Loja da Microsoft seguirá caminho da iPhone App Store
iPhone App Store: embora o iPhone conte com muito menos aplicativos que o Windows Mobile, a loja da Apple é um sucesso A loja online vai vender programas para o Windows Mobile 7. A notícia foi divulgada por Long Zheng em seu blog I Started Something. Ele notou a existência de várias ofertas de emprego da Microsoft para profissionais que trabalhariam num certo SkyShop (que pode não ser o nome definitivo). Os anúncios de recrutamento trazem descrições detalhadas dos cargos disponíveis. O texto fala em "lançamento comercial de uma loja online com o Windows Mobile 7". Como eu já havia adiantado neste blog, o WM7 deve começar a ser entregue a fabricantes de smartphones no final deste ano ou início do próximo. Assim, os aparelhos com WM7 devem chegar às lojas em 2009. O fato é que o Windows Mobile (assim como o Palm OS) aceita aplicativos de terceiros desde que existe. Calcula-se que haja por volta de 18 000 programas para essa plataforma, contra cerca de 2 000 para o iPhone. Mas a Apple facilitou a aquisição dos aplicativos para o iPhone ao colocá-los na sua loja online. Isso fez com que mais pessoas instalassem programas adicionais e gerou lucros para a Apple. Segundo a empresa, a App Store vende 1 milhão de dólares por dia em software. Uma parte desse dinheiro vai diretamente para os cofres da Apple. Agora, a Microsoft quer seguir o mesmo caminho. O Windows Mobile e o Palm OS nasceram antes de os smartphones se tornarem comuns. Rodando em PDAs, eram usados mais por usuários avançados, que não tinham problemas em buscar, na web, programas para instalar. Agora, esses sistemas rodam em smartphones e muitos deles vão parar nas mãos de leigos. Habituados ao celular, mas não ao PDA, esses usuários não saem procurando programinhas para seu aparelho. Assim, oferecer software numa loja no estilo da iPhone App Store faz sentido. Naturalmente, para quem quiser ir além dos títulos que estarão na loja oficial, ainda haverá milhares de opções por aí.
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- Maurício Grego
- 03/09/2008 - 15:50
Microsoft enfrenta Google com Photosynth
O Taj Mahal no Photosynth: fotos encaixadas como num quebra-cabeça tridimensional Mistura de software com serviço online permite juntar fotos numa composição 3D. A Microsoft liberou o Photosynth hoje para o público geral. Antes, era possível apenas visualizar algumas imagens de demonstração, como já comentei neste blog. Agora, qualquer pessoa pode criar sua própria composição 3D com fotografias e publicá-la na web. Cada usuário pode ocupar, gratuitamente, até 20 GB no site Photosynth.net para armazenar suas imagens. Para isso, é preciso baixar um programa de 8,2 MB. Ele instala um plug-in que funciona com Firefox e Internet Explorer (no Windows Vista ou XP) e permite tanto visualizar como criar composições 3D. Entre as composições já disponíveis no site estão uma da Catedral da Sé e outra do Monumento às Bandeiras, ambos em São Paulo. Há também paisagens de lugares como o Taj Mahal, na Índia, e o Grand Canyon, nos Estados Unidos. Em todas elas, o usuário vai clicando sobre a imagem para explorar as muitas fotos (em alguns casos, centenas) que fazem parte dela. É possível começar com uma visão geral e, progressivamente, ir observando os detalhes. Essa forma de visualização lembra um pouco o Google Earth e os sites de mapas na web. O que é diferente é que o Photosynth analisa as imagens e tenta identificar objetos tridimensionais nelas. As fotos são dispostas num espaço 3D e é possível observar a geometria dos objetos na forma de uma nuvem de pontos. Essa visualização por pontos ainda é um pouco tosca. Pode melhorar muito no futuro. Mas é notável que o software consiga extraí-la de fotos totalmente bidimensionais. Juntando as peças Criar uma composição não é difícil, mas é trabalhoso. Primeiro, é preciso fazer as fotos (algo entre 100 e 200 parece ser o ideal) enfocando o objeto de diferentes pontos de vista, obtendo tanto tomadas