O velho C vai para a web
Essa é uma notícia que pode animar até os programadores mais veteranos. Até quem é das antigas e vira a cara para as linguagens de script poderá entrar na onda das aplicações web programando com o bom e velho C (e também com Python). A idéia veio de um engenheiro da Adobe chamado Scott Petersen, que criou ferramentas que permitem importar bibliotecas escritas em C para o Flash. Numa demonstração, Petersen rodou uma aplicação em Flash com os jogos Quake e Zelda, ambos com som e uma velocidade relatada como aceitável. Para tornar isso possível foi usada uma máquina virtual de ActionScript chamada Tamarim. Ela é compatível com as especificações do Flash 10 (ECMAScript), tem código aberto e conta com o apoio da Fundação Mozilla. Se depender do pedigree dos envolvidos no projeto, tem tudo para dar certo. Se depender da tradução do nome do projeto, ele vai ser um mico.
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- Juliano Barreto
- 15/07/2008 - 17:45
Yahoo! liberou geral
Este blog já falou duas vezes sobre as iniciativas do Yahoo! Open Strategy e volta ao assunto porque desta vez o portal liberou geral com o projeto BOSS (Build your Own Search Service). A princípio pode parecer apenas mais um lançamento de API aberta (como o Google Custom Search Engine), mas o projeto é bem mais audacioso do que isso. Com o BOSS qualquer usuário e empresa (incluindo aí as rivais) pode usar a infra do buscador do Yahoo! para criar seu próprio buscador, sem pagar nada nem atender exigências, como dar créditos mostrando o nome do Yahoo!. O BOSS tem uma interface para a criação de mashups entre APIs abertas. Isso abre as portas do buscador para sistemas como o Digg e o próprio Google. A API já vem com função para correção ortográfica e filtros para barrar pornografia, especificar o tipo de imagens que serão mostradas e encontrar notícias de acordo com critérios de data. Nesses dois últimos casos, leia-se fazer pesquisas dentro do Flickr e do Yahoo! News. Em troca dessa ajuda, o Yahoo! pede para exibir seus anúncios nas buscas (exceção feita para instituições de ensino). Nos próximos meses, a empresa também planeja criar um plano para dividir lucros gerados pelos anúncios com quem usar o BOSS. O "buscador semântico" Hakia e o "buscador social" Me.dium são dois exemplos de mecanismos que já usam o Yahoo! como motor. O blog TechCrunch, que publicou essa história em primeira mão, também já começou a usar o motor do Yahoo! para melhorar seu sistema interno de buscas.
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- Juliano Barreto
- 10/07/2008 - 12:40
Blogger em reformas
Depois de ser ultrapassado (nos quesitos qualidade e inovação) pelo WordPress e pelo TypePad, o serviço do Google mostrou sinal de vida e exibindo uma série de novidades com o "Blogger in Draft".
A iniciativa não chega a ser uma reforma geral, daquelas que derrubam quartos e constroem novos andares, mas é um tapinha mais do que necessário para quem tem seu pedacinho do blogspot.com. O novo "Dashboard" reorganiza as opções de postagem e mostra mais links para a documentação do Blogger, incluindo tutoriais em vídeo. No painel central de configurações, os principais destaques são a inclusão fácil de gadgets, a reformulação no editor de postagens, a adição de rating para os posts (as famosas estrelinhas) e um realce na compatibilidade com o OpenID (antes meio escondidinha). Na edição de layout, a adição de gadgets muito foi simplificada. Nada de ficar recortando e colando código. Há um botão específico e uma galeria de gadgets prontos para usar. Com dois ou três cliques, tudo funciona. Entre as ferramentas prontas, itens interessantes como acesso para RSS, busca, e o "Reportagem", que adicione automaticamente manchetes de sites a partir de assuntos pré-definidos. Outro item que ganhou destaque foi a configuração do OpenID, que permite que usuários cadastrados no padrão façam a postagem de comentários, sem precisar se cadastrar novamente. Na "cozinha" uma das novidades é a maior integração com o Google Webmaster Tools, que traz ferramentas como diagnósticos, estatísticas e detalhes sobre a ação do Googlebot e de erros de rastreamento. Para acessar as novidades, acesse draft.blogger.com. Depois volte aqui e comente o que achou.
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- Juliano Barreto
- 02/07/2008 - 16:07
O Ajax da Microsoft
Seria bastante bacana imaginar como uma plataforma como o Silverlight pode ajudar uma liguagem prática como o Ruby a funcionar de uma forma mais simples, diretamente no browser. E essa é a proposta do casamento entro o IronRuby e a técnica batizada de Arax (Asynchronous Ruby and XML). Mas não é isso que mais chama atenção. O Silverlight, o IronRuby e o Arax são idéias da Microsoft. Por isso, fica difícil pensar na parte técnica e fica fácil pensar nas implicações políticas da novidade. O Arax não se trata de uma framework para o Ruby. O projeto usará os padrões universais HTML e CSS e, no lugar de gambiarras do tipo RJS (Ruby JavaScript), que adapta os códigos para JavaScript, permitirá a criação de as aplicações Ruby que funcionariam diretamente no browser, como atualmente já acontece com o JavaScript. No fundo, parece mesmo que a idéia empurrar mais Silverlight nos códigos da web e ajudar a plataforma a ganhar espaço no terreiro da Adobe (Flash e Flex) e do JavaScript. Será que esse troço vai pegar? Ou ele vai ser apenas mais uma sigla que tentou pegar carona no sucesso do Ajax, como o FJAX, AHAX, SAJAX e outros? Créditos da foto para Matt Gilluley
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- Juliano Barreto
- 26/06/2008 - 11:44
Google ressuscita o estilo Geocities
Esta notícia não é lá muito nova, mas vale o post mesmo assim. No final de maio, sem muito estardalhaço o Google abriu as portas do seu serviço de criação e hospedagem de sites para qualquer usuários. Até então, apenas os assinantes do Google Apps podiam criar páginas com o Google Sites. Parece pouca coisa, mas não é.
