Dispositivo permite imprimir material armazenado em sites e smartphones.
A nova multifuncional HP Photosmart Premium, lançada recentemente, é bem interessante por dispensar o uso de PC. O recurso, que acessa a web diretamente de sua tela touchscreen de 4,3 polegadas, chama-se TouchSmart Web. Segundo a HP, se você tiver o aplicativo HP iPrint Photo instalado no iPhone, pode imprimir diretamente do aparelho.
Todos esses recursos são mantidos por um Linux embarcado. Segundo o site Linux Devices, o processador é um Freescale i.Mix.31, suficiente para rodar as aplicações. O browser é baseado no engine Webkit, o mesmo utilizado pelos browsers Safari e Chrome. Presente também em browsers de smartphones como o iPhone, Android e smartphones com o Symbian S60 (S60 browser). Infelizmente, não se tem notícia ainda de qual Linux foi utilizado como base e se está disponível para download.
Procurei no SourceForge, no espaço da HP e no site oficial, e não encontrei para download o Linux utilizado. Quem descobrir envie comentários.
Postado por
- Luiz Henrique dos Santos Cruz
- 03/07/2009 - 19:50
PyGoWave promete um Wave para sua empresa
Google Wave, ferramenta de comunicação lançada pelo Google com acesso fechado apenas para desenvolvedores, segue um protocolo chamado Google Wave Federation Protocol. Trata-se de um projeto open source, cuja especificação pode ser baixada.
Pois bem. Um grupo alemão intitulado PyGoWave Dev Team não conseguiu aguardar a liberação oficial. Eles pegaram o documento da especificação do protocolo e implementaram uma versão própria em Python. A solução utiliza o framework Django, SGBD MySQL, servidor web Apache, middleware Orbited e um sistema de mensagens RabbitMQ.
Para quem quiser testar, há uma versão online para teste. A interface é bem tosca, mas alguns gadgets funcionam (ou wavelets). Outra opção é seguir os passos de instalação. Testei em um servidor com Ubuntu Server e exigiu uma boa dose de paciência, já que o sistema de mensagem tem muitas dependências e é trabalhoso configurar.
Em tempo, uma curiosidade sobre o protocolo:
- Wave é uma rede aberta. Todos podem ter suas próprias ”waves” e podem conectá-las a redes públicas (reforçada pela API pública); - Wave segue o modelo de rede distribuída. Portanto, não tem processamento central. É tráfego ponto a ponto (peer-to-peer).
Postado por
- Luiz Henrique dos Santos Cruz
- 02/07/2009 - 12:22
Grupo alemão lança especificação de benchmark
O grupo alemão LiSoG (Linux Solutions Group e.V.) divulgou ontem, 25/6, na Linux Tag 2009, o documento Open Source based Desktop Benchmark. Trata-se de uma grande especificação para um software de benchmark para avaliar desktops. Participaram da especificação funcionários da IBM, AMD, RedHat, Novell e Sun, entre outros. A especificação utiliza casos de uso e diagramas de sequência UML para demonstrar os passos do benchmark e como deve ser feita a graduação do resultado. Com exceção do Phoronix Test Suite, que é bem completa, esta é a primeira especificação focada no cenário de escritório.
Se esse teste fosse utilizado na mesma máquina com diferentes distribuições, poderia avaliar diferenças de desempenho de uma distribuição para outra — isto é, como os ajustes finos do kernel e aplicações fazem diferença. Agora, se utilizado em diferentes máquinas com a mesma distribuição, poderia demonstrar o desempenho do hardware.
O documento pode ser baixado do site oficial, sob a licença Creative Commons. Ainda não há um protótipo do benchmark, mas a especificação contém rotinas de exemplo.
Postado por
- Luiz Henrique dos Santos Cruz
- 26/06/2009 - 18:59
Apt-Proxy alivia a conexão com a internet
Se a conexão de internet da sua empresa vive caindo com as atualizações constantes das distribuições Ubuntu, lançadas de 6 em 6 meses, o apt-proxy é a solução ideal para montar um servidor capaz de baixar os arquivos e disponibilizá-los via rede local para vários clientes. Se um arquivo não estiver nesse cache local, o aplicativo apt-proxy baixa-o automaticamente. Ele mantém os arquivos por um tempo definido e depois apaga-os para liberar espaço.
