Quero ver o Street View no Morro do Juramento



O Google anunciou que o Street View vai fotografar São Paulo, Belo Horizonte e Rio. Mas os carros do serviço vão rodar por regiões violentas?

Será uma vergonha se nenhum dos 30 Fiat Stilo, com câmeras acopladas no teto, tiver coragem de circular por ruas com altos índices de criminalidade. Ninguém aqui está falando de vielas estreitas por onde dificilmente um automóvel consegue passar. As três cidades estão repletas de ruas largas encravadas em zonas perigosas. Nem poderia ser diferente: estamos em um dos países com pior distribuição de renda do mundo.

Mostrar as mazelas de cada uma das três metrópoles só vai contribuir para que o planeta tenha uma noção mais precisa desses problemas. Até agora, o Google Street View ficou conhecido por acusações de violação de privacidade ou pelo oba-oba de permitir ver belíssimas cidades turísticas, como Nova York, Paris, Tóquio...

Isso pode mudar radicalmente quando os carros mostrarem o Morro do Juramento (na foto acima), palco de um tiroteio entre traficantes nesta sexta-feira (3) que fechou uma das linhas de metrô do Rio. Ou o Capão Redondo, em São Paulo. Isso só para dar alguns exemplos.

Na entrevista coletiva em que o anúncio do serviço foi feito, na quinta-feira, o Google afirmou que o objetivo do projeto é fotografar tudo. Mas os executivos da empresa desconversaram quando questionados sobre se os carros vão circular também por áreas violentas. Disseram que imagens de zonas sensíveis a questões de segurança pública poderão ser removidas da base de dados, se as autoridades responsáveis pedirem. Isso não responde à pergunta.

Claro que os motoristas dos carros correm enorme perigo nesses casos. Traficantes, milicianos e policiais corruptos não querem que ninguém conheça com profundidade as regiões em que atuam. Pode haver tiroteio, danos ao equipamento, roubos ou até algo pior. Mas por isso mesmo é fundamental ter fotos desses lugares.

As imagens detalhadas do Street View podem auxiliar a ação de governantes, polícia e sociedade civil no combate à violência, mostrando onde estão e como são as zonas desprovidas de qualquer ação do poder público. Há o risco, no entanto, de os burocratas preferirem pedir para que a verdade seja deletada. E de o Google aceitar.

Postado por - Mauricio Moraes - 03/07/2009 - 19:56
 


Um primeiro mergulho no Google Wave



O Google Wave não é uma marolinha. O novo serviço do Google, que deve ser lançado ainda este ano, pode provocar um baita tsunami na web.

Não resta a menor dúvida de que o Wave tem potencial para desencadear uma revolução. A ferramenta mistura e-mail, mensageiro instantâneo e wiki, mas vai muito além disso. Extensões dos mais variados tipos podem adicionar funcionalidades ao serviço ou facilitar a execução de tarefas pela web. Entre os diferentes tipos de complementos, os que mais se destacam são os robôs. Isso mesmo. São pequenos programas que funcionam como assistentes: basta adicioná-los a uma conversa para que eles comecem a trabalhar.

Para quem não leu nada ainda sobre o serviço, vale explicar que cada “wave” começa como uma mensagem simples. Aí, basta adicionar mais participantes ou robôs. A conversa pode seguir do modo tradicional, com uma resposta seguida da outra, ou em tempo real, como em um bate-papo por MSN – à medida que os usuários escrevem, os caracteres já aparecem na tela. É possível acrescentar mapas, arrastar imagens direto de uma pasta para o navegador, anexar arquivos e pesquisar no Google e incluir alguns dos links encontrados na wave. As possibilidades são inúmeras.

Dá para conhecer algumas das extensões já disponíveis em dois sites: o Wavety.com e o Wave Samples Gallery, este último localizado dentro do Google Code. O Bloggy permite postar o conteúdo de uma wave direto em um blog. O Tweety deixa escrever e ler mensagens no Twitter. O Dr. Weather mostra a previsão do tempo de acordo com a cidade digitada, para hoje e para os próximos três dias. A Eliza bate um papo com o usuário. O Convertsy converte medidas. Já o Roshambo joga pedra, papel e tesoura com você.

É possível ainda adicionar gadgets a uma wave. Um jogo de Sudoku, por exemplo. Ou uma partida de xadrez. Ou fazer um desenho no estilo do Paintbrush. Ou criar um mapa, gerado a partir de um endereço digitado. Com tudo isso incluído em um mesmo produto, quem vai querer enviar e receber e-mails pelas ferramentas tradicionais, como Gmail, Windows Live, Yahoo!? Não vai fazer nenhum sentido.