O Google Sites traz uma interface espetacular. Com meia dúzia de cliques qualquer usuário consegue criar uma página pessoal razoavelmente sofisticada, com documentos embutidos, tabelas, imagens, links e tudo o mais. Calendários e vídeos também podem ser publicados facilmente por meio de menus rápidos.
Quem acessa a internet há algum tempo com certeza se lembra do Geocities, do Yahoo!. O serviço era sinônimo de criação de sites pessoais. No Brasil, ele inspirou os HPG, o KitNet e sabe mais quantos criadores de páginas. Todo mundo gostava da idéia, de ganhar de graça o pacote hospedagem, endereço, templates... Mas a internet estava na era pré-blog.
O Blogger e seus pares acabaram com a raça do Geocities. E as redes sociais terminaram o trabalho, arrebatando . Só que o Google Sites não é apenas um Geocities arrumadinho.
O serviço é baseado no JotSpot, empresa comprado pelo Google em 2006, e permite diferentes níveis de edição para vários usuários. O lance é parecido com a Wikipédia, mas tem uma interface tão simples e ágil que pode ressuscitar o estilo Geocities de criar páginas pessoais. Perca 3 minutos para dar uma olhada no Google Sites e criar seu sites.google.com/nome, e comente aqui o que você achou.
Em tempo, o Geocities não morreu. Cadastrados no Yahoo! Podem ter seu site com endereço geocities.yahoo.com.br/nome
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- Juliano Barreto
- 12/06/2008 - 18:22
O Yahoo! quer você (parte II)
Apesar de toda a bagunça causada pela oferta de compra pela Microsoft, o Yahoo! continua sua vida. Mês passado, a empresa estreou a plataforma SearchMonkey e embarcou de corpo e alma no caminho rumo a colaboração externa, com sua Yahoo! Open Strategy (Y!OS). Os lançamentos confirmam que o chefão do Yahoo!, Jerry Yang, não estava brincando quando fez seu keynote na CES, em janeiro, e disse que o portal quer e precisa se abrir para a comunidade de desenvolvedores. O SearchMonkey é uma ferramenta para fazer mashups no sistema de buscas do Yahoo!. As empresas interessadas, podem usar o buscador para turbinar os resultados com informações adicionais, como fotos, avaliações de usuários, mapas e deeplinks relacionados com o conteúdo pesquisado. É mais ou menos a mesma coisa que promete a busca universal do Google, só que com o SearchMonkey as empresas e programadores é quem dão esse upgrade nas buscas. Outra diferença é que o usuário pode ligar, desligar e combinar os mashups como e quando quiser. "O SearchMonkey é o primeiro passo da Yahoo! Open Strategy (Y!OS). O aspecto chave dessa ferramenta é criar um ecossistema para os publicadores de conteúdo, que poderão aproveitar melhor o buscador e todas as ferramentas do Yahoo!", explicou o geral manager do departamento de buscas Cris Pierry. Apesar de ter um uso mais interessante para empresas grandes, o SearchMonkey pode ser usado por qualquer programador interessado. Com poucos passos, é possível construir um mashup rápido por meio de uma interface web. Vale a pena dar uma espiadinha.
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- 03/06/2008 - 12:08
O orkut vai dar grana, aleluia!
Em turnê na América Latina para divulgar o OpenSocial, o evangelista de API do Google, Patrick Chanezon trouxe boas notícias sobre a plataforma para criação de aplicativos compatíveis com múltiplas redes sociais: o sistema está pronto para estrear, e será possível ganhar uns trocados com ele. Segundo Chanezon, o lançamento no Brasil deverá acontecer a qualquer momento. No começo do ano as aplicações compatíveis com a plataforma OpenSocial já estrearam nas redes do Hi5 e MySpace. Há um certo tempo, os programinhas sociais também já podem ser usados no orkut... mas só por usuários cadastrados como moradores da Estônia! "A idéia era experimentar quanto tráfego essa novidade iria gerar. Fizemos um lançamento lento, para, quando as aplicações chegasse ao Brasil, tudo fosse perfeito. Escolhemos a Estônia, por que lá foi um dos primeiros países em que o orkut foi adotado" , explicou Chanezon. No começo deste mês as apps do OpenSocial começaram a ser oferecidas aos indianos (onde o orkut, dizem, é tão forte quanto no Brasil). As alternativas para a "monetização" dos serviços da OpenSocial estão maduras. Os programinhas serão compatíveis com o AdSense, ou seja, uma app popular pode render uma boa grana usando o tradicional e eficiente esquema de publicidade do Google. O OpenSocial vai além. Quem já está acostumado com as apps do Facebook sabe bem. Esse tipo de aplicação vai mais fundo do que um widget comum (que geralmente recolhe e publica dados externos). As aplicações nascidas e criadas para redes sociais reúnem e comparam opiniões e gostos pessoais de pessoas relacionadas por uma série de critérios. Ou seja, esse tipo de programa pode ser uma ótima alternativa de brand advertising. "Nos EUA, uma empresa que vende ração para cães desenvolveu um aplicativo chamado Fluffy Friends, uma espécie de bichinho virtual", exemplifica Chanezon, dizendo que a ação de marketing teve uma resposta excelente pois facilitou a medição da eficiência da campanha. "Com aplicações como essa, é possível saber muito mais do que o custo por clique de uma campanha. É possível ver com detalhes o engajamento e a freqüência com que o cliente vê o anúncio", disse. Agora é só por a cabeça para funcionar, afiar o JavaScript e começar a pensar em um jeito de atrair os milhões de brasileiros que usam o orkut para uma app interessante. *A imagem que ilustra o post é do Flixter Movies, aplicativo da OpenSocial que compara o seu gosto e o seu conhecimento sobre filmes com os seus amigos.
