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Boas vindas à TV Moob: um YouTube brasileiro que remunera os usuários



Montar um site de vídeos ao estilo do YouTube é simples, quase ridículo. Pegue alguém que manje de Flash e Java, alugue uma infra-estrutura de servidores, se inspire na interface do serviço de vídeos do Google e pronto! Sucesso estonteante, zilhões de acessos mensais e dedos cruzados para que algum portal maluco compre a sua grande sacada. Certo?

É claro que não.

Qualquer um com noção de empreendedorismo sabe que, não é porque um serviço é muito bem aceito na internet, que outro similar também será. Os fatores são inúmeros, mas isso é tema para outro post. Acontece que um empreendedor brasileiro, chamado Leonardo Cardoso, resolveu arriscar num concorrente para o YouTube e o chamou de TV Moob.

Com a idéia na cabeça e um belo plano de negócios na mão, Cardoso, que vinha do mercado de Busca, pensou em criar algo no terreno do vídeo e da mobilidade. Em três meses, conseguiu 2 milhões de reais em investimento com um fundo, contratou uma infra-estrutura de servidores da CTBC, 22 funcionários que ficaram alocados na cidade de Uberaba, em Minas Gerais, e colocou o site no ar.

A ousadia demandou alguns diferenciais em relação ao seu inspirador. O principal deles é algo que desperta atenção de muitos internautas: ganhe dinheiro na web! Duvida que isso chame a atenção de alguns dos 41 milhões de internautas brasileiros? Então experimenta jogar a frase “ganhe dinheiro na web” no Google para ver o número de “oportunidades” que aparecem.

Mas a TV Moob não é nenhum tipo de enganação ou phishing, que usa esse tipo de chamariz para tirar seu dinheiro em vez de provê-lo. “Temos parcerias com serviços de links patrocinados do Yahoo! e de conteúdo com a Fox. Estamos investindo muito em marketing, SEO e vamos estrear um aplicativo para celulares e smartphones em janeiro”, afirma Cardoso.

O principio do serviço é bastante simples, acompanhe:

  1. O internauta posta um vídeo de sua preferência com até 300 MB.
  2. O material recebe tags (ou marcações) de acordo com sua temática
  3. A TV Moob, parceira de serviços de links patrocinados, insere anúncios relacionados ao tema do vídeo.
  4. As pessoas clicam no vídeo e nos anúncios, remunerando a TV Moob.
  5. A TV Moob, então, repassa até 20% desse rendimento para o internauta.

Na teoria é muito bacana. É mais uma das modalidades da web 2.0 que consegue dar um retorno a todas as partes, guardadas as devidas proporções. Na prática, entretanto, o sucesso desse tipo de serviço está diretamente ligado ao número de acessos do site. Com menos de um mês de existência, não dá nem para cobrar muita coisa.

“Estamos com 5,2 mil vídeos. Entram uns 50 a 60 por dia”, conta-nos o criador da TV Moob. Quantidade de conteúdo não falta, mas o número de acessos ainda é tímido - 550 visitantes únicos diários. Por outro lado, é uma base muito rica. Segundo Cardoso, cada usuário acessa, em média, 9,29 páginas, e tem um tempo de permanência no site de 14,46 minutos, o que pode ser considerado bastante alto para a web.

Como comparação numérica, o YouTube no Brasil conta com mais de 11,5 milhões de usuários mensais, seguido pertinho pelo Globo Vídeo, que atrai mais de 8,2 milhões de acessos. Os dados são da comScore.

Um belo mercado a ser explorado, mas com um desafio maior de se diferenciar numa plataforma em constante mutação, onde o beta eterno é rei. Boa sorte aos mineiros da TV Moob!

Postado por - Bruno Ferrari - 16/12/2008 - 20:05


Compra3 quer garantir satisfação e o seu dinheiro de volta



A equipe da INFO é formada por jornalistas, designers e webmasters. Todos adultos, com suas responsabilidades. Uns com anos de experiência na área de tecnologia e outros que, apesar de jovens, já nasceram embrenhados em tecnologias mais recentes – em especial a internet. Nem por isso (por sermos todos adultos), deixamos de ter desejos mais costumeiros a crianças e adolescentes. E, duas semanas atrás, um grupo de seis marmanjos detectou uma necessidade em comum para este Natal: comprar um videogame. Foi então que tivemos a genial idéia. “Se comprarmos os seis videogames numa só tacada, poderemos obter um desconto considerável na hora de pagar, ou então ganharmos uns jogos de brinde”. Sim. Parece óbvio. Quanto maior a quantidade, o preço cai. Mas se é tão óbvio, por que será que nenhum empreendedor da web com faro de gol não criou uma ferramenta que unisse internautas com vontades em comum?