A grande dúvida é se os desenvolvedores do Google vão conseguir deixar o Wave pronto ainda em 2009, como têm prometido. No primeiro contato que tive com o serviço, deu para perceber por que poucas pessoas têm acesso aos convites: a versão aberta para desenvolvedores tem muitos bugs e falta implementar uma série de funções. 

Conseguimos acessar o site por três navegadores: Chrome 3.0.190.4, Firefox 3.5 e Safari 4. O Internet Explorer 8 não é suportado. Algumas funcionalidades, como o corretor ortográfico Spelly, não estão funcionando muito bem ainda. Além disso, quando você cria um mapa em um wave, é muito difícil de deletá-lo. Também não é possível excluir contatos.

Vez ou outra, durante o uso do serviço, apareceu uma grande mensagem de erro que lembrou o “Bad, bad server, no donut for you” dos primórdios do orkut: “‘Everything's shiny, Cap'n. Not to fret!” Unfortunately, you'll need to refresh. Wanna tell Dr. Wave what happened?’”. Ou então: “This wave is experiencing some slight turbulence, and may explode. If you don't wanna explode, please re-open the wave. Some recent changes may not be saved.” Opa! Explosão? Deu medo. Há muitos bugs mesmo.

É fato que o Wave ainda está muito cru. O engraçado é que, apesar disso, dá vontade de usá-lo e descobrir tudo o que se pode fazer. Impressionante ver também como os desenvolvedores parecem engajados em criar extensões para o serviço, antes mesmo de ele ter estreado. Tudo isso mostra como ele tem futuro. A contagem regressiva começou. O maremoto está vindo.

Postado por - Mauricio Moraes - 01/07/2009 - 20:41
 


Google Wave? Sim, nós temos acesso!



Dê uma boa olhada na imagem. Percebeu? Sim, nós aqui da INFO conseguimos acesso ao Google Wave, graças a dois amigos desenvolvedores.

No Google Developer Day, que ocorreu em São Paulo na segunda-feira (29), o Google distribuiu algumas centenas de convites para os participantes do evento. Como o mundo não é tão grande, um programador muito gente boa emprestou a sua conta para que pudéssemos analisar o serviço. E outro se dispôs a trocar mensagens conosco, afinal, não dá para testar a ferramenta sem colaboração.

Como muita gente recebeu contas hoje, o acesso anda meio congestionado. Mas foi possível acessar o Wave no Firefox 3.5 (com algumas panes, é verdade) e na versão para desenvolvedores do Chrome (3.0.190.4).

Fique de olho no blog! Ainda hoje, publicaremos as impressões iniciais sobre o produto, que ainda está em fase pré-pré-alfa. Como é que era mesmo aquela tag que fez sucesso no Twitter depois do jogo do Brasil?

Postado por - Mauricio Moraes - 01/07/2009 - 12:48
 


Caiu o diploma? O YouTube ensina jornalismo



Estudantes comeram até jornal para protestar contra o fim da exigência do diploma de jornalista no Brasil. Calma, pessoal. Agora dá pra fazer faculdade no YouTube.

O canal YouTube Reporters’ Center, que acaba de estrear, traz mais de 30 vídeos com dicas de renomados jornalistas norte-americanos. Eles explicam como fazer uma entrevista, falam sobre ética, ensinam a checar informações, dão instruções para gravar vídeos e contam histórias de apuração de reportagens. Todo o conteúdo está em inglês e, por enquanto, não há legendas disponíveis.

Bob Woodward, um dos jornalistas do The Washington Post responsáveis pelas reportagens do caso Watergate – escândalo que resultou na renúncia do presidente Richard Nixon, em 1974 –, dá dicas para quem quer trabalhar com jornalismo investigativo. A âncora e editora do CBS Evening News, Katie Couric, ensina a conduzir uma entrevista. Arianna Huffington, cofundadora e editora-chefe do renomado blog Huffington Post, fala sobre jornalismo cidadão. E por aí vai.

De acordo com o post publicado no blog oficial do Google, o objetivo do YouTube Reporters’ Center é ajudar cidadãos comuns a produzir material de qualidade jornalística. O esforço é bem-vindo, uma vez que hoje milhões de pessoas podem tirar o celular do bolso e filmar um acontecimento de repercussão mundial. Se eles souberem fazer isso com qualidade, melhor para todo mundo.

Os recentes protestos contra o resultado das eleições no Irã resultaram em uma avalanche de vídeos sobre o desenrolar dos acontecimentos no país. São informações às quais dificilmente teríamos acesso tempos atrás. O maior problema do canal do YouTube está em não trazer legendas ou opções de áudio em outros idiomas – milhões de potenciais jornalistas não são fluentes em inglês.