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- Juliano Barreto
- 21/05/2008 - 12:29
Firefox quer virar o Ibope da internet
Recentemente o portal Alexa anunciou uma reforma que fará com que suas análises de audiência passem a considerar medições de outras fontes que não a sua barra para browsers. O movimento foi uma resposta à efervescência na área das ferramentas de monitoramento de tráfego. Além do já consolidado Google Analytics, a Microsoft está com a ferramenta de monitoramento do seu AdCenter em fase final de testes, e o Yahoo! acabou de comprar a empresa IndexTools para reforçar suas soluções para acompanhar a audiência dos sites. Mas outro gigante da web está prestes a entrar na brincadeira. É a Mozilla Foundation. De acordo com notícia ventilada do TechCrunch, a cúpula da fundação trabalha em um processo para transformar o Firefox em um verdadeiro Ibope da internet. A idéia seria adicionar uma opção na instalação do navegador, em que o usuário autorizaria ou não o monitoramento remoto e anônimo de suas URLs visitadas. A partir desse plugin, mesmo na pior das hipóteses, a Mozilla conseguiria uma massa de pesquisados maior que a de qualquer instituto de pesquisa. Basta fazer uma conta rápida, calculando qualquer ínfima porcentagem dos 170 milhões de usuários do Firefox espalhados pelo mundo todo. Uma baita sacada, né?
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- Juliano Barreto
- 13/05/2008 - 12:34
O JavaFX entra na briga
O criador do Java, James Gosling e o chefe da divisão de software da Sun, Rich Green, dividiram o palco da conferência JavaOne deste ano até com o lendário roqueiro Neil Young, mas todos as atenções ficaram em cima do JavaFX, a scripting language da Sun que tem as pretensões mais ousadas possíveis. A idéia da Sun é criar um rival poderoso para o Flash (entenda-se aí o Flex e o AIR) facilitando o reaproveitamento do código das aplicações Java e, de quebra, jogar o conteúdo dos serviços da web direto nos desktops e celulares do mundo. Tudo isso da maneira mais simples possível. Nas palavras da Sun a meta é fazer com que o Java não seja mais um domínio exclusivo de quem é expert em programação orientada a objetos. Logo no primeiro exemplo de uso, Rich Green mostrou que o JavaFX vai entrar de sola nos serviços da web 2.0. Ele mostrou feeds do Flickr e do Twitter rodando primeiro no Facebook, dentro de um browser, e depois, arrastou as fontes para o meio do desktop. E tudo funcionou direitinho. Se toda essa conversa pode se concretizar, é difícil prever. Em um primeiro momento, a Sun fez o discursso certo e mostrou armas poderosas. A sintaxe do JavaFX, não por acaso, lembra a do JavaScript e a linguagem pode ser portada para múltiplos tipos de dispositivos. E aí tem uma novidade pouco explorada quando essa frase batida é usada: o JavaFX diz ser capaz de rodar com competência em set-top boxes e em players de Blu-ray. E de saída, segundo a Sun, 2,2 bilhões de celulares e 90% dos desktops do mundo estão prontinhos para o JavaFX. Por outro lado, a competição é bastante dura. E será difícil convencer os programadores a migrar para o JavaFX, principalmente, porque existem milhões de programadores plenamento satisfeitos com tecnologias maduras como o AJAX, o CSS, o Ruby, Python, e companhia. Isso sem falar no rival peso-pesado que é a Adobe com o Flash e sua trupe (Flex e AIR), e sem citar o Silverlight, que pode dar certo com a ajuda das montanhas de dinheiro da Microsoft. Enfim, a luta para ver quem vai dominar as "Rich Internet Applications" será sangrenta. Não parece haver espaço para todo mundo. O próprio Rich Green fez uma boa leitura do cenário ao dizer: "Estamos vendo apenas as primeiras versões dos produtos. Isto é apenas o começo.."
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- Juliano Barreto
- 09/05/2008 - 16:06
Tom Cruise e o AdWords
O astro de "Top Gun", "Dias de Trovão" e "Cocktail" já não está no auge de sua popularidade. Após se converter à cientologia, um culto que mais se parece com um capenga roteiro de ficção-científica, Tom Cruise perdeu a fama de galã e bom-moço, para ser encarado como um fanático religioso maluco. Mas tudo isso é assunto para os sites e revistas de fofocas. Cruise virou assunto aqui no blog porque sua equipe de marketing mostrou que está por dentro do que anda acontecendo na internet e está tentando limpar a barra do ator por meio de muito SEM. A missão impossível da equipe de Tom começou no ano passado, quando o endereço tomcruise.com ainda estava sob o poder de Jeff Burgar, um famoso seqüestrador de domínios. Após uma batalha judicial nada glamourosa, a Justiça deu ganho de causa para Tom Cruise e Burgar perdeu o domínio sem ganhar nenhum tostão. Já na última sexta-feira, a equipe de marketing de Cruise mostrou o timing perfeito para comprar AdWords. O ator foi convidado do popular Oprah Winfrey Show e mencionou que lançaria seu site em breve. Momentos depois, já haviam links patrocinados fazendo propaganda do lançamento no Google. Certamente a equipe de marketing online de Cruise já tinha tudo planejado. E quase deu certo. Além de divulgar o site para um público potencialmente gigantesco, a equipe salvou Cruise de passar vergonha frente aos fãs que restam. Um dos primeiros resultados que o Google mostra quando o usuário consulta o termo "Tom Cruise" é o site Tomcruiseisnuts.com (Tom Cruise é maluco). E nos links patrocinados, o primeiro anúncio relacionado à essa busca é o "Gay Cowboy Cruise". Como se pode ver, investir um pouquinho em SEM pode fazer muita diferença.