O primeiro passo da instalação é baixar o apt-proxy. Execute o comando como root:
# apt-get install apt-proxy
O próximo passo é especificar algumas informações no arquivo de configuração. Abra o arquivo de configuração /etc/apt-proxy/apt-proxy-v2.conf com seu editor preferido. Os parâmetros mais importantes são:
1) IP e porta que serão utilizados na rede local
;; IP da rede local do servidor address = 192.168.1.10 ;; Porta port = 9999
2) Diretório onde os arquivos serão armazenados
;; Diretório de cache cache_dir = /var/cache/apt-proxy
3) Por quanto tempo ele manterá os arquivos baixados
;; Frequência de verificação cleanup_freq = 1d
;;Tempo máximo de permanência dos arquivos max_age = 120d
;; Número máximo de versões de um mesmo pacote armazenadas max_versions = 3
deb http://192.168.1.10:9999/ubuntu jaunty main restricted deb-src http://192.168.1.10:9999/ubuntu jaunty-security main
Agora é só fazer as atualizações normalmente, em todas as máquinas. Para acompanhar os arquivos do servidor, veja o diretório /var/cache/apt-proxy/ubuntu/pool/.
Postado por
- Luiz Henrique dos Santos Cruz
- 24/06/2009 - 19:05
O Palm Pre e o mundo open source
A Palm se enrola com licença GPL, mas promete maior compatibilidade para desenvolvedores.
Harald Welte,fundador do site GPL Violations, critica a Palm por lançar no mercado o Palm Pre e não seguir os requisitos da licença GPL. Segundo Welte, o smartphone utiliza o Linux como base e foi lançado sem a liberação do código-fonte. A GPL é clara, você pode fazer o que quiser com o código-fonte, desde que torne disponíveis as suas modificações. É assim que o código evolui.
Este caso não foi exatamente um absurdo, já que a equipe open source da Palm liberou o código após duas semanas no site opensource.palm.com. Vale notar que, pelos arquivos disponíveis, é fácil identificar os recursos do Palm Pre. Veja alguns detalhes:
- Kernel do Linux versão 2.6; - Sistema upstart. Sistema de inicialização orientado a eventos do Ubuntu; - Tem um browser com o engine webkit (o mesmo usado no iPhone); - Tem o codec ffmpeg, biblioteca gstreamer e servidor de áudio pulseaudio. - Biblioteca libpurple, utilizado em mensageiros. É multiprotocolo; - Cliente cifs. Utilizado para acessar sistemas de arquivos Windows via rede; - Biblioteca mupdf. Um parser de PDF; - Cliente vpnc. Cliente VPN da Cisco; - Biblioteca 2D Cairo;
Infelizmente, o Mojo SDK — kit de desenvolvimento de aplicações — não está disponível para o público, por enquanto. Para ter acesso, é preciso cadastro no site e uma certa dose de paciência. Segundo o FAQ, o SDK rodará em Windows, Mac e, obviamente, em Linux. Um emulador também fará parte do pacote, e há no Youtube vários vídeos sobre ele. Para os mais afoitos, um capítulo sobre o SDK está disponível para download.
Postado por
- Luiz Henrique dos Santos Cruz
- 22/06/2009 - 14:11
Canonical aposta em ajustes finos no Ubuntu
Como a maioria das distribuições utiliza o ambiente gráfico Gnome, a equipe de experiência e design (User Experience and Design team) está apostando nos detalhes. Eles lançaram um projeto chamado “One Hundred paper-cuts” para correção de pequenos bugs, que são fáceis de corrigir e melhoram sensivelmente a experiência do usuário. São os famosos detalhes que fazem diferença.
Atualmente existem 734 bugs sugeridos e 390 bugs em aberto. Um exemplo de falha encontrada é o “abrir com” do nautilus, que não mostra os aplicativos de uma forma ordenada. Este problema já foi corrigido.
Os detalhes de algumas falhas encontradas estão no Wiki LittleDetails. Quem quiser participar pode se inscrever no Launchpad, lembrando que um novo recurso não é um caracterizado como falha. As correções terminam a tempo do lançamento do próximo Ubuntu, o 9.10 Karmic Koala. A promessa é que o próximo Ubuntu será o mais polido de sua história.
Postado por
- Luiz Henrique dos Santos Cruz
- 19/06/2009 - 10:29
Ubuntu Satanic Edition assusta até marmanjo
Distribuição altamente customizada para quem curte rock pesado.
Direto da tumba de desenvolvedores malucos surgiu esse Ubuntu customizado. A edição satânica vem recheada com muito metal pesadão. As músicas, em sua maioria, têm a licença Creative Commons e estão disponíveis no site Jamendo.
No pacote do Ubuntu Satanic estão bandas como StabWounD, Auvernia, Frontside, Skaut, Taste of Hell, Scape.Goat e Holy Pain.
A sátira é tão pesada que o codinome da última versão, a Ubuntu SE 666.4, é Jesus Jugular. A distribuição já foi banida de alguns sites. Segundo o endereço oficial, até o Distro Watch, o famoso catalogador de distribuições Linux, retirou de sua lista o sistema das trevas.