Vale notar que em nenhum momento o pessoal do Google diz achar desnecessário fazer faculdade ou curso de especialização para ser jornalista. Mas será que, depois de assistir a todo o material disponível online, os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) não vão poder sair por aí, escrevendo/gravando reportagens?

Postado por - Mauricio Moraes - 29/06/2009 - 19:57
 


Google X Bing, a batalha por Michael Jackson



Na busca por resultados sobre Michael Jackson, quem leva a melhor? Google ou Bing? Para saber, fiz uma pesquisa simples e analisei dez itens.

Claro que esse tipo de avaliação é insuficiente para dizer qual dos dois serviços é o mais completo. Os algoritmos de ambos estão em constante evolução, com equipes atentas para o que pode ser melhorado. Em questão de algumas horas, uma correção aqui e um ajuste ali podem fazer toda a diferença e virar o jogo.

Por outro lado, esse tipo de busca funciona como uma fotografia, um registro de quem está mais preparado em um determinado momento. E os grandes acontecimentos do planeta são verdadeiros testes para qualquer ferramenta de pesquisa na web. Confira quem venceu cada categoria do tira-teima, feito nesta sexta-feira (26), às 10h30, com as versões em inglês dos dois serviços:

1) Notícias: Enquanto o Bing mostrou a comoção dos fãs em três reportagens e ainda mais quatro vídeos de emissoras de TV americanas, o Google trouxe três histórias: uma sobre o leilão de objetos do artista, outra sobre a reação de Madonna e outra sobre a reação de um profissional da indústria. Ponto para o Bing.

2) Vídeos do artista: O Google exibiu, bem no início da página dos resultados, os clipes de “Thriller” e “Beat It”. Já o Bing deixou os links para os vídeos no final dos resultados. Além disso, das quatro opções selecionadas pelo buscador, três eram de matérias de TV (de novo). Ponto para o Google.

3) Site oficial: O Google exibiu a URL da home page do cantor como segundo resultado, logo depois das notícias. O Bing deu o site oficial mais abaixo, com link para a loja virtual e não para a home page de entrada. Ponto do Google.

4) Biografia: O Bing trouxe seis páginas relevantes com informações sobre a vida do cantor. Já o Google mostrou apenas três. Ponto para o Bing.

5) Imagens: O Google exibiu uma seleção de quatro imagens do cantor no alto da página e o Bing, só no final dos resultados. Google marca ponto.

6) Letras das músicas: O Bing indicou dois sites para quem quer conhecer as letras do artista. O Google não indicou nenhum. Ponto do Bing.

7) Músicas para ouvir: O Google trouxe a página de Michael Jackson no MySpace, que permite escutar algumas das suas principais canções por streaming. Já o Bing indica três sites para baixar MP3 – dois fajutos, sem arquivos para download, e um muito pouco confiável, da Rússia. Ponto para o Google.

8) Termos relacionados: No pé da página, o Google indica oito pesquisas relacionadas que ajudam a encontrar informações mais aprofundadas. O Bing? Nada. Ponto do Google.

9) Textos de blogs: O Google apresenta três bons textos de blogs (Huffington Post, Michelle Malkin e Mashable!). Mais uma vez o Bing ficou devendo. Outro ponto do Google.

10) Compra de produtos: O Bing dá seis opções de lojas virtuais que vendem artigos relacionados a Michael Jackson. O Google não ajuda nisso. Ponto do Bing

Placar final: Google 6 X 4 Bing.

Foto: Malcolm Jackson/Flickr

Postado por - Mauricio Moraes - 26/06/2009 - 15:02
 


O super-herói que fará o Android voar



Com uma interface impressionante, o HTC Hero – terceiro modelo do mundo a rodar a plataforma Android – tem tudo para massacrar o iPhone.

Sugiro aos applemaníacos que leiam o texto todo antes de disparar a metralhadora giratória nos comentários – e já aviso que não, não sou fanboy do Google. O HTC Hero não é apenas mais um smartphone com Android. O aparelho marca a primeira grande evolução do sistema, que, apesar de fácil de usar, não tinha a mesma elegância do iPhone OS.

O mérito vai todo para o time da HTC, que criou a interface HTC Sense. Totalmente customizável, ela dá um salto de anos-luz à frente do que se via no G1 e no HTC Magic. Para ter uma boa ideia de como o modelo funciona, assista ao vídeo abaixo. O Hero conta com multitoque no navegador e traz ainda algo que o iPhone está longe de conseguir tão cedo: Flash. Além disso, possui câmera de 5 megapixels, Wi-Fi, GPS, tela de 3,2 polegadas e aceita cartões microSD.