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- 05/05/2008 - 14:34
Sites obesos
Às vezes algumas pesquisas mostram o que todo mundo já sabe, mas mesmo assim é bom confirmar o conhecimento popular com números. Talvez por isso a empresa americana Website Optimization, cujo nome já é auto-explicativo, reuniu estatísticas sobre o perfil dos sites nos últimos cinco anos.
A óbvia (mas porque não interessante) conclusão é que nos últimos cinco anos, o peso médio em kilobytes dos sites triplicou. De acordo com a medição, as páginas passaram de 93.7 KB para 312 KB de 2003 até 2007 --e a tendência é a obesidade online aumentar.
A principal explicação vem em outra medição que mostra o que todo mundo já sabe: , o aumento do uso de vídeos via streaming nos sites de 2000 a 2005 cresceu 600%. E de dois anos para cá, a coisa cresceu demais. Outra medição exibida pela Website Optimization compara a duração média dos vídeos online. Em 2005 os filmes duravam em média 120 segundos já no ano passado, a média subiu para 192 segundos.
Culpar só os vídeos pelo aumento no peso das páginas é contar só metade da história. O número de objetos externos por página também cresceu significativamente, com 25.7 (em 2003) contra 49.9 (em 2008). A pesquisa entende como "objetos externos" quaisquer imagens, arquivos de áudio e vídeo, modelos externos de CSS e arquivos JavaScript. E aí vem a parte não-óbvia da pesquisa: apesar da popularização do CSS, mais de 62% das páginas pesquisadas ainda usam as tradiconais tabelas como solução de layout. Pô pessoal, vamos usar CSS e enxugar as páginas! *Outro detalhezinho legal, Muito mais gente usa GIF (84.6%) do que JPEG (64.5%). Só que o formato PNG vem comendo pelas beiradas. Em 2006, seu uso abrangia 7.2% dos sites pesquisados. Anos passado, a marca chegou aos 32.2%.
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- Juliano Barreto
- 29/04/2008 - 20:31
Django nos 100 anos da imigração
O site www.100anosjapaobrasil.com.br, do projeto Abril no Centenário da Imigração Japonesa, é um bom exemplo do uso do Django para desenvolvimento de projetos complexos baseados em modelos prontos. Mesmo contando com uma estrutura de rede social e uma ferramenta para criação de diagramas de árvores genealógicas, o site foi criado à toque de caixa. A seguir confira o depoimento do Fábio Paiva, que é gerente de planejamento e projetos da agência Zero Um Digital e um dos responsáveis pelo site. Quanto tempo levou o desenvolvimento do site inteiro, do planejamento à execução? Fábio Paiva — Na verdade o site está em constante desenvolvimento. Sempre temos ferramentas novas entrando no ar, como a estréia da árvore genealógica. Mas o desenvolvimento do site todo foi muito rápido. Esse era um dos requisitos do projeto. Inicialmente, colocamos no ar uma versão do site feita em PHP, apenas com informações do projeto, notícias e cadastro de usuários. Essa versão, do planejamento à produção, foi feita em apenas 4 dias e ficou no ar por cerca de 30 dias, enquanto planejávamos e desenvolvíamos a nova versão. A nova versão do site, feita em Django, foi desenvolvida em apenas 20 dias. Porque vocês escolheram o Django? Quais foram as outras opções consideradas? Fábio Paiva — Escolhemos o Django pela rapidez que um framework de desenvolvimento nos proporcionaria na execução do projeto. Tínhamos um site muito complexo para ser feito, com várias ferramentas colaborativas, e que precisava ser desenvolvido em um prazo muito curto. Analisamos também a possibilidade de utilizar Java, PHP, Plone ou Ruby on Rails, mas o Django foi o que melhor atendeu nossas expectativas para o projeto. Além do Django, quais outras ferramentas foram usados no desenvolvimento? Fábio Paiva — Além do framework Django, utilizamos servidor Apache, recursos em Adobe Flash e o banco de dados PostgreSQL. Toda a interface e os campos para informar os dados da árvore genealógica são feitos em Flash? Qual banco de dados está armazenando essas informações? Fábio Paiva — Sim, todos os campos de cadastro da árvore genealógica são feitos em Flash. O banco de dados utilizado é o Postgresql. Como foi desenvolvida a parte multimídia, como incorporar vídeos do YouTube e copiar MP3? Fábio Paiva — A parte multimídia foi desenvolvida em parte utilizando os recursos do Django e em parte com desenvolvimentos da equipe da ZeroUm Digital. Para a inclusão de vídeos do YouTube optamos por desenvonvolver a ferramenta. Já para os áudio e imagens utilizamos as aplicações do Django como os componentes de upload e de redimensionamento de imagens. Vocês usaram modelos prontos para incluir recursos nos site como a busca de perfis, a nuvem de tags e o modelo dos perfis? Como foi o desenvolvimento desses detalhes? Fábio Paiva — A nuvem (e o controle) de tags e a aplicação para cadastro e login de usuários foram desenvolvidos a partir de modelos prontos, encontrados nas comunidades de Django. Procuramos as aplicações que mais atendiam às nossas necessidades, e depois fizemos adaptações para ajustar a aplicação às necessidades funcionais do site. Já o restante do site foi todo desenvolvido pela ZeroUm Digital, sempre utilizando as facilidades do Django como os compontes prontos.
