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Com Midori, Microsoft mira computação em nuvem

Surgem novas informações sobre o sistema operacional ultra-secreto que poderá suceder o Windows.

Algumas semanas atrás, fiz alguns comentários neste blog sobre o Midori, sistema operacional que a Microsoft estaria desenvolvendo para suceder o Windows 7 em 2013. A empresa não divulgou nada de oficial sobre esse software. Mas sabemos que é um projeto importante porque alguns dos melhores programadores da companhia foram recrutados para trabalhar nele. Nesta semana, o jornal americano Software Development Times divulgou detalhes sobre esse projeto. O jornal diz ter tido acesso a documentos internos da Microsoft que descrevem as diretrizes do projeto Midori.

O SD Times confirma que o Midori deriva, em parte, do Singularity, sistema operacional experimental da Microsoft que está disponível para download. O Midori poderá rodar diretamente sobre o hardware (x86, x64 ou ARM), numa máquina virtual Windows Hyper-V ou mesmo como um processo sobre o Windows. Outro objetivo é que os aplicativos feitos para o Midori possam coexistir com aqueles desenvolvidos para o Window, de modo a facilitar a transição para o novo sistema.

Os aplicativos do Midori deverão ser capazes de rodar tanto localmente como de forma distribuída, em várias máquinas simultaneamente. Em outras palavras, um mesmo aplicativo poderá ter partes armazenadas em diferentes servidores na web. É aí que começam as dificuldades. Quando desenvolver um aplicativo para o Midori, um programador não vai saber em que arquitetura computacional esse aplicativo vai rodar. As ferramentas de desenvolvimento e execução de programas deverão garantir que eles possam ser divididos em processos concorrentes e assíncronos. Assim, poderão ser distribuídos em várias máquinas.

Outra dificuldade é que o sistema deverá tolerar as interrupções e congestionamentos quotidianos da internet. Sabemos que aplicativos atuais, como o Internet Explorer, não conseguem lidar adequadamente com conexões intermitentes. Mas essa habilidade já existe em plataformas como Adobe AIR e Google Gears. Incorporá-la ao sistema operacional não parece tão difícil. No final, há várias possibilidades para o Midori. Pode continuar como um projeto de pesquisa apenas, como o Singularity. Pode resultar em tecnologias que serão incorporadas ao Windows. Pode virar um sistema operacional para servidor, que terá a função de coordenar a execução distribuída de aplicativos. Ou pode ser mesmo o sucessor do Windows 7.


Postado por - Maurício Grego - 04/08/2008
 

PERFIL
Maurício Grego é redator-chefe da INFO e guru do INFOLAB. Veterano de tecnologia, trabalhou antes como repórter na Folha de S.Paulo



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