gerais como de detalhes. Depois, no programa, indicam-se as imagens a ser processadas e o tipo de direito autoral desejado (as opções incluem domínio público, Creative Commons e copyright). O processamento é feito no próprio micro e pode ser bastante demorado. Por isso, não é má idéia deixar o programa rodando durante a noite, por exemplo. Em alguns casos, o Photosynth não consegue encaixar todas as fotos na composição e algumas delas sobram. Nessa situação, não há nada a fazer, já que não há uma forma de indicar manualmente em qual parte do quebra-cabeça a foto se encaixa. Outra limitação é que, uma vez montada uma composição, não é possível acrescentar mais fotos a ela. Apesar de a Microsoft alertar que o Photosynth faz uso intenso dos recursos gráficos, consegui rodá-lo até num micro relativamente fraco, com apenas 512 MB de memória e placa de vídeo embutida. Na maioria dos testes que fiz, não houve problemas. No entanto, o Internet Explorer travou quando tentei visualizar uma imagem de resolução extremamente alta (na faixa de gigapixels) nele. Comunitário ou corporativo? Por enquanto, o site é gratuito. Mas é óbvio que a Microsoft vai procurar ganhar dinheiro com ele no futuro. Ele tem um potencial óbvio para demonstrações virtuais de produtos. Uma montadora pode, por exemplo, colocar uma composição com fotos de um novo carro no seu site. Uma imobiliária pode criar composições com fotos de imóveis à venda. Imagens de um jogo 3D também podem ser carregadas no Photosynth. Assim, torna-se possível ter uma idéia do ambiente virtual desse jogo sem instalá-lo. Outra coisa que poderá acontecer no futuro é a montagem de composições comunitárias, formadas por fotos de muitos autores. A Microsoft tem corrido bastante para tentar reduzir seu atraso em relação ao Google em serviços online. Mas suas iniciativas têm sido, em geral, conservadoras. O Photosynth, apesar de interessar a um público restrito, é bastante mais inovador que os serviços apresentados antes pela empresa.
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- 21/08/2008 - 17:00
Windows ganha pacote para gravação de Blu-ray
A Microsoft está finalizando o Windows Feature Pack for Storage, que acrescenta, ao sistema, gravação de Blu-ray e acesso a smart cards. A Microsoft foi uma das empresas (junto com Toshiba, HP e outras) que apostaram no padrão HD-DVD de discos ópticos de alta capacidade. Agora que a turma do HD-DVD perdeu a briga, não resta outra opção senão aderir plenamente ao Blu-ray. O pacote está em fase de testes beta. Terá versões para Windows Vista, XP, Server 2003 e Server 2008. A Microsoft ainda não divulgou como ou quando ele será distribuído. Mas a maioria dos usuários não precisa ter pressa. O que o pacote faz é, basicamente, acrescentar suporte a novos padrões de hardware que estão surgindo. E os PCs atuais, em geral, ainda não têm esse hardware. Na versão beta, disponível no Download INFO, o pacote é formado por três programas separados. São estes: Atualização da Imapi - a nova versão da API para gravação de discos ópticos traz compatibilidade com Blu-ray. Controlador de Smart Card - vai acrescentar suporte a novos tipos de smart card, como ICCD/CCID. Active Storage Platform - baseado no padrão IEEE 1667, esse recurso permite que o Windows restrinja o acesso a dispositivos de armazenamento externos por meio de certificado digital ou senha. Diferentemente dos Service Packs, que servem principalmente para corrigir falhas, os Feature Packs trazem novos recursos para o Windows. Antes do pacote para armazenamento, a Microsoft liberou, em julho, um com funções para comunicação sem fio. Chamado Windows Vista Feature Pack for Wireless, ele inclui suporte ao padrão Bluetooth 2.1, uma nova interface para gerenciar conexões Bluetooth e atualizações para o recurso Windows Connect Now, usado para configuração de conexões sem fio no Windows. No entanto, esse pacote não está disponível para download. Ele só será fornecido como parte do Windows que vem pré-instalado em micros.
