Os 7 medos dos CEOs que afetam os CIOs em 2009

Max Alberto Gonzales, da INFO
19 de março de 2009

Os 7 medos dos CEOs que afetam os CIOs em 2009

A crise econômica global ainda está no começo mas quase um ano depois de seu estouro os CEOs já têm delineadas uma série de premissas de ação que afetarão a vida dos CIOs.

SÃO PAULO – Um relatório da empresa de consultoria Gartner Inc. divulgado hoje destaca os sete pontos que atormentarão os presidentes de empresas nos próximos 18 meses. Na essência, a encrenca é equilibrar a queda de receitas e da lucratividade com a necessidade de investir na reestruturação dos negócios.

Para o CIO será mais um exercício de conseguir mais resultados com menos verbas, mas com grau mais acentuado de dificuldade. No levantamento da pesquisa INFO As 100 Empresas Mais Ligadas do Brasil, ainda em produção, foi detectada uma tendência de retração dos investimentos em tecnologia. Aproximadamente um terço das empresas que participaram da pesquisa pretendem cortar o orçamento de TI, outro terço manterá o mesmo patamar, e um terço aumentará o investimento na área, em vários graus, do tímido ao ousado.

Na pesquisa do Gartner, as considerações levam em conta o cenário global, que, de certa maneira, é diferente da realidade econômica brasileira. Por exemplo, na intervenção estatal com a compra compulsória de participação acionária em bancos e outras empresas, que no Brasil ocorreu em pequena escala por meio do Banco do Brasil.

Ou no grau que a instabilidade da globalização afeta as empresas do primeiro mundo, muito maior que na economia brasileira, com importações concentradas em commodities (minério de ferro, carne, soja etc.), que perderam volume mas sem as quedas acentuadas que sofreram manufaturados e serviços pelo globo.



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Os 7 medos dos CEOs que afetam os CIOs em 2009

Max Alberto Gonzales, da INFO

19 de março de 2009


SÃO PAULO – Um relatório da empresa de consultoria Gartner Inc. divulgado hoje destaca os sete pontos que atormentarão os presidentes de empresas nos próximos 18 meses. Na essência, a encrenca é equilibrar a queda de receitas e da lucratividade com a necessidade de investir na reestruturação dos negócios.

Para o CIO será mais um exercício de conseguir mais resultados com menos verbas, mas com grau mais acentuado de dificuldade. No levantamento da pesquisa INFO As 100 Empresas Mais Ligadas do Brasil, ainda em produção, foi detectada uma tendência de retração dos investimentos em tecnologia. Aproximadamente um terço das empresas que participaram da pesquisa pretendem cortar o orçamento de TI, outro terço manterá o mesmo patamar, e um terço aumentará o investimento na área, em vários graus, do tímido ao ousado.

Na pesquisa do Gartner, as considerações levam em conta o cenário global, que, de certa maneira, é diferente da realidade econômica brasileira. Por exemplo, na intervenção estatal com a compra compulsória de participação acionária em bancos e outras empresas, que no Brasil ocorreu em pequena escala por meio do Banco do Brasil.

Ou no grau que a instabilidade da globalização afeta as empresas do primeiro mundo, muito maior que na economia brasileira, com importações concentradas em commodities (minério de ferro, carne, soja etc.), que perderam volume mas sem as quedas acentuadas que sofreram manufaturados e serviços pelo globo.
|quebra|
Consultada pela reportagem da INFO, o Gartner não tinha uma análise disponível sobre as especificidades da pesquisa para o mercado brasileiro.

Leia a seguir quais são os sete pontos que atormentam a vida dos CEOs e afetarão os CIOs:

Reestruturação – Demissões em massa, fusões e aquisições, reorganização administrativa e consolidação de operações. Para tudo isso, o CIO deve estar pronto para agir, cortando custos da TI e cancelando projetos, mas priorizando o que ajudará a cortar custos da empresa. Será necessário correr mais riscos e ter planos de contingência.

Com calma, mas decisivamente – Manter a calma é fundamental, principalmente na situação que a empresa será pressionada pelo público e pela imprensa, e o CIO terá que agir para colocar planos dolorosos em prática. Quando o plano de reestruturação estiver pronto, a ação deve ser rápida e decisiva, como uma invasão da SWAT.

A perda da confiança – Quem deveria fiscalizar não cumpriu o seu papel, e os governos tiveram que agir botando oceanos de dinheiro público em empresas falidas. A lição e a missão para o CIO se resumem na busca de mais transparência. Os negócios precisam de informações confiáveis e que ajudem a tomar decisões. Será o fortalecimento da administração guiada pela informação.

|quebra|Instabilidade da globalização – O avanço da globalização era inquestionável até a crise agravar as tensões entre países desenvolvidos e emergentes. Temas como formação de preços, câmbio internacional e riscos tornaram-se cruciais. Para o CIO, a chave é a flexibilidade das operações de TI, que devem estar prontas para os desafios que surgem.

Mudanças nas regras – A confusão causada pelos bancos americanos deflagrou a crise, somada à mudança na presidência dos EUA, permite antever uma série de mudanças regulatórias sobre a forma de as empresas conduzirem seus negócios. O CIO deve estar atento e seguir a maré dos acontecimentos para não ser pego de calças curtas quando isso acontecer.

O governo como novo mercado emergente – O plano de recuperação de 787 bilhões de dólares das administrações Bush/Obama faz do governo americano o novo agente econômico a prestar atenção. Esse dinheiro vai afetar vários setores da economia, e terão impacto na forma que essas empresas conduzem sua TI. O CIO precisa preparar a empresa para negociar bem e com transparência para vencer licitações em que os governos têm papeis importantes.

A TI verde não vai murchar – A “TI verde” não será o principal assunto ou mote de investimentos em 2009, mas ainda haverá espaço para implementar tecnologias mais autosustentáveis. A razão é que essa ação as operações de TI podem trazer o maior impacto ambiental do que em outras áreas da empresa, por isso o CIO deve tomar a frente dessa iniciativa.

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