O Ubuntu Satanic Edition vem com poucas aplicações. Entre elas estão:
• Firefox 3 • Rhythmbox Music Player, com plugin para o site Jamendo • Pidgin IM • Transmission BitTorrent Client • Brasero Disc Burning • Movie Player
Postado por
- Luiz Henrique dos Santos Cruz
- 16/06/2009 - 16:37
Vendas de portáteis caem e Dell oferece notebook com Ubuntu
Para evitar a crise que afeta as vendas de computadores pessoais, a Dell começou a vender este mês nos EUA um notebook barato com Linux.
Por apenas 229 dólares é possível adquirir o notebook Dell Inspiron 15n com Ubuntu 8.10. A configuração iniciail do modelo é bem modesta. Processador Intel Celeron 585 de 2,16 GHz, 2 GB DDR2 800 MHz de memória, disco rígido de 160 GB, placa de vídeo onboard Intel X4500HD e Wi-Fi 802.11g. O modelo tem acabamento idêntico ao Inspiron 15 avaliado pelo INFOLAB. As semelhanças obviamente ficam só no visual.
De acordo com o IDC, as vendas de computadores pessoais cairam 6,8% no primeiro quartil de 2009. A queda também atingiu o lucro dos fabricantes, principalmente por causa dos preços mais camaradas dos netbooks. Vale lembrar que a aposta em sistemas operacionais livres em netbooks não deu certo. Isto é ruim porque os fabricantes seguem restrições de hardware impostas pela Microsoft, para baratear o custo da licença do Windows XP.
Postado por
- Luiz Henrique dos Santos Cruz
- 12/06/2009 - 12:44
Schwarzenegger quer livros open source na Califórnia
Estado mais rico dos EUA planeja substituir livros em papel por material didático livre.
O governador da Califórnia lançou uma iniciativa para agrupar e revisar livros open source digitais para substituir os tradicionais livros escolares nas instituições de ensino. A notícia obviamente é reflexo da crise.
As despesas do estado com livros estão em torno de 350 milhões de dólares por ano. Com essa iniciativa, prevê-se uma economia de 2 milhões de dólares. Segundo o site Ars Technica, o gasto com educação pública representa 40% do gasto total do estado.
Aparentemente, essa iniciativa não se resume apenas a um corte de custo. A mudança será supervisionada pelo CLRN (California Learning Resource Network) e nem todo material produzido vai ser adotado.
Uma das vantagens do projeto é a possibilidade de atualizar o conteúdo de forma mais rápida que os livros publicados em papel. Segundo o Ars Technica, hoje o tempo médio de atualização do material didático fornecido pelo estado é de seis anos. Com o material digital, esse intervalo poderá ser bem menor.
Ainda não foi definida a plataforma de hardware a ser utilizada nas escolas. Pode ser, por exemplo, um e-reader, um netbook, um notebook ou qualquer outro dispositivo adequado.
Postado por
- Luiz Henrique dos Santos Cruz
- 10/06/2009 - 15:53
Lançado hoje o Fedora 11
Gerenciamento de armazenamento via Palimpsest Disk Utility
Nova versão da distribuição Linux, baseada em Red Hat, dá partida em até 20 segundos.
Se depender do significado do codinome, a nova distribuição está fadada ao fracasso. USS Leonidas foi um navio comprado para ser afundado. Se, alternativamente, a referência é o rei espartano, esse pelo menos lutou, embora tenha morrido em batalha. É claro que estamos falando de uma das distribuições Linux mais populares e, pela lista de novos recursos, eu diria que está caminhando a passos mais largos que seu concorrente mais popular, o Ubuntu.
Segundo as estatísticas oficiais do projeto Fedora, são quase 2 milhões e meio de usuários do Fedora 10, codinome Sulphur. Essas estatísticas referem-se à quantidade de IPs únicos de usuários que se conectam ao Yum, o repositório oficial de pacotes. Pelo que me recordo, nenhum outro projeto open source de distribuição Linux divulga todas as estatísticas e seus métodos de aferição. Há até um projeto chamado Smolt, que faz a contagem de instalações únicas do Fedora.
Conheça algumas novidades do Fedora 11:
• Boot mais rápido, em torno de 20 segundos. Basicamente graças ao uso de kernel mode setting(KMS) e ajuste em drivers de vídeo. Num desktop com Athlon XP 64 de 3 GHz, com 1 GB de RAM e disco de 120 GB com 5400 rpm, a inicialização consumiu 24 segundos. • Uso do sistema de arquivos ext4 como padrão; • Substituição parcial ao HAL (Hardware Abstraction Layer), um enumerador de hardware, pelo DeviceKit. Isso permitiu a adição de recursos para gerenciar os discos graficamente; • Presto integrado ao Yum. Com isto é possível baixar apenas o trecho atualizado de pacotes novos, os chamados “deltarpms”, economizando tempo na atualização; • Console de virtualização agora lida melhor com resolução da tela; • Versões novas de aplicações, como: KDE 4.2, Gnome 2.26, Firefox 3.1, gcc 4.4, NetBeans 6.5 e Python 2.6.