O surgimento
E é só pensar no “se é tão óbvio...” que esse cara aparece. Na verdade, esses caras. Após se conhecerem na Empresa Júnior da Universidade Federal do Paraná, os então estudantes, André Luiz Monteiro (de economia) e Bruno Medeiros (de administração), resolveram montar sua própria empresa. Em junho de 2006, foi criado o embrião do que seria o Compra3: um serviço online que uniria compradores com interesses em comum. Não precisaria ser um grupo fechado. Qualquer um poderia ir ao site e se juntar aos outros usuários para obter descontos no seu produto de interesse.

A idéia era boa, mas ainda precisava ser trabalhada. O site foi colocado no ar com uma quantidade pequena de produtos. Eles eram de uma loja de um shopping de Curitiba, que aceitou pagar para ver se os clientes viriam em bando. E como primeira experiência, ela foi bem sucedida.  Com um plano de negócios consolidado e o protótipo no ar, André e Bruno saíram em busca de investidores. Além do formato tradicional de conseguir aportes, foram vendidas também pequenas cotas para professores, amigos, parentes... "acionistas" de 5 mil reais cada uma. Apesar de não revelar o quanto foi investido no serviço até agora, as expectativas iniciais foram superadas. “Fizemos aumentos gradativos de 5% no tamanho da empresa para ir recebendo os novos investidores”, afirma Monteiro.

O Compra3 em si
E foi aí que uma mistura de divulgação boca-a-boca (sim, a turma dos 5 mil reais queria retorno sobre os investimentos) e acordos importantes com lojas online levou o Compra3 para a sua posição atual. “Hoje temos 60 mil usuários cadastrados e uma média de 10 mil visitantes únicos por dia. São 300 mil produtos cadastrados, que passarão a 600 mil a partir de janeiro”, diz Monteiro.

Submarino, Compra Fácil, Gimba, Sacks e mais uma série de lojas são parceiras do serviço. E, a partir de janeiro, é o Wal-Mart que deve se juntar aos grupos. Em vez de produtos, as lojas têm acordos por volume financeiro vindo do Compra3. Um exemplo fictício: se os usuários do site finalizarem compras no Submarino, somando 1 milhão de reais no mês, todos eles terão um desconto de 15% em seus produtos. E não é só a quem comprou depois de atingir essa meta. O desconto é retroativo. Ou seja, se você foi um felizardo que comprou uma geladeira de 1 mil reais no Submarino, receberá 150 reais de volta. “O pagamento é feito com débito em conta corrente ou em forma de bônus para novas compras pelo site”, afirma Bruno Medeiros.

A grande sacada
E é aí que o serviço mostra uma estratégia que, se bem trabalhada, tem muita chance de dar mais certo. Como os descontos não são limitados a produtos, as pessoas que já compraram começam a fazer aquela pressão para que outras comprem na mesma loja. Isso é interessante para o cliente (que consegue o desconto), para a loja (que atrai mais consumidores) e para André e Bruno (que recebem uma comissão que pode chegar a 4% por transação).

Há casos, inclusive, que o cliente já começa com desconto pelo Compra3. A loja de cosméticos Sacks, por exemplo, dá 7% para quem comprar pelo serviço. O cliente acaba pagando mais barato que no próprio site da loja.

André e Bruno estão de mudança para São Paulo. Em Curitiba, onde tudo começou, ficará uma pequena representação. E quantas pessoas fazem o Compra3? São apenas nove funcionários e mais alguns prestadores de serviço.

Agora ficou mais fácil arrumar, em vez de seis,  algumas centenas de marmanjos dispostos a comprar um videogame no Natal.

Postado por - Bruno Ferrari - 10/12/2008 - 17:59
 


Power.com: o Meebo das redes sociais é brasileiro!



