda a história do grupo. Em 2005, a Microsiga comprou a Logocenter e, no ano seguinte, a RM Sistemas. No ano passado, comprou a Datasul, que tinha 16% do mercado brasileiro. É uma gigante verde-amerela que dá canseira às rivais estrangeiras: segundo a FGV, atualmente a concorrente maior da Totvs é a SAP, com 23% do mercado. Em terceiro lugar, está a Oracle, que fica com uma fatia de 18%.
Vilões do meio ambiente, os coolers devoram energia para resfriar computadores e datacenters – em alguns casos, são responsáveis por 30 a 70% dos gastos com energia. Em tempos de recessão econômica e aquecimento global, é preciso encontrar tecnologias alternativas para o resfriamento das máquinas. Para o Google, IBM e outras empresas, a água é a saída.
Quando falamos em água, é claro, não se trata de água limpa, um bem cada vez mais escasso. A ideia é reaproveitar – e tratar – a água que foi utilizada em alguma indústria, por exemplo, e a água da chuva. Nos datacenters do Google, duas plantas já estão aproveitando a água reutilizada e a intenção é chegar a 80% das instalações em 2010.
Para esfriar os datacenters, após o tratamento da água, há tubos onde escorre água por dentro, que é evaporada com o calor gerado pelos computadores, esfriando o datacenter. Desta forma, o uso dos coolers não precisa ser tão intenso. Para saber mais, visite o endereço http://www.google.com/corporate/green/index.html.
A IBM, em parceria com o Swiss Federal Institute of Technology (ETH), faculdade de tecnologia em Zurique, na Suíça, desenvolveram um microchip de supercomputador que com microtubos que conduzem água na parte traseira dos chips. Vamos dizer que é uma versão ultrasofisticada dos sistemas de refrigeração adotados pelos gamers para resfriar com água seus nervosos desktops com overclock.
O computador da IBM e do ETH, batizado de Aquasar, atinge a velocidade de 10 terflops, mas não é comilão: gasta 40% menos energia do que se tivese um sistema de resfriamento com ar condicionado, segundo a IBM. (Veja mais no site do ETH, no endereço http://www.ethz.ch/index_EN).
Agora, a parte mais interessante: a água usada no Aquasar é levada diretamente ao sistema de aquecimento da faculdade. Em um país frio como a Suíça parece ser uma boa ideia, certo?
Você está satisfeito com o BI da sua empresa? Depois de ler este post, talvez você passe a vê-lo com outros olhos. A IBM lançou comercialmente o System S, sistema baseado em Stream Computing, capaz de analisar fluxos de dados em tempo real.
Imagine só: tráfego de e-mail, informações da internet, conversações de telefone, dados de sensores, cotações do mercado financeiro e outros dados que chegam continuamente de forma massiva podem ser analisados continuamente pelo sistema. Nada de banco de dados estáticos. Com isso, você pode tomar decisões mais certeiras, baseado em dados realmente fresquinhos.
O banco canadense TD Securities está testando o System S para avaliar os riscos das transações. Outro piloto foi conduzido no rio Hudson (foto acima), na cidade de Nova York, para monitorar continuamente sensores distribuídos pela margem do rio, que captam informações como a temperatura, salinidade e nível de poluição da água.
As possibilidades de aplicação passam por diversas áreas como medicina, segurança e meio ambiente. “O sistema pode monitorar simultaneamente diversas câmeras de vídeo em um evento grande como as Olimpíadas ou monitorar as condições da bacia Amazônica”, diz o CTO da IBM Brasil, José Carlos Duarte Gonçalves.
Segundo ele, o avanço do processamento paralelo e a queda dos preços de hardware tornaram possível o desenvolvimento do sistema – que levou 6 anos - e sua oferta comercial. Mas certamente o que mais vale no System S é seu software, com inteligência para dar sentido à enxurrada de dados que chega a ele. Ficou empolgado? Separe 100 mil dólares, preço mínimo cobrado pela IBM pelo sistema.
Um estudo da McKinsey & Company divulgado há duas semanas jogou um balde de água fria nos estusiastas do cloud computing, este termo tão em moda no mundo da tecnologia. O relatório recomendava cautela às grandes empresas que tinham planos de migrar seus sistemas para a nuvem. Preocupado com o tempo nublado, o Google resolveu se manifestar.