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- Juliano Barreto
- 22/04/2008 - 16:16
Querido Google,
O especialista em internet marketing Jack Spirko publicou uma carta aberta ao Google, reclamando de declarações e políticas da empresa que, nas palavras dele, tratam o profissionais de SEO como inimigos. A seguir uma tradução editada da carta, que pode ser lida na versão original neste link. "Querido Google,
Como uma pessoa que otimiza conteúdo para sistemas de busca antes do Google ser um sistema de busca, deixe-me dizer que eu admiro o trabalho que vocês realizaram e os segmentos que vocês criaram, que beneficiam tantos de nós. Também queria dizer que eu e muitos outros SEOs* se resentem de que vocês trabalham pesado para fazer nossas vidas miseráveis, espalhando propaganda negativa sobre nós e geralmente nos culpando pelas limitações do seus serviços de busca. Para ser franco, quando uma pessoa faz uma pesquisa e não consegue encontrar aquilo que está procurando isso não acontece por causa de um malévolo SEO que otimizou páginas de spam. Muitas vezes isso ocorre porque o Google falha em encontrar resultados relevantes e às vezes o usuário não é capaz de buscar o termo adequado para a sua pesquisa. A lista a seguir mostra porque o Google não poderia existir sem os SEOs. - A Cauda Longa
Atualmente os internautas usam cada vez palavras com três ou com quatro letras para pesquisar sobre conteúdo específico. São os SEOs quem vão fundo no data mining para descobrir o que essas pessoas estão buscando e que criam conteúdo específico para essas necessidades. Sem nossa ajuda na construção e na otimização de conteúdo, os internautas veriam sempre os mesmas 30 ou 40 links que são mostrados para os termos genéricos, o tipo de resultado pobre que faz, no primeiro momento, o usuário fazer consultas mais longas.
- Links
Honestamente vocês não estão aptos a encontrar o conteúdo de qualidade que lhes permite vender seus maravilhosos anúncios que redem bilhões de dólares a vocês. A maioria dos donos de sites simplesmente não entende o que é necessário para indexar e deixar seu conteúdo fácil de encontrar para os seus bots.
- Até os spammers ajudam
Quando as primeiras versões do seu buscador foram lançadas, havia brechas de segurança pelas quais poderiam passar um caminhão, ou até um navio de cruzeiro, para ser mais preciso. Sem os spammers vocês jamais teriam melhorado seu produto e alcançado o nível atual.
- Precisamos lucrar
Como um SEO, ou eu torno meu conteúdo lucrativo ou eu torno o conteúdo dos meus clientes lucrativo. Para fazer isso preciso ter um conteúdo válido e útil e a otimização precisa se encaixar com os desejos dos usuários. Se eu simplesmente conseguir deixar uma página sobre ursos panda no topo de uma página com resultados para o termo "animais", isso não fará meu cliente ou minha empresa melhor. Os SEOs não tentam melhorar a posição de conteúdo irrelevante como algumas vezes vocês dizem. Nós fazemos o melhor conteúdo possível chegar até o usuário que está buscando sobre um assunto específico. Os profissionais de SEO são os responsáveis por criar o conteúdo com a forma mais curta e mais precisa de hoje.
Gostaria de propor uma trégua, entretanto sei que certamente isso não acontecerá, pois vocês precisam de alguém para culpar. Nós dois sabemos que o que vocês devem fazer é melhorar seu sistema de busca, então porque vocês tentam nos atropelar com seu ônibus multicolorido? Concluindo, vocês construíram um sistema que valoriza links sobre conteúdo então não nos culpem por usar isso dessa forma. Estamos apenas fazendo necessário para ajudar vocês a oferecer resultados relevantes para os seus usuários. Certamente nós lucramos por fazer isso, mas basendo-se pelos números dos últimos relatórios financeiros, vemos que vocês estão lucrando muito mais que nós. Jack Spirko"
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- Juliano Barreto
- 14/04/2008 - 11:14
A web 2.0 na Europa
Na semana passada, a mítica cidade holandesa recebeu uma trupe de peso que desembarcou na terra dos coffe shops para falar das tendências da internet no evento The Next Web. A versão européia do encontro contou com gravação in loco do Diggnation, uma penca de apresentações de startups (24 no total) e palestras com gente de peso como o Werner Vogels (CTO da Amazon), Garrett Camp (criador do StumbleUpon) e Kevin Rose (do Digg). Mas, mais do que isso, serviu para mostrar que as idéias boas não vem apenas dos EUA. É claro que entre as palestras foram discutidos temas conceituais, como “Web 3.0" e "Web 3D", mas no geral o tom das apresentações foi bem mais "pé no chão". Lá, como cá, a prioridade dos mais de 700 desenvolvedores presentes é conseguir financiar suas idéias e lucrar com elas. A seguir, alguns dos "melhores momentos" da The Next Web; Abismo social (online) O blogueiro Robert Scoble (ex-evangelista da Microsoft) defendeu que para fazer sucesso os serviços da web dependem muito das relações interpessoais de seus usuários. Simplificando: só quem tem muitos amigos online pode aproveitar plenamente as vantagens de serviços como Facebook, Twitter e Google Reader. Para quem não tem muitos amigos, muita coisa não faz nenhum sentido. Logo, os desenvolvedores precisam ficar atentos. Nem sempre as funções sociais da web são uma solução perfeita. Wikipedia, o filme O evento foi o palco de pré-estréia do filme "Truth in Numbers? The World According to Wikipedia". No longa, previsto para estrear oficialmente em 2009, aparecem figuraças como fanfarrão dono da Virgin, Richard Branson, e o lendário autor Noam Chomsky. A obra tenta responder a pergunta: "o que aconteceria se todos no mundo tivessem acesso a toda informação?" A festa das Startups Como diria o Avalone, rapidinho e no pique, algumas das startups que se destacaram no evento, e as suas respectivas idéias brilhantes; - Fav.or.it: um leitor de RSS incrementado com comentários e outros truques