Apesar de o Brasil ser reconhecido como um dos países com maior potencial para as redes sociais, não se vê start-ups brasileiras de internet fazendo barulho no exterior. Ou melhor, não se via. Quem está acostumado a navegar em sites de economia e tecnologia gringos provavelmente leu o nome Power.com ser citado nos últimos dois dias: New York Times, BusinessWeek, Cnet e até o TechCrunch falaram sobre a start-up sediada no Rio de Janeiro, que se propõe a unificar numa só aplicação diferentes as redes sociais e ferramentas de comunicação utilizadas pelos internautas.

O Garagem INFO foi buscar quem estava por trás dessa idéia. Encontramos o simpático Steve Vachani, um “indiano, americano, canadense e, agora, carioca”, nas palavras dele. Vachani, ex-CEO de uma empresa do Vale do Silício, nos Estados Unidos, se apaixonou pelo Brasil e escolheu esse país como residência há quatro anos, quando resolveu dar uma pausa no stress tecnológico do hemisfério norte.

“Em 2007, conseguimos um investimento da venture capital DFJ, a mesma que acreditou em serviços como Hotmail, Skype e Baidu. Foi o primeiro aporte do fundo de capital na América Latina”, afirma Vachani. Apesar do executivo não revelar, estima-se que 6 milhões de dólares foram investidos na Power.com.

A start-up cresceu durante um ano de forma silenciosa, basicamente pelo boca-a-boca. Além do Power.com, a empresa mantinha o serviço PowerScrap, que melhora a experiência de mandar recados no orkut,. Mesmo antes de ser anunciado oficialmente, o Power.com possuía 5 milhões de usuários cadastrados. A brasileira tem um total de 70 funcionários com escritórios no Rio de Janeiro, Bahia e, em breve, em Belo Horizonte. “Somente três colaboradores, eu e mais dois, somos estrangeiros. Todo o resto é brasileiro, a maioria de baianos”, contou-nos Steve.

Foco mundial

Segundo o CEO, a idéia era criar um serviço que não fizesse sucesso apenas no Brasil. Da mesma forma como no Meebo, que dá suporte a diversos mensageiros, o Power.com reúne numa só página as redes como Facebook, Hi5, MySpace, orkut e MSN.  no Power.com os mensageiros ganham o reforço das redes sociais. Além da facilidade de oferecer uma plataforma de comunicação comum ao internauta, o site resume todas as suas contas a um único login e senha – que pode ser o mesmo de um dos seus perfis já criados em alguma rede social. E, em breve, terá uma versão para dispositivos móveis.

Não há muitos dados brasileiros similares, mas, para se ter uma idéia, a sobreposição de usuários de MySpace e Facebook nos Estados Unidos é da ordem de 49 milhões de internautas nos Estados Unidos – número maior do que o total dos que acessam redes sociais no Brasil.

Podemos chamar de audaciosa a analogia que Vachani fez entre o Power.com e o Windows, mas não deixa de fazer sentido. “Estamos criando uma nova camada em cima da internet, que oferecerá tudo aquilo que a pessoa usa para se comunicar em uma só aplicação. Funciona como o Windows, que surgiu como uma camada em cima das aplicações que rodavam no PC”.

-Veja mais notícias de carreira e novos negócios no canal INFO Professional.

Postado por - Bruno Ferrari - 02/12/2008 - 15:35


Lições do estouro da bolha aos novos empreendedores



Junto à bolha da internet do final dos anos 90 criaram-se uma série de mitos sobre empreendedorismo. O maior deles é que a grande maioria das empresas de internet que nasceram à época não conseguiu progredir. Será que é verdade?

Uma pesquisa realizada pela Universidade de Maryland, nos Estados Unidos, constatou que 48% das pontocom que surgiram no início da web comercial, em 1996, estavam firmes e fortes ao final de 2004, três anos após o estouro da bolha. O percentual de empresas que vingaram é comparado a outros ramos da economia, como o da indústria automobilística e telecomunicações.