Ontem, o gerente sênior do Google Apps, Rajen Sheth, soltou os dedos no teclado. No blog oficial do Google Enterprise, ele escreveu linhas e linhas para defender o cloud computing, numa resposta direta (e educada) ao relatório da McKinsey. “Na virtualização de seus datacenters privados, uma empresa pega um servidor e subdivide em vários servidores para aumentar a eficiência. Fazemos o oposto, usando sistemas commodities, de baixo custo, e juntando-os em um grande supercomputador. Nós reduzimos os servidores ao estritamente essencial, assim não estamos pagando por componentes que não precisamos.”
Mas a questão vai além do hardware, afirma Sheth em seu post. Segundo ele, o estudo da Mckinsey considera apenas os custos de hardware, mas a computação em nuvem oferece outros benefícios como software confiável e escalável e aplicações que são inovadas constantemente.
E aí Sheth vende seu peixe: por que rodar o Exchange Server numa máquina virtual na nuvem, se você pode contratar o Gmail, evitando goastos com manutenção e monitoramento do seu servidor de e-mail? Segundo o gerente do Google, o custo de uma solução de e-mail na nuvem custa três vezes menos do que um sistema privado. Além disso, oferece mais espaço de armazenamento e é constantemente atualizado.
Aliás, outro argumento usado por Sheth para defender a computação em nuvem é o ritmo de inovação em TI, que precisa ser cada vez mais veloz. “Com o Google Apps, nós entregamos mais de 60 novas ferramentas no ano passado”, diz Sheth.
Independentemente de qual seja a solução mais econômica, é bom não esquecer que muitas vezes a questão mais relevante deixa de ser o custo: segurança e controle da infraestrutura podem ser fatores muito mais críticos quando informações preciosas estão em jogo, principalmente em grandes empresas. E você, confia na nuvem?
Se com a IBM as negociações para compra da Sun se enroscaram e terminaram em verdadeiro nó, com receio de um processo antitruste, com a Oracle foi vapt-vupt. Larry Ellison estava quietinho e surpreendeu o público, fazendo jus ao seu histórico de aquisições agressivas.
Com isso, a Oracle entra no mercado de hardware, competindo na área de servidores com a IBM, HP e Dell. Certamente dará uma briga boa. Mas a dúvida que preocupa as empresas e principalmente a comunidade de software livre é o destino do MySQL. Líder no mercado de banco de dados, a Oracle leva no pacotão da Sun o popular banco de dados em código aberto, baixado 70 mil vezes diariamente.
Difícil acreditar que o MySQL vai sobreviver dentro da casa de seu maior rival. Mas há opiniões otimistas. Donald Feinberg, analista do Gartner, acredita MySQL permanecerá vivo e aberto: “a Oracle possui um bom histórico de relacionamento com InnoDB e BerkelyDB”, argumenta. E as tecnologias Java, o Solaris e o software OpenOffice, será que elas receberão o mesmo carinho dispensado pela Sun no domínio de Ellison?
Tudo indica que sim, mas existe uma tensão na comunidade de software livre, em geral mais simpática à IBM. Aos que preferem uma perspectiva otimista, basta lembrar que a Oracle tem bala na agulha: em 2008, seu lucro foi de 5,5 bilhões de dólares. Se Ellison quiser, ele fará – lembre-se que um dos hobbies deste excêntrico homem é voar em jatinhos militares quando não está comprando empresas.
Hoje os operadores das bolsas
A se confirmar a oferta de 6,5 bilhões de dólares em cash, e a aceitação pelos acionistas da Sun, a operação será uma tacada extremamente feliz da IBM. Por várias razões, a começar pelo valor pago pela Sun, bem menor que o que pagaria há um ou dois anos, pela queda geral do preço das ações nos EUA. E olha que a oferta da IBM tem um prêmio de 100% sobre o valor atual da ação.
Para a IBM, o ativo intelectual da Sun é uma oportunidade quase única para aumentar seu poderio no mercado de TI corporativo. Processadores Sparc, software de código aberto Java, sistema operacional Solaris, banco de dados MySQL e o pacote de escritório OpenOffice, são apenas alguns exemplos de ativos valiosos que viriam na compra da Sun.
A Sun tentou fugir um pouco da imagem de fornecedor de máquinas apenas para corporações gigantes começando a fazer servidores
Mas o maior benefício da compra – repito, se for realizada – será o ativo intelectual da Sun. Fundada no entorno da Universidade de Stanford, onde há um prédio recheado de servidores para o estudo da supercomputação, a Sun faz pesquisas que expandem os limites da computação e dá suporte uma comunidade de programadores que compartilha conhecimento na plataforma Java.