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- 19/08/2008 - 15:51
Live Mesh põe o Windows na internet
Live Mesh: qualquer modificação nos arquivos é reproduzida automaticamente no Live Desktop e em outros micros O serviço online da Microsoft, que está em beta fechado, é prático para quem usa mais de um micro. Depois de algumas semanas experimentando o serviço Live Mesh, da Microsoft, minha conclusão é que ele funciona bem e é muito prático para quem usa vários computadores e precisa ter acesso aos mesmos documentos em todos eles. Mas ainda é pouco para enfrentar os populares serviços online do Google. Para quem não acompanhou, o Live Mesh é um serviço de armazenamento e compartilhamento de arquivos na web. Foi apresentado pela primeira vez em abril e está em beta fechado. É bastante possível que o Live Mesh seja integrado ao Windows 7 - e o acréscimo é bem vindo. Quando se cadastra no Live Mesh, o usuário ganha acesso ao Live Desktop, a área para armazenamento de arquivos online. Até aí, nada muito diferente de outros serviços similares. A própria Microsoft tem mais três: FolderShare, SkyDrive e Office Live Workspace. Todos permitem armazenar arquivos num servidor online, para ter acesso a eles em qualquer computador conectado à internet. Mas o Live Mesh vai mais longe. Oferece sincronismo automático com vários computadores e a opção de compartilhar arquivos com outros usuários. O usuário pode criar pastas no micro e definir que elas serão sincronizadas com o Live Desktop. Para isso, basta clicar com o botão direito e acionar o comando correspondente. Depois, qualquer alteração na pasta local passa a ser reproduzida na sua duplicata remota e vice-versa. Esse processo é automático. Sempre que se grava, apaga ou modifica um arquivo naquela pasta, o programa de sincronismo entra em ação. Pastas em vários computadores podem ser sincronizadas entre si, via servidor. E é possível compartilhar as pastas com outras pessoas usando o mesmo sistema de sincronismo. Por enquanto, o Live Mesh roda apenas em Windows XP ou Vista. Mas a Microsoft deverá liberar também versões para Mac OS e Windows Mobile. Pelo que sei, a empresa não planeja desenvolver uma versão para Linux, e nem para outras plataformas de smartphone. Isso deixa os mihões de usuários de iPhone, Symbian, Palm OS e Blackberry, por exemplo, fora da festa. Esse foco na plataforma Windows reforça minha suspeita de que o plano da Microsoft é integrar esse serviço ao Windows futuramente, em vez de comercializá-lo separadamente. Seria uma maneira de se contrapor ao Google e a outras empresas da web 2.0, que oferecem aplicativos e armazenamento online de graça e ganham dinheiro com anúncios. A solução da Microsoft reúne todo o poder dos aplicativos que rodam no micro à ubiqüidade da web. Mas não me parece que isso seja o bastante para enfrentar o Google Docs e outros serviços similares. No modelo do Google, o anunciante paga a conta e o serviço sai de graça para o usuário - o que é uma óbvia vantagem. E é possível editar os documentos em qualquer micro conectado à internet, sem se preocupar com a instalação de aplicativos. O Microsoft Office continua sendo muitíssimo mais poderoso que qualquer pacote para escritório online. Mas a maioria das pessoas usa apenas um pequeno subconjunto das suas funções. Para essas pessoas, o Google Docs é, quase sempre, suficiente.