- Twingly: busca de blogs livre de spam nos resultados
- Radionomy: rede social que cria estações de rádio online personalizadas
- Wakoopa: funciona como um Last.fm de softwares, mostrando que programas você mais usa e procurando amigos a partir desses dados
- Zilok: uma espécie de eBay para empréstimo de equipamentos de escritório
- Aqui, uma lista com outras empresas que venderam suas idéias na Next Web 2008
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- Juliano Barreto
- 08/04/2008 - 12:50
Um papo sobre o AIR
O inglês Ben Forta, evangelizador da Adobe e ex-funcionário da Macromedia, fez uma rápida turnê no Brasil para falar sobre o AIR e o Flex, duas importantes apostas da empresa para conquistar os corações e as mentes dos desenvolvedores web. "Minha missão é mostrar o AIR e o Flex para os desenvolvedores e usuários. São produtos que necessitam de uma base de desenvolvedores e não há forma melhor de conseguir isso do que ensinando e interagindo com os programadores", disse Forta em conversa com o blog. A seguir, confira um bate-papo com cinco perguntas sobre o AIR. 1)Qual o estágio atual do AIR, que projetos já podem ser considerados como exemplos de bom uso da plataforma? Ben Forta - O que estamos vendo agora são as empresas começando a desenvolver em AIR, cito como exemplos o eBay, AOL, New York Times, Disney e Nickelodeon. Atualmente é menos sobre qual será a "killer-app" e mais sobre a adoção da tecnologia em sites importantes. Até o site da Nasdaq está usado AIR, o que contribui para o crescimento da plataforma. 2) Eles estão criando aplicações no estilo dos widgets. Mas o AIR pode fazer mais do que isso, certo? Forta - Acredito que as aplicações web terão funcionarão de uma forma mais parecida com os programas tradicionais, no sentido de o usuário depender cada vez menos das URLs e dos navegadores para acessar seus serviços on-line favoritos. Atualmente as aplicações online já usam menus e botões tradicionais, mas queremos que elas façam coisas que nunca fizeram antes, como interagir com arquivos do sistema, usar a função drag and drop, mostrar em tempo real as alterações nos documentos e assim por diante. O Desktop será um "dashboard" para os serviços web. 3) Com ajuda do AIR, o Photoshop Express poderia funcionar dessa forma que você descreveu? Forta - Por enquanto ele é uma aplicação web. Ele foi pensado assim inicialmente, mas definitivamente poderia ser usado no mesmo estilo do Adobe Media Player. 4) Na parte prática, o programador encontrar muitas dificuldades na programação do AIR? Forta - Você pode criar aplicações em AIR usando o Flex, que basicamente é o ActionScript 3, e requer o mesmo conhecimento de programação de tags que é necessário para programar em JavaScript, ColdFusion, PHP, JSP ou qualquer linguagem do tipo. O que existe são algumas diferenças de conceito, mas mesmo quem programa aplicações para desktop ou client-side, entenderá rapidamente o fluxo e o conceito da linguagem. 5)É possível usar o AIR para reaproveitar aplicações online programadas em outras linguagens? Forta - Dependendo do caso, sim. Se você tentar reaproveitar aplicações criadas completamente em Java, provavelmente não funcionará. Mas, com o conteúdo gerado pelo ColdFusion 8, por exemplo, é possível aproveitar código Ajax e fazê-lo se comportar em uma aplicação AIR.
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- Juliano Barreto
- 01/04/2008 - 16:09
50 perguntas para o webmaster
Criar um site do zero não é fácil. Só que corrigir defeitos de um site já publicado pode ser ainda mais difícil. Por isso o especialista em marketing online Carsten Cumbrowski compilou essa lista para o blog Search Engine Journal .Se você está prestes a publicar seu primeiro site ou se já é macaco velho na arte de subir páginas dê uma boa olhada nesse questionário. Aposto que pelo menos uma perguntinha vai te surpreender e fazer você correr para o Dreamweaver. Acessabilidade 1. O conteúdo está separado por elementos de navegação? 2. O site é compatível com vários browsers diferentes? 3. Os códigos HTML e CSS estão de acordo com os padrões do W3C? 4. As descrições das fotos (do alt) estão em todas as imagens relevantes? 5. A informação essencial do site pode ser lida em modo texto ou apenas em flash e imagens? Navegação 1. Os links têm textos que indicam claramente para onde eles levam? 2. Qual é o número de cliques que leva o visitante para a parte mais remota do site? 3. Se há uma tela de apresentação em Java/JavaScript/Flash, há uma alternativa em HTML simples? 4. Quando um item ou um link é clicado, ele responde imediatamente? 5. Os itens clicáveis da interface mostram visualmente que foram acionados? 6. A navegação é intuitiva? Os ícones são óbvios ou obscuros? Itens clicáveis e não-clicáveis podem ser diferenciados sem dificuldade? 7. Como é a legibilidade (tipo da fonte, tamanho, estilo) do site? 8. Há uma declaração clara e curta dos objetivos do site? 9. Indique caminhos em todas as páginas, não crie ruas sem-saída. 10. Há uma mapa do site? Se não, existe uma busca por palavra-chave? Design 1. O design do site é estéticamente atraente? 2. As cores usadas são harmoniosas e logicamente relacionadas? 3. As cores e o contraste podem atender quem tem deficiências visuais? 4. O design é apropriado para a audiência do site? Levando em conta que as pessoas devem ler o conteúdo do site sem fazer nenhum ajuste no seu navegador. 