E a IBM tem o histórico de ser uma compradora generosa com as empresas adquiridas. A big blue engole as empresas mas não as dizima, eliminando a marca da face da Terra e do nome de seus produtos. Os executivos e pesquisadores permanecem nas empresas adquiridas, que se tornam divisões ou unidades de negócios da IBM. Foi o caso da Tivoli e da Lotus.
Resta ver o que acontecerá. Se a Sun aceitar a oferta, poderá ser o negócio mais significativo para a indústria de TI desde a compra da Compaq pela HP. E a Sun terá uma força extra para retomar seu rumo.
Postado por Max Alberto Gonzales Osorio - 18/03/2009 - 12:14
O HP Oracle Exadata Storage Server é mais um fruto de casamento tech
Parcerias entre jogadores da indústria tech não são uma supernovidade
Hoje, por exemplo, a Oracle anuncia para a América Latina o HP Oracle Exadata Storage Server. É um grande servidor de processamento e armazenamento fabricado pela HP para rodar especificamente bancos de dados e a aplicação de business intelligence da Oracle. Na teoria, a soma vale a pena pela velocidade de resposta obtida em um sistema que não precisa de instalação de software, configuração, testes etc. Tudo já vem pronto de fábrica. Resta conferir o preço da solução e o custo final, claro.
Mas o que surpreende nas uniões recentes é a diversidade. Temos por exemplo, a Siemens e a IBM se juntando para oferecer de telefonia IP como serviço, ou CaaS. A Microsoft e a Nortel se juntaram para fortalecer os sistemas de comunicação unificada, e a gigante do software lançou o Office Communication Server 2007 Release 2, com o qual pretende roubar mercado de telefonia IP da Cisco Systems, baseando a oferta em software. E, last but not least, o hardware que a Dell fabricou para a Google, um appliance caríssimo que “googleiza” uma empresa, o GSA.
Os exemplos só tendem a se multiplicar. Ou seja, o leque de fornecedores e sistemas fica cada dia mais complexo. Quem casou com quem? Este casou com esse, aquele e mais um outro? O CIO vai ter que administrar mais essa.
Postado por Max Alberto Gonzales Osorio - 11/03/2009 - 12:01
A transmissão e distribuição de energia tem mais segredos que só a TI pode desvendar
A tecnologia sempre se move em ondas, e nas empresas as ondas se movem como tsunamis. É o que vai acontecer com as companhias do setor de energia, que primeiro se adaptaram ao bug do milênio, depois à onda do ERP. Agora as geradoras, transmissoras e distribuidoras se preparam para implementar inteligência de negócios.
O diagnóstico é de um executivo que acompanha de perto o setor, Adriano Guidice, diretor da consultoria Bearing Point no Brasil. A empresa recentemente pediu concordata nos EUA, ação jurídica que funciona como proteção de falência e não uma condenação no mercado como aqui no Brasil. Entre os maiores clientes da consultoria no país estão justamente as empresas do setor de energia e petróleo.
Durante o SAP Fórum, que termina hoje
A questão importante, para a BE e para as outras consultorias, é o ritmo que isso vai acontecer. Aí que mora a incógnita. Em um ano de crise financeira mundial, os primeiros levantamentos da INFO confirmam uma refreada no crescimento dos orçamentos de TI nas empresas brasileiras. Aguardem mais novidades na pesquisa das 100 Empresas Mais Ligadas do Brasil.
Postado por Max Alberto Gonzales Osorio - 05/03/2009 - 16:23Todos gostam de participar de rankings e, se possível, estar no topo da lista. Pois esta é a oportunidade para sua empresa liderar uma lista na área de tecnologia da informação!
Foi dada a largada para a 14ª Pesquisa As 100 Empresas Mais Ligadas do Brasil. Sua empresa está convidada a participar!
A Pesquisa INFO mapeia as empresas mais inovadoras e que aproveitam ao máximo as tecnologias de informação e comunicação para fazer negócios.
Medimos os números de máquinas, a conectividade, o uso de ferramentas de colaboração, o investimento e, neste ano, vamos coletar dados sobre o uso da TI verde nas empresas. É uma forma de avaliar e mensurar o quanto a empresa está sintonizada com as novas tendências da tecnologia e também preocupada com uma gestão sustentável de seus recursos.
Já enviamos questionários para os diretores de tecnologia das principais empresas do Brasil. Mas é claro que contamos com a sua colaboração para participar.
Caso nosso formulário não tenha chegado às mãos do CIO, por favor, entre em contato conosco por meio do pesquisainfo@abril.com.br, com o pedido para envio do questionário.