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- 11/08/2008 - 15:49
Windows de 64 bits começa a mostrar a cara
Photoshop Lightroom 2: mais veloz no Windows Vista de 64 bits Cinco anos depois de AMD apresentar seu chip X64, o Windows X64 começa a se espalhar. Na época do lançamento do Windows Vista, recomendei aos leitores da INFO que não instalassem a versão de 64 bits, também conhecida como X64. Havia boas razões para isso. Se o Vista de 32 bits tinha (e ainda tem) problemas de compatibilidade, no X64 eles eram muito maiores. No início do ano passado a escassez de drivers X64 era enorme e praticamente ninguém rodava essa versão mais robusta do Vista. Na prática, sistema operacional de 64 bits era coisa de servidor. Mas a situação parece estar mudando rapidamente. O diretor da Microsoft Chris Flores diz que, nos Estados Unidos, a parcela de micros com Windows Vista que rodam a versão X64 triplicou no segundo trimestre deste ano, indo de 1,45% para 5,18%. Os números indicam que cerca de 20% dos PCs vendidos nos EUA no segundo trimestre rodam o Vista X64. Considerando o mundo inteiro, a porcentagem correspondente ao X64 mais que dobrou. É só uma questão de tempo até que essa tendência chegue ao Brasil. Além dos 4 GB O fato é que a computação de 64 bits está demorando para se popularizar nos PCs. A AMD apresentou seu primeiro processador com esse recurso em 2003. O principal benefício de mudar de 32 para 64 bits está no aumento da quantidade de memória que pode ser usada pelo sistema e pelos aplicativos. As versões de 32 bits do Windows Vista suportam até 4 GB de memória. O Vista Home Basic X64 suporta 8 GB e o Home Premium X64, 16 GB. As versões Business, Enterprise e Ultimate de 64 bits são capazes de endereçar até 128 GB de memória. O preço do gigabyte de memória tem caído e, como conseqüência, os micros começam a sair de fábrica com mais memória. Nos EUA, 4 GB já virou a capacidade padrão da maioria dos PCs novos. No Brasil, ainda há micros sendo vendidos com apenas 1 GB. Mas sabemos que pelo menos 2 GB são necessários para ter um desempenho aceitável com o Windows Vista. Quem roda aplicativos de edição de imagens ou vídeo vai precisar de mais para ter boa velocidade. Embora os sistemas operacionais de 32 bits sejam supostamente capazes de endereçar até 4 GB (e até mais no caso dos servidores), isso nem sempre funciona na prática. Chipsets e placas de vídeo reservam parte do espaço endereçável de memória para seu uso. Assim, mesmo que o micro tenha 4 GB de memória física, em muitos casos o Windows não consegue usar toda essa memória. O limite prático fica em torno de 3 GB. Photoshop & cia. Os benefícios do sistema operacional de 64 bits são maiores ao trabalhar com arquivos grandes. É o caso de quem edita vídeo ou fotos em alta resolução. As empresas que produzem aplicativos para essas áreas têm se mexido para oferecer suporte a sistemas de 64 bits. Essa é uma das novidades do recém-lançado Photoshop Lightroom 2.0, da Adobe, por exemplo. A empresa diz que ele suporta plenamente tanto o Mac OS X como o Windows Vista de 64 bits. O Photoshop CS4, que ainda está em desenvolvimento, também terá essa característica. John Nack, da Adobe, diz que só a mudança para 64 bits já deve trazer um ganho de velocidade entre 8% e 12%. O ganho de desempenho pode ser muito maior se a máquina for configurada com mais de 4 GB de memória. Num PC com 32 GB, certas operações com fotos em alta resolução ficam dez vezes mais rápidas, diz a Adobe. O editor de vídeo Vegas Pro, da Sony, também deve ganhar, em breve, uma versão de 64 bits. E outros aplicativos devem vir na seqüência. Chegou a hora? Para a maioria dos usuários, ainda não é hora de pular de cabeça nos 64 bits. Ainda faltam drivers X64, especialmente para equipamentos mais antigos. Quem tiver um scanner ou uma placa de vídeo de dois anos atrás talvez não consiga usá-lo com o Windows X64. Mas quem for comprar um micro avançado novo já pode pensar numa máquina com 4 GB de memória com Windows Vista X64. A tendência é que os micros mais poderosos -- seja para aplicações profissionais ou para jogos -- passem a ser configurados dessa maneira.
