
Cooperativa catarinense de alimentos implanta business intelligence para melhorar o desempenho das vendas
SÃO PAULO – A interface de caracteres do mainframe era o ambiente em que a Aurora Alimentos baseava a análise de suas informações gerenciais até 2007. Hoje, a tônica dos negócios é dada pelo business intelligence.
Produtora de carne suína e avícola, de laticínios, pizzas, rações animais e outros produtos, a Cooperativa Central Oeste Catarinense Aurora é uma das maiores do setor alimentício em Santa Catarina. A abrangência de distribuição do negócio faz a Aurora Alimentos emitir oito mil notas fiscais por dia, uma fonte de dados inestimável para medir desempenho e detectar tendências de negócios.
“Antes havia um sistema de informações gerenciais baseado no mainframe. Então houve uma troca de diretoria e o novo diretor veio de um mundo de tecnologia mais aberta”, conta Claudio Figueira Cotini, gerente de TI da Aurora Alimentos. “No primeiro relatório que entregamos ele disse que não queria ver caractere, mas um ambiente gráfico. Aí surgiu a necessidade [do BI].”
A cooperativa decidiu selecionar um fornecedor de BI. “Prospectamos vários players, inclusive multinacionais. Havia uma diferença enorme de custo/benefício entre eles”, afirma Cotini. A escolhida foi a DSS, por dois bons motivos: a produtora de software de BI passou a ter seu centro de desenvolvimento de sistemas em Chapecó, depois que foi adquirida pela Benner, a mesma cidade onde a Aurora Alimentos tem sua sede corporativa.
|quebra|A outra razão foi econômica. Para a DSS/Benner, ter a Aurora como cliente era uma oportunidade de ter uma vitrine, uma tática vital em um nicho disputado do mercado de TI. Por isso, a negociação foi favorável para as duas partes. O investimento da Aurora não foi revelado, mas Cotini afirma que foi um valor de baixo custo, viabilizada pela negociação que interessava às duas partes.
“A Aurora topou a parada. Foi quase um projeto piloto. Decidimos optar [pela DSS/Benner] porque era uma solução mais atraente do ponto de vista econômico”, diz Cotini. “Atualmente, temos recebido vários clientes atuais e futuros da Benner.”
Previsto para durar um ano, a implementação do projeto de BI na Aurora Alimentos levou oito meses. “Foi algo que nos chamou atenção. Desenvolvemos todos os cubos [de informação comercial, de recursos humanos e de materiais] em seis meses”, diz Cotini. Segundo ele, esse tempo era o prazo padrão para montar um cubo que recebeu em outras propostas.
A transferência de informações foi facilitada pelo desenvolvimento de ferramentas de extração de dados. O sistema de ERP, desenvolvido em Cobol para mainframe, passou a rodar em servidores NovaScale Montecito, da ABC Bull, o banco de dados Oracle roda em Linux, o mesmo ambiente operacional do sistema de BI, que opera em uma servidor HP Xeon Quadcore 2,33 GHz. A aplicação de BI que o usuário acessa roda no Windows 2003 Server, em um servidor Intel Xeon Dualcore 2,33 GHz.
“A partir de 2005 trabalhamos na migração e desenvolvimento de todos os sistemas de ERP para o Oracle, que concluímos em 2007. Então usamos uma ferramenta ara o DSS extrair os dados”, diz Cotini. A partir das informações do mainframe foi gerado um arquivo de texto e os dados foram migrados de campo a campo. “Não atualizamos uma informação a mais.”
|quebra|Os benefícios da mudança apareceram rápido. A área comercial passou a ter informações mais precisas sobre o desempenho dos vendedores, identificando, por exemplo, quais clientes da Aurora reduziram suas compras. “Temos um sistema de cotas e exploração de clientes potenciais que é gerenciado pelo sistema de BI”, diz Cotini.
Os usuários dos departamentos de vendas, marketing, produção, logística, financeira, RH, suprimentos, controladoria e agropecuária, espalhados por várias cidades onde a Aurora tem unidades de produção e áreas corporativas, acessam os dados de forma mais prática.
O acompanhamento de faturamento e das metas antes era feito em planilhas, o que poderia gerar distorções. “Hoje a única ferramenta disponível é o BI. Ganhamos em rapidez e confiabilidade da informação”, diz Cotini.
A ferramenta de BI detecta, por exemplo, se um vendedor tem sucesso com um determinado cliente, ou não. Isso permite que a chefia tome ações para mudar a situação, como cobrar os vendedores, alocar mais profissionais ou mudar o time. Enfim, tomar decisões baseadas em informações mais precisas.