Isso não tira as graves conseqüências da bolha, até porque a pesquisa não leva em consideração start-ups que começaram dentro da euforia do mercado no final dos anos 90 (essas morreram quase todas). Mas é possível identificar que um planejamento mais conservador foi o que venceu as grandes promessas de lucro daquela época E é neste cenário que o professor de empreendedorismo de Maryland, David Kirsch, criou um site que servirá como um guia para qualquer empresário que pretenda estrear no segmento de internet.

Arquivo precioso

O DotCom Archive está reunindo uma série de experiências de quem acompanhou de perto aquela época – desde empresários falidos, empregados que receberam salários irreais e gente que simplesmente perdeu o emprego – num banco de dados de mais de 6,4 milhões de mensagens de internautas. Em parceria com outras empresas, o professor está desenvolvendo algoritmos e promete, em breve, criar um manual de boas práticas para os que se aventuram em criar uma start-up.

A idéia do site nasceu quando Kirsch recebeu de um grupo de capital de risco que encerrou suas operação planos de negócios de cerca de 1,1 mil empresas entre 1999 e 2002. Esses planos de negócio já estão disponíveis no site Business Plan Archive.

Mas já dá para adiantar alguns pontos e o segredo da sobrevivência cai quase no óbvio ululante. Morreram as companhias que quiseram dar um passo maior do que as próprias pernas. A corrida atrás de um crescimento muito maior do que o numericamente possível, com investimentos altíssimos em mercados que – ainda que cheios de perspectivas – estavam na maternidade.

O resultado? Muitas empresas depositaram suas fichas nos mesmos segmentos e os potes de ouro no final dos arco-íris viraram pequenos porta-níqueis, que não alimentavam nem a família do empreendedor, quanto mais render os milhões que ele pretendia ganhar.

O DotCom Archive tem um funcionamento muito simples. Convida a quem participou dessa época para contar experiências e, a partir disso, elabora um manual das boas e más práticas do empreendedorismo na época da bolsa. Se você viveu, vale a pena ir lá contar. Dá para se candidatar a uma entrevista. Vamos esperar os resultados.

Postado por - Bruno Ferrari - 26/11/2008 - 14:44


O que cabe numa Bolsa de mulher?



MakeUp no Bolsa: um dos segredos para atrair usuárias é a interface

(Recado para a ala leitora masculina. Às mulheres, o assunto em si vem depois do desabafo)

Eu não sei vocês, mas eu evito ao máximo abrir uma bolsa de mulher. A começar que nunca conseguimos encontrar aquilo que procuramos. "Pegue a chave do carro na minha bolsa", dizem elas. Pode ser sua mãe, mulher ou namorada. Minutos de insucesso depois, vem o complemento "está naquela bolsinha lateral". Sim, em qual das 35 bolsinhas laterais, internas ou externas? Sempre suspeitei, inclusive, que dentro da bolsa delas existia um universo paralelo com vida própria - uma espécie de segredo guardado e que nenhum de nós, pareados com cromossomos XY, sabe. É, meus caros amigos, o tal universo existe travestido de case de sucesso da web 2.0. Fiquemos atentos!

(agora sim, caras leitoras...)

Imperatriz 2.0

Quando Andiara Petterle foi chamada para comandar o site Bolsa de mulher, em 2005, a empresa era uma promessa – com direito a sobreviver à bolha da internet – mas contava com apenas quatro funcionários e 150 mil usuários únicos mensais. A primeira grande sacada de Andiara foi abrir o espaço do site para comentários (sim, à época não era tão comum assim). "As mulheres acabavam comentando sobre o texto em si, mas depois passando a outros assuntos dentro do espaço para comentários", diz a CEO do Bolsa, como ela gosta de chamar o site.

Aí foi o embrião da rede social que, aliás, é o que o Bolsa de mulher virou hoje. É uma comunidade freqüentada por mulheres que criam perfis e fazem amigas virtuais para discutir assuntos em comum. Vale tudo: dieta, sexo, traição, moda, horóscopo, receitas, finanças etc. Há até um canal de cursos gratuitos a distância e um fórum para deixar qualquer homem de cabelo em pé. No início do ano, o site já possuía pouco mais de 1,1 milhão de visitantes e decidiu ampliar a sua abrangência. A estratégia foi fazer aquisições em áreas que complementassem o conteúdo do site. Vieram nessa leva o Bolsa de bebê (para mães), Feminice (adolescentes), Estrela Guia (horóscopo), Bem leve (nutrição), entre outros.