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- 06/08/2008 - 11:41
Com Midori, Microsoft mira computação em nuvem
Surgem novas informações sobre o sistema operacional ultra-secreto que poderá suceder o Windows. Algumas semanas atrás, fiz alguns comentários neste blog sobre o Midori, sistema operacional que a Microsoft estaria desenvolvendo para suceder o Windows 7 em 2013. A empresa não divulgou nada de oficial sobre esse software. Mas sabemos que é um projeto importante porque alguns dos melhores programadores da companhia foram recrutados para trabalhar nele. Nesta semana, o jornal americano Software Development Times divulgou detalhes sobre esse projeto. O jornal diz ter tido acesso a documentos internos da Microsoft que descrevem as diretrizes do projeto Midori. O SD Times confirma que o Midori deriva, em parte, do Singularity, sistema operacional experimental da Microsoft que está disponível para download. O Midori poderá rodar diretamente sobre o hardware (x86, x64 ou ARM), numa máquina virtual Windows Hyper-V ou mesmo como um processo sobre o Windows. Outro objetivo é que os aplicativos feitos para o Midori possam coexistir com aqueles desenvolvidos para o Window, de modo a facilitar a transição para o novo sistema. Os aplicativos do Midori deverão ser capazes de rodar tanto localmente como de forma distribuída, em várias máquinas simultaneamente. Em outras palavras, um mesmo aplicativo poderá ter partes armazenadas em diferentes servidores na web. É aí que começam as dificuldades. Quando desenvolver um aplicativo para o Midori, um programador não vai saber em que arquitetura computacional esse aplicativo vai rodar. As ferramentas de desenvolvimento e execução de programas deverão garantir que eles possam ser divididos em processos concorrentes e assíncronos. Assim, poderão ser distribuídos em várias máquinas. Outra dificuldade é que o sistema deverá tolerar as interrupções e congestionamentos quotidianos da internet. Sabemos que aplicativos atuais, como o Internet Explorer, não conseguem lidar adequadamente com conexões intermitentes. Mas essa habilidade já existe em plataformas como Adobe AIR e Google Gears. Incorporá-la ao sistema operacional não parece tão difícil. No final, há várias possibilidades para o Midori. Pode continuar como um projeto de pesquisa apenas, como o Singularity. Pode resultar em tecnologias que serão incorporadas ao Windows. Pode virar um sistema operacional para servidor, que terá a função de coordenar a execução distribuída de aplicativos. Ou pode ser mesmo o sucessor do Windows 7.
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- 04/08/2008 - 17:59
O Mojave é melhor que o Windows Vista
Mojave Experiment: 140 usuários avaliaram o Vista sem saber que software estavam usando O Mojave Experiment mostra quanto a má imagem da Microsoft contaminou o Windows Vista. Inaugurado nesta semana, o site Mojave Experiment, da Microsoft, vem ganhando comentários - muitos deles negativos - em noticiários e blogs no exterior. Para realizá-lo, a Microsoft reuniu 140 usuários de Windows XP, Mac OS e Linux. Essas pessoas nunca haviam usado o Windows Vista e tinham uma imagem ruim do produto. Vídeos gravados antes do experimento exibem frases como "É horrível", "Sempre trava" e "Eu não usaria nunca". Essas pessoas foram convidadas a conhecer um novo sistema operacional, com o codinome Mojave. Depois, foram gravados vídeos com os comentários sobre esse software - quase todos elogiosos. No final, os participantes ficaram sabendo que o Mojave é, na verdade, o Windows Vista disfarçado. Segundo a Microsoft, 94% dos participantes deram notas superiores ao Vista depois de experimentá-lo. Os outros 6% deram a mesma nota e ninguém reduziu a sua. Antes da demonstração, a nota dada ao Vista pelas pessoas era, em média, 4,4, de um máximo de 10. Depois de experimentar o sistema, elas elevaram a avaliação para 8,5, em média. É verdade que participar de uma demonstração de software é muito diferente de usá-lo no dia-a-dia. Em geral, os problemas mais sérios aparecem na hora de instalar, digamos, aquela placa de vídeo antiga para a qual não existem drivers compatíveis. E nenhum dos participantes passou por uma situação assim. Pode-se suspeitar, ainda, que a Microsoft tenha editado os vídeos de modo a mostrar apenas as declarações favoráveis. Afinal, trata-se de uma campanha de marketing. Mas isso não invalida totalmente o experimento. O resultado sugere que a má imagem da Microsoft contaminou o Windows Vista, prejudicando a percepção que as pessoas têm dele. Em outras palavras, muita gente tem antipatia pela Microsoft e tende a ver os produtos dela com desconfiança, mesmo que não saibam se são bons ou ruins. Um estrago na imagem como esse demora muitos anos para ser revertido, se é que isso é possível.