5. As fontes são legíveis em várias resoluções de tela? Conteúdo 1. O site tem pouco texto mas não é informativo? 2. As regras de copywriting e regras de uso estão claras para a sua audiência? 3. Os blocos de texto estão separados em linhas com menos de 80 caracteres? 4. O texto pode ser redimensionado via browser ou o CSS restringe alterações? 5. O contraste entre a cor do texto e o background facilita a leitura? 6. O texto está separado em pequenos blocos, com trechos destacados, parágrafos e sub-parágrafos e facilidade para cópia, quando necessário? 7. Existem links para explicar jargões técnicos e indicar mais detalhes sobre os artigos? 8. Você já criou a página "Sobre esse site" que identifica o autor do conteúdo e dá crédito para outras pessoas que contribuem para a página? 9. Há testemunhos de usuários do site? Você os publica? 10. Você atualiza regurlamente o site ou é motivado pela frase: 'coloque no ar e esqueça'? Segurança 1. Há algum falha de segurança óbvia? 2. Como os formulários reagem ao uso de caracteres especiais? 3. Os diretórios pessoais estão protegidos com senha .htaccess? 4. Diretórios como cgi-bin e images estão bloqueados ou protegidos com configurações que limitam as permissões de acesso a eles? 5. As informações dos clientes estão guardadas online? Se estão, elas estão protegidas contra acessos externos? Outras considerações técnicas 1. O site carrega rápido --mesmo para quem tem conexão discada? 2. Todos os links internos e externo estão funcionando? 3. Os scripts estão funcionando sem exibir erros? 4. O site está livre de problemas causados pelo servidor? Outra considerações sobre marketing 1. O site está otimizado para os mecanismos de busca (ênfase no texto essencial, tags, etc.)? 2. A página inicial convida o usuário a ir mais fundo no site? 3. O site tem elementos que encorajam visitas futuras ou a indicação para outros visitantes? 4. O Robots.txt está configurado? 5. Há um mapa do site? 6. Todas as páginas podem ser acessadas por meio de um link simples de HTML? 7. Quanto texto sobra na página depois de remover todas as imagens, applets e Flash? 8. As páginas podem ser acessadas apenas por uma URL ou tem vários links disponíveis, com conteúdo duplicado? Coisas legais e legitimação 1. Você oferece informações como um número de telefone e um endereço real? Ou pelo menos um e-mail que não seja webmaster@algumacoisa.com ? 2. A página tem uma declaração de Termos de Uso para evitar que possíveis reclamações sobre o controle de material com direitos autorais protegidos recaiam sobre o site? 3. Há uma definição sobre a privacidade dos usuários que informam seus e-mails e outras informações pessoais?
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- Juliano Barreto
- 13/03/2008 - 18:11
O carrasco dos browsers
Depois de gastar meses desenvolvendo um software, o dia de lançar a versão final do produto deve ser a hora de maior alegria para um programador, certo? Se o programador em questão estiver na equipe que produz um browser, a coisa não vai ser tão fácil assim --e a culpa é de Ian Hickson,28. O programador que atualmente trabalha na criação dos fundamentos da linguagem HTML 5 é o pai do Acid Test, um site que avalia a eficiência de um navegador no trato com os padrões mais usados da internet. O Acid é cruel com os navegadores, mostrando abertamente suas falhas de compatibilidade e dando nota rigorosas. Em sua mais recente versão, lançada no começo desta semana, o teste vai fundo na avaliação da compatibilidade dos navegadores com o JavaScript, o coração das principais aplicações da web 2.0. A seguir, uma conversa rápida com Ian Hickson e as novidades do Acid3; INFO - Quais são as prioridades do novo Acid Test? Hickson - A missão primária do Acid3 é testar a execução dos scripts e de funções DOM. Com o Acid1 e o Acid2 o foco era na renderização de conteúdo e na compatibilidade com o CSS, mudamos isso porque achamos que o foco deve ser no teste dos recursos usados nas aplicações web. Você acha que os navegadores portáteis já funcionam de maneira satisfatória? Uso bastante o browser do meu iPod Touch, se isso quer dizer algo. É possível medir a velocidade de um navegador de forma segura, sem favorecer uma empresa ou outra? Primeiro é preciso definir exatamente o que será medido. Uma vez que isso for decidido, torna-se bem mais fácil obter bons resultados. Mas atualmente a dificuldade é grande para definir qual será a medida para comparação. Você está animado com as novidades do IE 8 e do Firefox 3? Sempre fico animado ao ver a competição entre os produtores de navegadores, e estou muito feliz de ver que todos concordam que seguir os padrões da web é algo muito importante. Mas gostaria de incentivar os produtores a implementar essas specs de maneira cuidadosa, e não adicionar features randômicamente. Inventar novas funcionalidades é bom, mas isso deve ser feito de um modo que não torne desrespeito os padrões estabelecidos. Ainda existem muitos sites incompatíveis com browsers alternativos, como o Opera, K-Meleon, Safari. Um dia isso vai acabar? Não há uma resposta simples para isso, infelizmente. Se os desenvolvedores desses softwares seguirem corretamente todos os padrões, entretando, com todas as representações do CSS e o código sendo compatível com o HTML 4, fará com que mais páginas se adaptem corretamente a esses navegadores. Você já começou a trabalhar na criação do Acid 4? Os navegadores atuais conseguiram uma nota muito baixa no Acid3. Quando eles começarem a melhorar, eu começarei a pensar sobre a criação do Acid 4! ps. Acima a nota do meu Firefox 3 beta 3 no teste do Acid3
