Sonda cresce 46,3% com ajuda do Brasil

Max Alberto Gonzales, da INFO
2 de abril de 2009

Sonda cresce 46,3% com ajuda do Brasil

Empresa chileno-brasileira, que passou a oferecer full outsourcing e HaaS, detecta a volta do interesse dos clientes em retomar projetos após a eclosão da crise econômica global.

SÃO PAULO – A fornecedora de serviços de TI Sonda cresceu 46,3% e faturou 671,3 milhões de dólares em 2008, com a ajuda da subsidiária brasileira, a Sonda Procwork.

O percentual de crescimento do Grupo Sonda foi um dos mais altos registrados em 2008 na Bolsa de Santiago, onde a empresa tem suas ações listadas. No total, a Sonda faturou no Brasil 482,6 milhões de reais, ou 267,6 milhões de dólares. Esse valor foi 40% de toda a receita gerada pelas operações internacionais da Sonda, que tem 11mil funcionários em nove países da região.

A Procwork foi adquirida para servir de braço especializado em projetos de implementação do sistema de gestão da SAP, em junho de 2007. Nesse ano, o faturamento do Grupo Sonda não teve um forte efeito da operação brasileira, porque a receita vinda do Brasil somava apenas metade do ano. Em 2008 foi consolidado o faturamento anual completo da operação local e o resultado apareceu.

“Havia [em 2008] ainda muitas companhias em época de IPO (oferta inicial de ações), e vendemos muitos projetos de ERP, além de sistemas para uso legal, como Nota Fiscal Eletrônica”, diz Carlos Henrique Testolini, CEO da Sonda Procwork.

A empresa fechou também vários contratos de full outsourcing, em que a Sonda responde por toda a infra-estrutura de TI de uma empresa que a contrata, que inclui a compra terceirizada de ativos de hardware. “É o que chamamos de device utility”, diz Testolini. Essa modalidade também pode ser chamada de HaaS (hardware como serviço). Entre os clientes do full outsourcing está a Bunge Alimentos.




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Sonda cresce 46,3% com ajuda do Brasil

Max Alberto Gonzales, da INFO

2 de abril de 2009


SÃO PAULO – A fornecedora de serviços de TI Sonda cresceu 46,3% e faturou 671,3 milhões de dólares em 2008, com a ajuda da subsidiária brasileira, a Sonda Procwork.

O percentual de crescimento do Grupo Sonda foi um dos mais altos registrados em 2008 na Bolsa de Santiago, onde a empresa tem suas ações listadas. No total, a Sonda faturou no Brasil 482,6 milhões de reais, ou 267,6 milhões de dólares. Esse valor foi 40% de toda a receita gerada pelas operações internacionais da Sonda, que tem 11mil funcionários em nove países da região.

A Procwork foi adquirida para servir de braço especializado em projetos de implementação do sistema de gestão da SAP, em junho de 2007. Nesse ano, o faturamento do Grupo Sonda não teve um forte efeito da operação brasileira, porque a receita vinda do Brasil somava apenas metade do ano. Em 2008 foi consolidado o faturamento anual completo da operação local e o resultado apareceu.

“Havia [em 2008] ainda muitas companhias em época de IPO (oferta inicial de ações), e vendemos muitos projetos de ERP, além de sistemas para uso legal, como Nota Fiscal Eletrônica”, diz Carlos Henrique Testolini, CEO da Sonda Procwork.

A empresa fechou também vários contratos de full outsourcing, em que a Sonda responde por toda a infra-estrutura de TI de uma empresa que a contrata, que inclui a compra terceirizada de ativos de hardware. “É o que chamamos de device utility”, diz Testolini. Essa modalidade também pode ser chamada de HaaS (hardware como serviço). Entre os clientes do full outsourcing está a Bunge Alimentos.

|quebra|Como operação chileno-brasileira, que aproveita as práticas da matriz e da filial, a Sonda Procwork tem sua carteira de clientes dividida em empresas brasileiras – como Bradesco, Petrobras, Gerdau e Votorantim – e multinacionais com operações na América Latina.

Nesse sentido, a crise econômica global não assusta a Sonda Procwork, que investiu 1,5 milhão de reais no ano passado em um centro de competência em software para a área fiscal. “Houve contratações, e em contrapartida houve diminuição [em equipes] em alguns projetos novos, e em software, como em pacotes de ERP”, diz Testolini.

Para o CEO da Sonda Procwork, o momento atual é de inflexão. “O leque dos CIOs hoje é economia, redução de custos e geração de caixa para as empresas”, diz ele, que afirma não ter sentido o impacto da crise na receita da Sonda.

“Na verdade, começamos a sentir agora que as empresas estão retomando os seus ciclos de decisão, e estão chamando os fornecedores para conversas que foram interrompidas em dezembro”, diz Testolini.

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