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- 30/07/2008 - 15:38
Microsoft finaliza novo Windows Media Center
O WMC atualizado: esta tela, que tem circulado na web, indica versão 6.1 Conhecida pelo codinome Fiji, a nova versão traz vídeo em alta definição. Chamado oficialmente de Windows Media Center TV Pack 2008, o Fiji traz novidades como miniaturas em formato 16 por 9 e configurações para gravação de vídeo em alta definição. O controle de placas receptoras de TV recebeu aperfeiçoamentos. E há mais facilidade para o usuário definir números de canais personalizados. No entanto, alguns dos recursos mais esperados, como suporte à programação da DirecTV (no Brasil, Sky) e ao padrão de vídeo H.264, parecem estar ausentes. O formato DVR-MS (Microsoft Digital Video Recording), usado para gravação de vídeo, está sendo substituído por um novo padrão chamado WTV. Ao menos na teoria, isso pode facilitar o intercâmbio de arquivos de vídeo com aplicativos de outros fabricantes. Sabe-se que o Fiji vem sendo testado em segredo por usuários americanos há vários meses. O codinome até gerou uma reclamação do governo de Fiji, que não gostou de ver o nome do país associado a um produto da Microsoft. Agora, uma nota na Knowledge Base da Microsoft confirma que a versão em inglês está pronta. Ela já estaria sendo distribuída a fabricantes de micros para ser instalada em novas máquinas. Telas do software em alemão também têm aparecido na web. A atualização ainda não foi liberado para download. A expectativa é que isso aconteça em setembro ou outubro. A razão para a demora ainda é um mistério, já que o produto parece estar finalizado. Não tenho notícias sobre a versão em português do WMC TV Pack 2008. Mas ela pode demorar, já que a Microsoft ainda precisa incorporar a programação de TV brasileira ao produto.
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- 23/07/2008 - 10:40
Microsoft prepara Windows Mobile 7 para competir com iPhone
Windows Mobile 7: estas telas têm circulado na web e, supostamente, são de um beta da nova versão Pelo menos dois fabricantes já planejam usar a nova versão do sistema operacional. Segundo o site PhoneReport, a HTC pretende começar a vender seus primeiros smartphones com Windows Mobile 7 no início de 2009. Outra empresa que já desenvolve aparelhos com WM7 é a MWg, fabricante de Singapura pouco conhecido no Brasil, mas razoavelmente importante na Europa e na Ásia. Seu objetivo seria ter os aparelhos prontos até o fim deste ano. Considerando esses planos, é provável que o sistema operacional fique pronto para ser entregue aos fabricantes ainda neste ano. A Microsoft vem mantendo segredo sobre as novidades do WM7. Mesmo assim, algumas informações têm vazado na web. O blog Inside Microsoft, por exemplo, traz uma longa descrição do que deverá ser o WM7, suportamente fornecida por alguém da empresa. Sabe-se que o sistema operacional deverá incorporar algumas características do iPhone. A principal mudança está na interface feita para ser acionada com as pontas dos dedos. O uso de caneta, hoje quase obrigatório no Windows Mobile, será bastante menos freqüente. Ao que parece, além de reconhecer toques feitos com os dedos e movimentos feitos com o próprio aparelho, como o iPhone, o WM7 vai aceitar também gestos que serão captados pela câmera, algo que o iPhone não reconhece. Deve haver, também, vários melhoramentos nas funções de música, vídeo e manuseio de fotos. A interface gráfica deve mudar para eliminar, sempre que possível, a barra de rolamento - hoje uma presença constante na tela do Windows Mobile. Para rolar a tela, o usuário passará a fazer movimentos com os dedos em qualquer lugar dela. Se o plano da Microsoft for mesmo liberar o WM7 no início de 2009, a empresa deve começar a falar dele em breve. Resta aguardar um pouco mais.