O resultado: o Bolsa de mulher soma hoje 6 milhões de usuários, ops, usuárias. A grande maioria delas com acesso banda larga (95%) e 50% são mulheres entre 20 e 30 anos. Só na rede social são 5,5 milhões de perfis cadastrados. Pelos números de Andiara, hoje cerca de 20 milhões de mulheres brasileiras têm acesso a internet, ou seja, quase um terço das internautas está lá. Perguntei a Andiara se homens têm espaço na comunidade. E a resposta...

"Eles não são proibidos de entrar, mas o Bolsa tem moderadoras. Se algum cara entra querendo arrumar namorada, chamando as mulheres de gatinha etc, é logo banido do site. Já os que entram com papos do tipo 'fui traído pela minha mulher' acabam sendo consolados pelas usuárias". Os solteiros mais espertinhos estão pensando agora que freqüentar um espaço assim deve ser muito proveitoso para encontrar alguém. Mas aparentemente não, já que 99,9% dos perfis cadastrados no Bolsa de mulher são delas.

Trajetória de gente grande

Empresa de fundo de garagem? Até foi, lá no começo. Mas o Bolsa hoje está longe de ser apenas um ponto de encontro virtual de mulheres ligadas na web. O site virou uma empresona de respeito. Hoje 93% do capital do Bolsa de mulher está na mão da holding Ideiasnet. São 50 funcionários, filial na Argentina, 15 colunistas, além de funcionar como agência de notícias (para o público feminino, é claro).

O faturamento vem principalmente de publicidade – responsável por 78% dos rendimentos – e mais 18% de comércio eletrônico (quer comprar seu mapa de previsão amorosa semanal? R$ 31,60 reais a vista ou 4 x de R$ 7,90). Grandes anunciantes – como Unilever, Dove, Seda, O Boticário, Philips, Nokia etc – bancam os novos projetos do Bolsa. Segundo Andiara, no final do ano passado todas as iniciativas em novas tecnologias do site já estavam vendidas.

Entre muitos outros motivos, o que leva as mulheres para a rede social feminina é a interface. Andiara investe muito em infra-estrutura de TI, desde os servidores que seguram o grande número de acessos, até um Bolsa exclusivamente desenhado para smartphones. Durante a entrevista, aliás, ela me mostrou boa parte das novidades em seu iPhone 3G de 16 GB. "O site inteiro cabe aqui dentro", disse. Todo o desenvolvimento é feito internamente. Dá até para montar penteados de cabelo num simulador que trabalha com a foto da usuária.

Em suma, quando a tecnologia é aliada a uma legião de mulheres dispostas a se comunicar virtualmente, nascem universos como esse, ou melhor, como essa Bolsa de Mulher.

Postado por - Bruno Ferrari - 24/11/2008 - 10:02


Com o Twingr, é possível criar seu próprio Twitter



Se na sua empresa tem aquele funcionário apelidado de homem-twitter, que fica falando o que está fazendo num tom acima do convencional (serve para a versão feminina também - a mulher-twitter), usar o Twingr pode ser uma boa para manter o ambiente mais silencioso.

Criado pelo site Startups.com, o serviço permite que grupos criem o seu próprio sistema de microblog, que usa o Twingr como host. A idéia principal é que os usuários troquem idéias sobre um assunto em comum. Muito bom para áreas de desenvolvimento, projetos etc.

Para quem não pretende adotar na sua empresa, pode tentar criar um serviço de microblog concorrente ao Twitter e ganhar dinheiro com isso. O Twingr deixa que os usuários não apenas criem a comunidade, mas também estabeleçam a forma de monetizar o site.

Por enquanto, apenas os primeiros 500 usuários terão acesso ao Alpha fechado. Conseguimos criar uma conta aqui para a redação da INFO e funcionou direitinho. É bem parecido com seu inspirador, inclusive com os 140 toques por post.

Taí uma oportunidade de ganhar dinheiro ou criar uma forma educada de pedir ao seu colega que fique em silêncio...

