Recursos de física estão no DNA do jogo Mirror’s Edge. Pelo menos bonitão ele é
Se você não entendeu nada sobre aquele papo de física das placas de vídeo, que foi assunto de um post aí embaixo (ou se você nunca percebeu muita diferença nos games com esse recurso ativado), se liga nesse vídeo no pé do texto.
Trata-se de um trechinho do Mirror’s Edge, um jogo de aventura em primeira pessoa que já existe para Playstation 3 e Xbox 360, mas será lançado em janeiro de 2009 numa versão para PC. O filme é da NVIDIA e mostra todo o poder da tecnologia PhysX. De um lado da tela, a função está ligada, mas do outro, não.
Nesse exemplo, o bacana é só o efeito visual, com estilhaços de vidro pra todo lado e pedaços de pano se movendo. Mas esse negócio é animador porque os programadores devem começar a fazer brincadeiras mais legais, juntando física e jogabilidade.
Num jogo de tiro, você poderia descarregar sua metranca numa barricada e, quando o obstáculo estivesse todo destruído, o inimigo é quem seria atingido. Se fosse corrida, uma porrada no muro poderia destruir o carro exatamente no lugar da batida – e, viajando um pouco, a roda que desprendesse do seu oponente poderia te quebrar inteiro também.
Não sei se vai ser o PhysX ou outra tecnologia, mas alguma parada assim tem tudo para virar essencial, como o DirectX. Para ver o Mirror’s Edge com mais detalhes, você pode dar uma olhada no trailler do jogo com qualidade decente.
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- Marco Aurélio Zanni
- 10/12/2008 - 19:42
MSI Wind + nitrogênio líquido = recorde "Atômico"
Atom chega a 2 315 MHz e -20ºC. Qual número é mais impressionante?
Morram de inveja, overclockers! Os caras do Team Australia estavam loucos para bater o recorde de maior freqüência alcançada por um processador Intel Atom N270, fabricado para trabalhar a 1,6 GHz. Aí resolveram usar nitrogênio líquido para deixar o chip bem geladinho e fazê-lo chegar aos 2 315 MHz sem travar antes.
Eles desmontaram um minilaptop MSI Wind, espetaram 2 GB de memória RAM e colocaram uma lata de nitrogênio sobre o chip gráfico e o chipset. O resfriamento foi pelo heatsink (ou termoduto, em português) até chegar à CPU, que bateu em -20º Celsius.
Como não sabemos qual era o recorde anterior, talvez porque ninguém mais tenha pensado numa coisa tão estúpida genial antes, os australianos podem ficar com esse troféu joinha. Os resultados da façanha estão na imagem abaixo, nessa telinha do software CPU-Z. Para ver a brincadeira em detalhes, entre aqui.
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- Marco Aurélio Zanni
- 25/11/2008 - 16:08
Por que não montar seu micro num aquário?
Uns malucos que curtem fazer casemod resolveram juntar todos os componentes de um PC, montá-los dentro de um aquário e mergulhar tudo em óleo mineral. Pra quê? Assim, não precisariam colocar nenhum cooler na máquina. Eles gravaram tudo e editaram esse vídeo aí de baixo.
Como o óleo não conduz eletricidade nem oferece o risco de enferrujar as peças, o micro continuou funcionando normalmente, com o próprio óleo refrigerando tudo. O duro é se alguém quiser tirar placa de vídeo ou HD, pois deve ser impossível remover o líquido das peças. Além disso, o contato com o ar, aí sim, oxidaria a parafernália.
Se você viu o filme no YouTube um ano atrás e ficou se perguntando se essa coisa ficaria muito tempo funcionando, saiba que o maquinão ainda está firme e forte. De tempos em tempos, os caras atualizam o site deles com um tipo de teste de quilometragem.
Incansáveis, eles foram ainda mais longe: montaram um tutorial do tipo “coisa que você não deve fazer em casa”, provaram ser os maiores especialistas em montar micros dentro de aquários e agora estão vendendo kits prontos para quem morre de medo de afundar alguns milhares de reais.
Por 250 dólares, você compra um incrível aquário com tudo no jeito para colocar sua placa-mãe e os outros componentes. O gabinete tem refrigeração suficiente para uma máquina simples, sem precisar colocar o óleo.
Se for hardware para games, ou você toma coragem e despeja seis galões do líquido, ou compra a versão do aquário com um radiador, por 565 dólares. Ah, é claro: a parte do óleo mineral é por sua conta e risco. Coloque e perca a garantia.
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- Marco Aurélio Zanni
- 22/11/2008 - 17:39
Yes, a GPU já é processador!
Froblins: uma sapaiada com a placa de vídeo no comando
Pra falar a verdade, ela sempre foi um processador. Mas só agora a GPU tem capacidade para renderizar gráficos e também realizar tarefas antes desenvolvidas só para o chip central. Um exemplo legal de como a coisa está acontecendo é o Froblins, o programa de demonstração que você vê na foto aí em cima e no vídeo lá embaixo.