Até aí, tudo bem. O HTC Hero, no entanto, pode causar um problemão para a Open Handset Alliance e para o próprio futuro do Android: a multiplicação de interfaces, uma bagunça semelhante à das múltiplas distribuições do Linux. O certo seria a HTC liberar o código para que qualquer fabricante possa adotar a nova interface.

Se isso não ocorrer (como o símbolo “TM” ao lado do nome Sense parece indicar), cada empresa fará as suas inovações e se recusará a compartilhá-las, criando uma imensa salada. As atualizações globais da plataforma vão ser dificultadas, bem como a evolução geral do sistema.

O lançamento do HTC Hero na Europa ocorrerá até o fim de julho e, na Ásia, até setembro. A chegada do smartphone nos Estados Unidos está prevista para este ano.

Postado por - Mauricio Moraes - 25/06/2009 - 12:41
 


Google Maps mostra SP em altíssima resolução



Não houve anúncio oficial e pouca gente percebeu a mudança, mas boa parte de São Paulo ganhou imagens de altíssima resolução no Google Maps.

A metrópole ainda não está 100% coberta pelas fotos, que permitem distinguir até mesmo pessoas andando pela rua (pequenos pontos escuros, na verdade). Mas boa parte dos bairros centrais aparece com um nível de detalhe inédito.

Dentro do perímetro aprimorado estão incluídos muitos dos pontos turísticos mais conhecidos da cidade, como o Masp (na foto acima), o Parque do Ibirapuera, a Catedral da Sé, o Vale do Anhangabaú, a Pinacoteca do Estado, o Museu Paulista e os estádios do Morumbi, Pacaembu e Canindé.

Quem mora na capital paulista também pode dar sorte e achar novas imagens do prédio ou da casa onde mora. As fotos foram tiradas pela DigitalGlobe em dezembro do ano passado, provavelmente no início da manhã de um domingo. A Rua Santa Ifigênia, paraíso dos geeks, aparece completamente vazia. Também não há pontos visíveis de congestionamento nas Marginais do Tietê e do Pinheiros.

O Google não informou a data em que ocorreu a atualização, que também pode ser conferida no Google Earth. A diferença entre as imagens novas e antigas pode ser claramente vista nos pontos em que as duas se encontram, como na Cidade Universitária da USP – apenas uma parte da entrada do câmpus está com alta resolução.

Postado por - Mauricio Moraes - 17/06/2009 - 15:38
 


O lado pão-duro do bilionário Google



O Google faturou 21,7 bilhões de dólares em 2008. Sabe quanto a empresa queria pagar para artistas desenharem temas para o Chrome? Nada, nada, nada.

No domingo, o The New York Times publicou uma reportagem sobre a revolta de alguns renomados ilustradores com a empresa de Mountain View. Eles foram procurados por um representante do Google, que jogou a isca: “Vocês querem ter seu trabalho exposto para milhões de pessoas em todo o planeta? É uma chance única!”. Uau!, disseram logo de cara. Só que, logo depois, ouviram aquele trecho da música “Aluga-se”, de Raul Seixas: “Nós não vamos pagar nada! É tudo free!”.

Entre os que não concordaram com o convite estão Melinda Beck, Gary Taxali e Joe Ciardiello. Eles já tiveram trabalhos publicados/exibidos em Newsweek, Time e Fortune, além do canal Nickelodeon. Roxo de raiva, Taxali fez uma ilustração que mostrava uma mão com o dedo médio levantado, um tipo de gesto que deve ter escandalizado o pessoal cool comandado por Sergey Brin e Larry Page. Arrependido, tirou o desenho do ar, mas alguns sites ainda o reproduzem.

Procurado pelo Times, o Google respondeu que o sistema funcionaria nos mesmos moldes dos temas desenvolvidos para a home page personalizada iGoogle. Mas o pior vem agora: a empresa afirmou que dúzias de artistas ficaram muito empolgados com a oportunidade e decidiram se envolver no projeto. Ou seja: toparam trabalhar de graça. Não foram divulgados, porém, os nomes dos “traidores do movimento”. Ainda não há prazo para que os temas do Google Chrome sejam anunciados.

Será que o pessoal de Mountain View teria coragem de pedir o mesmo para os desenvolvedores? Seria algo do tipo: “Pessoal, vocês não querem doar horas e horas de trabalho para nos ajudar a criar um novo serviço ou software muito, muito, mas muito legal? Mas nós não vamos pagar nada, né? É uma oportunidade incrível!” Opa, opa! Talvez seja por isso que Android, Google Wave e companhia tenham o seu código aberto.