Postado por - Bruno Ferrari - 13/11/2008 - 18:59
 


Aprenda a comandar uma empresa se divertindo



Desde pequeno, o empreendedor Winston George Andrade Petty, de 29 anos, era fissurado pela área de criação de jogos. Ele possuia uma empresa de serviços web desde 1999 e, após concluir o curso de Tecnologia em Design de Multimídia, no Senac, resolveu montar um novo negócio. A Insolita Studios nascia num quarto de seu apartamento alugado e o quadro de funcionários era formado por ele e um antigo colega de trabalho que aceitou a sociedade. O foco da Insolita? A produção de games que ensinassem justamente aquilo que eles estavam acostumados a ser: empreendedores.

Segundo Winston, a empresa foi dividida numa área de prestação de serviços de internet e a outra de criação dos jogos. A primeira sustentava a segunda. Por isso, faltavam alguns poréns - subsídio e infra-estrutura de alguém que fosse especialista nisso. A saída foi recorrer a uma incubadora, no caso, o Cietec, sigla para Centro Incubador de Empresas Tecnológicas.

“Foi um ano inteiro só de pesquisa. Precisávamos saber como o produto era desenvolvido, qual era a cadeia de valor, os possíveis mercados etc. Se você vai criar um produto que levará 10 meses para ser constituído por uma equipe de 10 pessoas precisa de caixa. Para isso, passamos um tempo criando joguinhos para publicidade”, afirma Winston.

Com bala na agulha, os primeiros produtos começaram a surgir. Petty conta que – se somadas todas as linhas de crédito que a empresa recorreu - foram investidos 1 milhão de reais em dois anos na Insolita, que hoje conta com 14 funcionários. Aproveitando suas lições de empreendedorismo, nasceram os games voltados, justamente, à educação de quem pretende seguir nessa área. Aos que foram fãs de SimCity 2000 e Theme Park na infância, bate até uma nostalgia. Eles são comercializados em forma de licença por aluno e podem ser adquiridos no site da Insolta. Vamos aos jogos:

Ottomax

O primeiro filho da Insolita contou com a participação do Prof. Dr. José Dornelas, interessado em desenvolver um método para traçar o perfil empreendedor de seus alunos. “É um jogo voltado a pratica do empreendedorismo corporativo, não apenas para tocar uma empresa, mas também para que o empregado de uma companhia tenha espírito de empresário”, diz Petty. O jogo começa com o sumiço do dono da empresa. Os funcionários (alunos) precisam tocar seu trabalho além de administrar a companhia na ausência do comandante. No final, o aluno recebe um relatório apontando algumas características entre 15 pré-definidas. Pode ser usado por professores e pela área de treinamento de empresas.

Ilha do empreendedor

Mais voltado para quem realmente quer abrir um negócio. Tem como base o livro Transformando idéias em negócios. O game ensina ao jogador as cinco etapas que ele precisa passar para abrir uma empresa. A ilha tem várias oportunidades e o objetivo é abrir o maior numero de negócios. Os dados do jogo foram feitos com base no mercado real, com 50 empreendimentos diferentes. “Tudo está mapeado de acordo com entidades de classe e do Sebrae. O jogo ensina ao aluno, por exemplo, que você precisa de muito mais recurso para abrir uma farmácia do que para montar uma agência de viagens. Ou que o mesmo investimento da farmácia pode ser usado para criar um posto de gasolina”, afirma Winston.

Ludo Park

O game reúne até 40 alunos simultaneamente num parque de diversões (virtual, é claro). Os jogadores definem suas metas, escolhem seus ramos de atividade - entre 13 tipos de negócio – e criam seu personagem e a marca de sua empresa. Cabe ao aluno, ainda, estabelecer preços, selecionar sua localização e montar sua estratégia de ação. “O game é voltado a alunos de oitava série do ensino fundamental até a graduação. Ele trabalha os quatro P do marketing [Product, Price, Promotion, Place]”, afirma Petty. O jogo estimula a concorrências direta e trabalha com diferentes tipos de consumidores. No total, são sete horas de duração, dividas em quatro ou oito aulas, ou feitas num formato de workshop para empresas.

Mais dicas sobre empreendorismo e carreira você encontra no canal INFO Professional.

Postado por - Bruno Ferrari - 12/11/2008 - 10:25


Uma startup legitimamente brazuca



"Tio, o livro na telinha é muito melhor!". Alguns empreendedores já sacaram isso...