Suas respostas são importantes para que possamos compor um quadro completo do grau de uso da TI nas empresas brasileiras.
Postado por Max Alberto Gonzales Osorio - 13/02/2009 - 17:11
Começo de ano, e desta vez um ano de crise econômica realmente global. Os fabricantes da indústria de tecnologia de informação e comunicações deflagram a seqüência de entrevistas para divulgar os resultados do ano anterior. A prática do discurso sem substância se repete.
Para informar nossos leitores, que neste caso são os diretores de tecnologia de empresas, eu preciso fazer mil perguntas. Inclusive o quanto o fornecedor fatura com o que produz. Aí começa o problema.
As empresas, principalmente as multinacionais, negam-se a dar números. Em geral, preferem dar percentuais como “crescemos 25% no país ano passado”, e dizem que regras as impedem de distinguir os números para Brasil, Argentina, Bolívia, Alemanha, Japão ou Butão. Escudam-se na SEC (Securities and Exchange Comission), o xerife americano do mercado de ações, alegando que o órgão proíbe essa discriminação de balanços por país.
Resultado? Entrevistas chatas em que os fornecedores de TI tentam vender à imprensa especializada um mar de rosas high-tech. Mas em nossa defesa – e dos leitores CIOs – há um ponto a frisar. Não perguntamos sobre dinheiro para saber se o executivo vai ganhar um bônus milionário. O objetivo é noticiar fundamentos econômicos, saúde financeira e governança corporativa do fornecedor. O empresário que investe seu orçamento em uma tecnologia precisa saber se seu fornecedor está bem para continuar dando suporte ao produto, ou se vai sumir, ou ser engolida por uma empresa maior em uma aquisição.
Imagine depositar um importante processo de negócio em um sistema que deixará de ter pai ou mãe, pois o fornecedor faliu. É um temor fundamentado, ainda mais nesta crise econômica, na qual muitos gigantes financeiros se revelaram castelos bilionários de cartas.
Por isso, as perguntas sobre as finanças vão continuar. E as respostas evasivas continuarão a gerar desconfiança cada vez maior.
Postado por Max Alberto Gonzales Osorio - 04/02/2009 - 18:55
Dá pra acreditar que já existem mais de 100 empresas que fazem computação em nuvem? A publicação Cloud Computing Journal divulgou uma lista que traz os 100 player mais ativos dese mercado. E o número é esse mesmo: 100.
Se o levantamento traz as 100 empresas mais ativos da computação em nuvem, significa que existem muitas outras, não tão ativas assim.
Confesso que a informação me espantou. Sabia que a computação em nuvem é uma das principais apostas para a TI nos próximos anos, mas não imaginava que esse mercado estivesse tão aquecido.
Pra falar a verdade, não vejo esse mercado fervilhando da mesma forma por aqui. Pelo contrário, tenho visto as empresas ainda um pouco reticentes em relação à novidade.
A minha aposta é que a computação em nuvem vai conquistar o mercado de TI pelas bordas. Vai começar pelas pequenas e médias empresas para depois chegar às grandes.
Isso porque as grandes empresas já tem em casa um grande investimento em armazenamento e capacidade de processamento. Elas não vão deixar isso de lado para cair nas nuvens. Além disso, tem a questão da segurança das informações, que ainda não se provou nesse modelo de cloud computing. Se algum dado da empresa for perdido, quem deve ser responsabilizado?
Já as pequenas empresas, que não têm em casa uma infra-estrutura cara e estável, ganham uma administração de dados mais profissional se apostarem na nuvem.
Mas voltando ao ranking das 100 mais da computação em nuvem, fazem parte da lista velhas conhecidas como Google, Amazon, Salesforce.com, HP e IBM. Mas também há nomes desconhecidos como 3PAR e Appirio.
Se a evolução da computação em nuvem continuar no mesmo ritmo, em breve ouviremos falar de várias delas.
Postado por Silvia Balieiro - 08/12/2008 - 12:44
Getty Images
O SPED (Sistema Público de Escrituração Digital) valerá para mais de 29 mil estabelecimentos a partir de janeiro deste ano. O que ocorre é que muitas empresas ainda estão longe de terem seus sistemas totalmente adaptados às exigências do fisco.
Conversando com diversos consultores e com empresas especializadas na implementação dessas mudanças, todos têm a impressão de que pelo menos 70% das empresas brasileiras (as que devem se ajustar ao SPED fiscal nesse primeiro momento) estão correndo atrás do prejuízo.