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- Juliano Barreto
- 06/03/2008 - 18:10
O 'Google Analytics' da Microsoft
Em meados de 2006, a Microsoft comprou a empresa canadense DeepMetrix para reforçar sua solução de publicidade online, o AdCenter. Em conjunto com essa ferramenta vital para as pretensões da gigante de Redmond, vem sendo desenvolvido um poderoso serviço de análise de tráfego, que, por enquanto é chamado de Projeto Gatineau (uma homenagem à antiga cidade-sede da DeepMetrix). A promessa da ferramenta é entregar detalhes demográficos dos usuários que permitiriam aos anunciantes rastrear o caminho feito entre a pesquisa online e a compra final com uma quantidade impressionante de detalhes. Para obter os dados dos visitantes/consumidores, a Microsoft planeja usar informações dos Live IDs (cadastro que até outro dia chamavam-se MSN Passport) e assim informar dados como a idade, o gênero e o local de residência do internauta clicador de anúncios. A divisão de publicidade digital da empresa já se apressou em dizer que a operação tratará cada usuário de forma anônima, mas essa tática tem gigante potencial negativo para a privacidade dos usuários de serviços da Microsoft, como o popular Live Messenger. O serviço será gratuito, mas estará disponível apenas para quem tiver uma assinatura do AdCenter, a solução de publicidade pay-per-click do portal MSN, que cobra 5 dólares como taxa de admissão. Quem atender a esses requisitos, já pode se cadastrar para a versão beta. Parece ser motivo o suficiente para o ótimo Google Analytics se preocupar. - ps; A foto que ilustra este post mostra o festival de balonismo da cidade de Gatineau.
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- Juliano Barreto
- 03/03/2008 - 18:21
Desenvolvendo para o orkut
Nos EUA parece uma questão de tempo: o Facebook mais cedo ou mais tarde vai desbancar o MySpace. E Isso não é pouca coisa. O MySpace é, nos States, um fenômeno cultural com as mesmas porções que o orkut aqui no Brasil. O sucesso do Facebook é explicado pela grande quantidade e variedade de widgets, que dão mais gás à rede social adicionando notícias, games, mensageiros instantâneos, contatos e outros serviços. Como o Google não é bobo nem nada, percebeu isso e lançou a OpenSocial, uma plataforma para criação de widgets para vários sites, entre eles o 'nosso' orkut. Para os programadores brasileiros é uma oportunidade e tanto. Criar um widget popular no orkut pode ser um caminho rápido para o reconhecimento (e para alguns trocados). O desenvolvimento de widgets para o orkut, porém, não é calcado apenas no OpenSocial, é preciso mergulhar também na API de gadgets do iGoogle e requer conhecimento em JavaScript. A vantagem é que programando para o orkut, você pode reaproveitar tudo para outros sites compatíveis com o padrão Open Social. As mesmas linhas de código farão o widget funcionar no Friendster, no LinkedIn, no MySpace e no Plaxo (só para citar os exemplos mais famosos). Se interessou? Então comece visitando o guia para desenvolvedores da API do orkut neste e depois acompanhe as novidades no blog da plataforma para ficar por dentro das últimas correções e aperfeiçoamentos da API. Para colocar a mão na massa logo de cara, dê uma olhada no tradicional tutorial de "Hello World".
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- Juliano Barreto
- 26/02/2008 - 12:59
Uma senha para tudo?
A idéia de ter uma senha universal para ser usada em vários serviços diferentes parece ótima. Gente para apoiar não falta. E tecnicamente a coisa é viável. Mesmo assim dá para desconfiar do êxito do OpenID, pois todo mundo quer tirar uma casquinha do padrão aberto, mas nem todo mundo quer compartilhar seu público com os concorrentes. Isso sem falar nos possíveis problemas de segurança e privacidade. Google, Yahoo! e Microsoft, as empresas de internet mais influentes do mundo (nesta ordem) já são filiadas à OpenID Foundation, mas parece que esse verdadeiro "Bilhete Único" virtual ainda está mais para o campo das idéias do que para o uso cotidiano. Numa exploração dos serviços dos três portais, não encontrei nenhuma caixinha de login via OpenID. O mesmo acontece em outros sites populares que apóiam o padrão, como o Wordpress e o Technorati. É possível logar em um, usando o OpenID registrado no outro, mas só consegui fazer isso com a ajuda de um link publicado no The OpenID Directory, que traz uma lista com algumas centenas de sites que já suportam o padrão. A experiência é bem legal, mas dá um certo medo. Para entrar no Technorati com o usuário "http://exemplo.wordpress.com", só foi preciso confirmar meu e-mail e nome completo. Nada de senha, captcha ou outras chateações. Claro que facilita tudo, mas desse jeito fica fácil demais para algum usuário abelhudo adivinhar essas informações e acessar dados pessoais de terceiros. Daí começa a fazer sentido o cuidado com que o trio Google, Yahoo! e Microsoft está tratando o OpenID. Não é difícil imaginar o tamanho dos estragos causados por alguma brecha na autenticação das identidades virtuais --ainda mais com a integração de tantos serviços online importantes (hoje já usamos a mesma senha para acessar mapa, e-mail busca). Atualmente o registro do OpenID é protegido por um intrincado sistema de URIs, SSL e também confirma as informações da cadastro por e-mail. Mas isso ainda parece pouco. *Neste link, você encontra bibliotecas do OpenID para várias linguagens de programação.
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- Juliano Barreto
- 21/02/2008 - 11:58
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