Outro dia fui conhecer uma escola-modelo da Fundação Bradesco em parceria com a Intel na cidade de Campinas. O lugar era totalmente futurista e trazia “atrações” que começavam com o reconhecimento de face, logo na entrada, passando por salas que regulam a cor da luz conforme a disciplina, até o fato de toda a classe estar munida de mininotebooks, os Classmate PCs.  Mas o que isso tudo tem a ver com empreendedorismo? Tirando que alguns dos alunos da Fundação Bradesco terão um pé a mais no mundo high-tech e poderão ser futuros sócios de “startups”, nada.

Na realidade, uma das novidades da escola – que nem é tão futurista assim – chamou-me a atenção. No lugar de livros, os alunos portavam leitores de e-books. Para pessoas de outras gerações, o apego ao livro físico ainda é grande. Mas, bastou eu tirar um ultrapassado bloco de papel da bolsa, com o título Ilusões Perdidas, para que a criançada, de mais ou menos 10 anos, falasse em coro: "Tio, o livro na telinha é muito melhor!".

A oportunidade
É dentro dessa perspectiva que nasceu o NeoReader. Na realidade, o publicitário Rodrigo Zanforlin, sócio da agência Neotix, teve a idéia de criar uma digital library há seis anos, quando penou em encontrar, na web, material sobre a TV Digital (naquela época ainda era uma bela promessa). A partir daí, Zanforlin começou a amadurecer a idéia de criar uma biblioteca digital com requintes de interatividade.

Claro que, estando no Brasil, a dificuldade de se colocar um projeto em prática é gigantesca. Baseado na plataforma web, menos ainda. Seis anos atrás, quando o estouro da bolha maldita ainda assustava qualquer venture capitalist..., enfim.

Por isso que Zanforlin faz questão de dizer que o Scribd, um irmão gringo do NeoReader, veio depois da sua idéia. “Lá nos Estados Unidos, é mais fácil conseguir investimentos”, defende-se. E temos de concordar com o publicitário, que resolveu investir o dinheiro da própria agência para colocar o projeto em prática.

Com vocês, o NeoReader
O usuário se cadastra e pode fazer upload de qualquer documento nos formatos .doc, .xls, .ppt e .pdf. Outros cadastrados podem acessar aos documentos, baixar (se forem liberados), comentar, encaminhar etc. Outra possibilidade do NeoReader é a criação de uma biblioteca pessoal. Seus documentos ficam disponíveis apenas para você mesmo.

O mais interessante, no entanto, está para chegar. Até o final do ano, Zanforlin promete que todo o conteúdo escrito do NeoReader estará disponível também em áudio. A empresa adquiriu um software que lê textos em língua portuguesa, uma espécie de fábrica de audio-books. Usuários de smartphones, por exemplo, poderão escutar o conteúdo em vez de ficar navegando naquelas telinhas apertadas.

Money, que é good, nóis have?
E o dinheiro? Zanforlin não dá muitas pistas sobre como quer monetizar o site. Hoje, o NeoReader é limpo de anúncios e conta só com uma bela interface repleta de livros, revistas, catálogos etc. Mas o publicitário garante que não usará métodos tradicionais, como banners e popus. Serão anúncios distribuídos de acordo com o conteúdo. Ou seja, enquanto o internauta estiver folheando virtualmente a revista Guitarra, anúncios de amplificadores, cabos elétricos, pedaleiras etc estarão na lateral da tela.

O NeoReader hoje possui 10 funcionários, segundo Zanforlin, boa parte deles é de programadores. “Além da publicidade, a idéia é atrair empresas de venture capital para investir no site. Hoje estamos conversando com algumas e há muito interesse delas em investir numa digital library”, diz o sócio da NeoReader. Assim esperamos, Zanforlin!

Update: O redator-chefe da INFO, Maurício Grego, dá belas dicas a quem pensa em iniciar um negócio na matéria O Mapa do Dinheiro.

Postado por - Bruno Ferrari - 07/11/2008 - 11:27
 

PERFIL
Bruno Ferrari é jornalista responsável pelo canal Professional em INFO Online. Já passou pela redação das revistas Decision Report e Executivos Financeiros.



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