Essa correria tem justificativa: quem não se ajustar estará sujeito a multa de 10 mil reais mais um percentual sobre o faturamento diário da empresa. Esse valor pode chegar a milhões de reais, o que coloca a cabeça de todos os envolvidos a prêmio.
Como ninguém quer correr esse risco, todos estão ouriçados e disputando "a tapa" os profissionais que têm experiência (mesmo que seja de 1 mês) nesse tipo de implementação. Só para citar um exemplo, a Sonda Procwork, uma das empresas que tem se dedicado à implementação do SPED, chega a perder funcionários com apenas uma semana de experiência. "Eles saem ou pedem aumento porque foram chamados para trabalhar na concorrência", explica Eduardo Borba, diretor de pesquisa e desenvolvimento da Sonda Procwork.
É o poder da oferta e da procura...
Postado por Silvia Balieiro - 19/11/2008 - 11:01
Por mais internacional que essa crise seja, ela já está entre nós. O que fazer agora? Essa pergunta vem sendo feita por todos, CIOs, CEOs, consultores e investidores.
Para tentar responder essa questão, profissionais da TGT Consult - consultoria nas áreas de planejamento estratégico, governança, processos de negócios e gestão de TI - fizeram uma lista de ações de TI para tentar driblar a crise.
Conversei com dois deles: Ronei Silva e Pedro Bicudo. Ambos concordam que essa crise pegou de surpresa algumas empresas, obrigando os CIOs a se reorganizarem no curtíssimo prazo. "Muitas companhias estavam com o orçamento e os planos para 2009 prontos. Tiveram que dar um passo atrás e rever os seus números", disse Silva.
É claro que cortes terão de ser feitos, mas é importante ter cautela para não cortar projetos importantes, que podem fazer falta no futuro. "É um bom momento para investir em inovação. Empresas que fizerem isso sairão fortalecidas ao fim da turbulência", me disse Bicudo.
Segundo os dois consultores, caso a crise se aprofunde, devem ser mantidos os projetos que vão terminar nos próximos seis meses, os projetos que produzem resultado financeiro imediato (3 a 12 meses), projetos estratégicos que sejam necessários para a sobrevivência da empresa no longo prazo e que precisam estar terminados quando o mercado reaquecer.
Já os projetos mais cotados para serem cancelados ou postergados são os de infra-estrutura para expansão de capacidade, já que a demanda não cresce na crise; os de atualização de tecnologia; os de desenvolvimento de baixo valor agregado e os sistemas não estratégicos que ainda vão demorar mais de seis meses para terminar.
Postado por Silvia Balieiro - 10/11/2008 - 11:04
Cada vez mais as empresas investem em produtos que facilitam a colaboração entre os funcionários. Prova disso são os números divulgados esta semana pelo Gartner.
Segundo o instituto de pesquisa, o mercado mundial de ferramentas e software de colaboração atingiu a marca de 2 bilhões de dólares em 2008, o que representa um crescimento de 22% sobre as vendas do setor no ano passado.
Essa taxa de crescimento não é novidade. "É o segundo ano consecutivo que o mercado apresenta uma alta acima de 20%", disse Bianca Granetto, analista de pesquisa do Gartner.
O estudo apresentado pelo instituto de pesquisa mostrou um dado interessante: a questão cultural ainda interfere bastante nos níveis de adoção de serviços de web conference e colaboração.
Nos países da Europa e da América do Norte é mais comum as pessoas realizarem reuniões à distância usando ferramentas de colaboração. Nos países Latinos, do Oriente Médio e da África, o e-mail é mais usado como meio de comunicação do que as ferramentas de colaboração. Já nos países da Ásia/Pacífico e Japão, as reuniões cara-a-cara têm a preferência.
Se a crise financeira ainda não afetou a sua empresa é possível que isso aconteça em breve. Ouvindo analistas, entrevistando investidores e acompanhando as notícias, é impossível não chegar a essa conclusão.
Considerando que a crise já é uma realidade, é bom o CIO ir se preparando, porque a hora dos cortes está próxima. O Gartner já apontou que os investimentos mundiais, que cresceriam mais de 5% ano que vem, terão um aumento de, no máximo, 2,3%.
Nas últimas semanas perguntei a alguns especialistas qual a melhor maneira de definir esses cortes. Unanimidade entre todos os consultores: inclua todas as áreas de negócio nessa decisão.