Esse monte de sapinhos risonhos faz parte de uma equipe de mineração. O lance deles é pegar as pedras de ouro num canto e levar para outro. Só que eles são milhares e, mesmo num cenário gigante, os personagens acabam se topando. É aí que entra a nova geração de placas de vídeo, capaz de fazer os cálculos necessários para não deixar a sapaiada esbarrar em nada e chegar feliz e contente ao seu destino. Ou seja: quem manda na inteligência artificial é o processador gráfico.
Num determinado momento, você pode até criar um sapão-fantasma e botar toda essa galera pra correr. Cada um vai esbaforido para seu canto, mas ninguém se bate. Oras, por que isso é legal? Os jogos do futuro provavelmente virão com mais recursos desse tipo, só que ao contrário. O bacana será os objetos se chocarem mesmo. Aí daria para você atirar de bazuca numa parede e deslocar um tijolo que, se caísse na cabeça do inimigo, poderia matá-lo. Tudo controlado pela placa de vídeo.
Algumas coisas parecidas já existem hoje, mas são feitas num bate-bola entre GPU, CPU e memória RAM. Imagine a cena do tiro. A lógica pode ser processada pelo chip central, enquanto o gráfico faz os cálculos de física. É mais ou menos o que existe de tecnologia nos produtos da NVIDIA. Mas as constantes transferências entre uma peça e outra do micro acabam gerando um gargalo de velocidade em games ultra-complexos, aqueles que ainda estão para ser criados. Além disso, pode rolar degradação de performance gráfica, pois a placa estará empenhada num trabalho paralelo.
Outro jeito de fazer isso (o mais usado, aliás) é com um engine chamado Havok. Neste caso, é a CPU quem comanda tudo, mandando para a GPU só a posição na qual o objeto ficará. Aí ela faz sua tarefa habitual, a de renderizar. Ainda é a melhor forma de fazer efeitos bacanas que influenciam no jogo, e não apenas ciclopes devastando coisas e estilhaços de explosão no plano de fundo.
Froblins roda integralmente na placa de vídeo, o que ainda é impossível nos jogos mais pesados, infelizmente. Quem sabe a próxima geração de produtos não vem chutando tudo no quesito física? É a tendência, pelo menos para a ATI/AMD. A Intel segue o caminho oposto: pretende fazer um processador com GPU. Mas isso é história para outro post.
Se quiser, você pode baixar aqui o vídeo em AVI com qualidade decente para ver cada detalhe do gráfico. Quem fez o upload foi a galera do fórum Hardwareluxx.
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- Marco Aurélio Zanni
- 11/11/2008 - 18:33
Placa de vídeo ou arma de detonação em massa?
Supercomputador ASCI Red: pra mais de 1 teraflops, como a GPU do seu micro
Você quer rodar o Crysis com tudo no talo, as fabricantes de placa de vídeo ficam na corrida maluca para entregar mais desempenho e a gente vai perdendo a noção de como as unidades de processamento gráfico, essas verdadeiras máquinas de guerra, estão ficando poderosas. Exagero? Então saca só:
O primeiro micro do mundo que conseguiu fazer 1 teraflops (um trilhão de operações matemáticas por segundo) foi um tal de ASCI Red – um supercomputador feito em 1996 que usava 10 mil processadores Pentium Pro clocados a 200 MHz. Hoje, uma Radeon HD 4870, placa das mais rápidas que já passou pelo INFOLAB, atinge esse mesmo número de flops com apenas um chip.
Vamos aos pequenos detalhes. Esse maquinão ocupava um andar inteiro de um laboratório no Novo México. Ele consumia absurdos 500 kW e, pasme, mais 500 kW só de cooler, ar-condicionado e tudo o mais para manter a sala geladinha e não pifar a bagaça. A placa de vídeo da AMD, assim como as outras dessa categoria, cabe num slotzinho PCI Express e gasta 110 watts, o que já é uma cavalice.
O mais assustador vem no final. Sabe para que servia a ASCI Red? Ela ajudava nos estudos de cientistas que estavam tentando simular o efeito de armas de detonação nuclear. Com os devidos upgrades, a máquina ficou durante três anos na lista dos 500 computadores mais violentos do mundo, segundo o respeitado ranking da Universidade de Mannheim, na Alemanha.
Ah, a irmã maior da 4870 (o modelo X2, que saiu quase junto com a caçula) é capaz de processar até 2,4 teraflops com seus dois chips. Que medo!
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- Marco Aurélio Zanni
- 04/11/2008 - 11:31
PERFILMarco Aurélio Zanni é repórter da INFO e técnico em informática. Trabalhou na Agência AutoInforme, produzindo matérias para as rádios do Grupo Bandeirantes.