Postado por - Mauricio Moraes - 16/06/2009 - 12:11
 


Google Squared, um quadrado bem irregular



Um quadrado é um polígono de quatro lados com tamanhos iguais. Mas os resultados do Google Squared aparecem dentro de um retângulo. Péssimo sinal.

A ferramenta, que integra o Google Labs, entrou no ar na semana passada, mas quase ninguém notou. Ainda bem. Por enquanto, o Google Squared dá até vergonha. Se a criadora do serviço tivesse sido a Microsoft, a empresa já teria sido fuzilada e esquartejada em praça pública. Como o experimento saiu dos laboratórios de Mountain View, ninguém sabe, ninguém viu.

A ideia é bem interessante. Em vez de fornecer uma coleção de links, o serviço monta uma lista a partir de um termo pesquisado, com base na análise semântica. Digite “US presidents” e aparecerá uma relação dos ocupantes do cargo máximo da república norte-americana, ao lado de suas fotos, de uma pequena descrição, da data de nascimento, da data da morte e do partido. Até aí, você foi bem, Google Squared-Pants.

Os problemas começam no número de linhas exibidas nessa planilha: sete. Por que a limitação? Claro que é só clicar em um botão (Add next 10 items) para ver mais resultados, mas não seria melhor já trazer a lista completa? Outro problema sério: a relevância. Por que John Adams é o primeiro da lista? E por que Harry Truman aparece em segundo lugar? Não há lógica. E o serviço não faz a menor questão de se explicar.

Para não ficarmos apenas nos presidentes americanos, vale a pena refazer o teste com os digníssimos políticos brasileiros. Surgem na tela Floriano Peixoto, Prudente de Morais, Delfim Moreira, etc, etc e... Geraldo Alckmin! Desde quando o tucano foi presidente? Jamais. Cliquei no “X” e espero que ele não apareça mais para quem repetir o mesmo teste. Epa! E o José Bonifácio? Também não se enquadra. “X” nele! O Collor de novo? “X”!

As falhas e incongruências repetem-se em buscas como “brazilian football teams”, “biggest cities”, “smartphones”... Há um grande potencial na ferramenta, mas ela precisa começar a funcionar direito. Até isso ocorrer, há um longo caminho. Hora de aparar as arestas.

Postado por - Mauricio Moraes - 12/06/2009 - 11:00
 


Tchau, iPhone. Começa a multiplicação do Android



A Apple tentou fazer barulho na segunda-feira (8) com o lançamento do iPhone 3GS. Mas foi uma das suas últimas festas: o Android está chegando.

A demora na multiplicação de celulares com a plataforma do Google explica-se pela crise financeira internacional, que atrasou investimentos mundo afora. Integrantes da Open Handset Alliance – como HTC, Samsung, Sony Ericsson, LG e Motorola – adiaram seus projetos de smartphone até que a situação começasse a amainar. Como o tsunami deve se transformar em uma marolinha daqui a algum tempo, os modelos começam aos poucos a sair da gaveta.

A HTC, que já produz o T-Mobile G1 e o HTC Magic, deve colocar em breve nos mercados europeu e americano duas novas opções com Android: o HTC Hero e o HTC Lancaster.

E a próxima empresa a criar um smartphone com a plataforma será a Samsung. De acordo com o blog Phandroid, o Samsung Galaxy logo logo chegará à Alemanha, pela operadora O2. O preço vazou em um PDF – pouco mais de US$ 600. Tudo isso por uma câmera de 5 megapixels, 8 GB de memória interna (com a possibilidade de aceitar um cartão de até 32 GB) e GPS integrado.

Não acaba aí. O grande mentor do Android, Andy Rubin, disse durante o Google I/O que devem ser lançados este ano de 18 a 20 celulares com a plataforma. Quantos modelos de iPhone existem? Com o recente anúncio feito pela Apple, três – e só. Novidades, só no ano que vem, quando será tarde demais.

Aos poucos, o Android vai conquistar uma fatia cada vez maior do mercado e começar a tirar clientes do gadget preferido de Steve Jobs. Sua chegada está prevista até no Brasil. Outra que deve sofrer o impacto é a Nokia, que ainda não conseguiu abrir o Symbian. Como disse muitos posts atrás, tudo lembra a guerra Apple versus Windows dos anos 80. E, como aconteceu antes, o rival da maçã tem tudo para levar a melhor.

Postado por - Mauricio Moraes - 09/06/2009 - 20:38
 



PERFIL
Maurício Moraes é editor da INFO, especializado em Internet. Começou a cobrir tecnologia no Estadão, e já atuou como repórter de política.



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