Se para investir 10% a mais num determinando projeto é necessário fazer um business case, por que não fazer o mesmo na hora de cortar os gastos? "Cortes cegos, como o próprio nome diz, não vislumbram o que pode acontecer no futuro", me disse Cassio Dreyfuss, do Gartner.
Preparando business case detalhado do corte é possível tem uma visão mais apurada da situação e traçar estratégias para contorná-la. Além de enxergar o futuro, esse estudo faz com que todas as outras áreas de negócio da empresa entendam o que realmente está acontecendo e saibam quais processos serão afetados. Além disso, põe todas as áreas de negócio dentro da discussão.
Para os especialistas isso ajudará a melhorar a visão que as áreas de negócio têm da Tecnologia da Informação. É comum a TI ainda ser vista como centro de custos e não como viabilizador de negócios, por isso é interessante que o CIO vincule os cortes aos processos de negócio. "Detalhe quais processos de negócio e quais atividades da empresa serão diretamente e indiretamente atingidos pela interrupção daquele projeto de TI", disse Ivar Berntz, diretor de consultoria da Deloitte.
Pesquisa feita com 308 empresas selecionadas entre as 500 Maiores do Brasil revelou que apenas 32% dessas companhias utilizam uma plataforma de gestão de portal.
Esse dado - apresentado pela Lumis, empresa de gestão de portais web - é um sinal de que boa parte das empresas ainda não aproveita todo o potencial dos portais corporativos.
É fato que muitas companhias não possuem portais corporativos. E muitas acreditam que têm, só porque possuem um website institucional. Vale lembrar que para ser considerado um portal corporativo, um endereço web oferecer, no mínimo, colaboração e personalização.
A boa notícia é que o interesse do mundo S/A pelos portais corporativos vem aumentando. Segundo essa mesma pesquisa, 54% das empresas afirmaram que pretendem criar um portal corporativo nos próximos dois anos.
Nesta sexta-feira as operadoras Vivo e Claro declaram aberta a temporada de corrida atrás do iPhone 3G. Juntas, as duas empresas têm 230 mil aparelhos para uma multidão de usuários dispostos a pagar algo entre 900 e 3000 reais para ter um smartphone da Apple nas mãos.
Enquanto no mundo dos usuários domésticos as pessoas se debatem para ver quem terá o iPhone 3G mais rápido, dentro das empresas não tenho percebido a mesma empolgação. Pelo contrário, esta semana, conversando com o presidente de uma grande distribuidora de produtos de TI e Telecom ele me disse que jamais trocaria o seu smartphone da Nokia pelo iPhone. "Tive um e acabei dando de presente à filha de um amigo. Não era um aparelho para uso profissional", disse ele.
Outro executivo, desta vez um CIO de uma grande empresa, disse que o Blackberry, da RIM, ainda é a melhor ferramenta de mobilidade. "Não há nada melhor para receber e enviar e-mails quando se está fora do escritório", afirmou.
As duas opiniões refletem bem a barreira que o smartphone da Apple encontra dentro do ambiente corporativo. O próprio Gartner, num estudo publicado aqui no site da CORPORATE, recomendou cautela às empresas, principalmente por riscos de segurança. "Como ocorre com qualquer produto relativamente novo no mercado, os usuários devem assumir uma postura razoável de prudência e moderação em sua adoção na medida em que a indústria, o revendedor e as empresas desenvolvam maior experiência na implementação do produto", escreveram John Girard e Ken Dulaney (veja mais).
Em números, o Blackberry ainda detém uma larga vantagem no mercado. Segundo pesquisa da SRG (Synergy Research Group), a RIM tem 52% do mercado americano, contra 17% da Apple, no segundo trimestre de 2008. Em breve saberemos o que acontecerá em solo brasileiro.
Finalizando o meu post anterior...
As outras cinco tecnologias que merecem uma maior atenção dos profissionais de TI nos próximos anos são:
Quer saber quais são as 10 tecnologias estratégicas mais importantes para os próximos cinco anos?
Durante a XIII Conferência Anual do Gartner - O Futuro da Tecnologia, o analista do Gartner Carl Claunch apontou quais são os assuntos que devem receber mais atenção dos CIOs nos próximos anos. Alguns são temas conhecidos, que já começam a frequentar a ocupar a agenda dos decisores de TI, como TI verde, virtualização e comunicação unificada. Mas também há algumas novidades.
Confira abaixo as 10 tecnologias citadas por Claunch:
As outras cinco tecnologias eu deixo para o próximo post!
Postado por Silvia Balieiro - 17/09/2008 - 19:28