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- 11/07/2008 - 10:50
Projeto secreto da Microsoft pode dar origem ao Windows 8
O Midori, sistema operacional ultra-secreto da Microsoft, poderá suceder o Windows 7 em 2013. Há poucos dias, comentei neste blog que o Singularity, sistema operacional não-Windows da Microsoft, está liberado para download. Embora não tenha utilidade prática no momento, o Singularity dá o que pensar. Em toda a história dos sistemas DOS/Windows, a Microsoft sempre manteve alto grau de compatibilidade com versões anteriores. Apesar das reclamações sobre os aplicativos do XP que não rodam no Vista (sim, são muitos), o fato é que há programas criados há mais de dez anos que ainda podem ser usados no Windows mais recente. A Apple seguiu um caminho diferente quando lançou o Mac OS X, em 2001. Esse sistema operacional não roda nativamente os aplicativos das versões anteriores do Mac OS. Para executá-los, usa-se uma camada de emulação. É possível que a Microsoft esteja pensando em fazer algo parecido com o Windows algum dia. Depois de 27 anos no mercado (o MS-DOS nasceu em 1981), o peso da compatibilidade é um problema para o Windows, já que impede uma modernização mais radical na arquitetura. Com o Singularity, a Microsoft tem a oportunidade de vislumbrar como seria um sistema operacional desenvolvido do zero, com uma arquitetura realmente inovadora. Sabe-se que a empresa tem outro projeto de sistema operacional, supostamente ligado ao Singularity, conhecido pelo codinome Midori. A Microsoft não diz uma palavra sobre o Midori. O que se comenta é que alguns dos melhores programadores da empresa foram recrutados para trabalhar nesse projeto ultra-secreto. Logo, trata-se de algo importante. Uma possibilidade levantada por muita gente é que o Midori seria o sucessor do Windows 7, previsto para o início de 2010. Se a empresa mantiver seu plano de apresentar uma nova versão a cada três anos, o Midori estaria sendo preparado para 2013. Essa não é a primeira vez que se comenta que a Microsoft estaria reescrevendo o Windows do zero. Blogueiros, jornalistas e pesquisadores periodicamente levantam essa bola. Em geral, esses comentários são resultado mais do desejo de ver algo novo no campo dos sistemas operacionais que de fatos concretos. A americana Mary-Jo Foley, por exemplo, especula se o Midori não seria uma retomada dos objetivos do Cairo, sistema operacional distribuído e orientado a objeto que a Microsoft tentou desenvolver entre 1991 e 1996. O projeto Midori é liderado por Eric Rudder, da turma de Bill Gates (não da de Steve Ballmer). Gates era o grande entusiasta do projeto Cairo. E Rudder seria a pessoa certa para retomá-lo. Olhando realisticamente, a Microsoft não poderia fazer uma ruptura abrupta com o passado como fez a Apple. A base instalada da Apple está mais ou menos sob controle: há relativamente poucos produtores de software e um único fabricante de micros - ela mesma. No caso dos PCs com Windows, existe uma legião de fabricantes de software e hardware, que produzem equipamentos em configurações extremamente variadas. Qualquer mudança radical afetaria muita gente e causaria tantos problemas que eles acabariam pesando mais que os supostos benefícios do novo sistema. Assim, qualquer mudança deverá ser cautelosa e gradual. Um eventual novo sistema deveria conviver com o Windows durante vários anos. Nesse período, ele seria aperfeiçoado, ganharia aceitação no mercado e teria os principais problemas de compatibilidade resolvidos. O blogueiro Ed Bott lembra que isso foi mais ou menos o que aconteceu com o Windows NT. Quando esse sistema operacional foi lançado, em 1993, ele permaneceu oito anos convivendo com o Windows antigo. Foi só em 2001, com o lançamento do Windows XP - um derivado do NT - que a antiga base de código do Windows foi abandonada. Se o Midori vier a se tornar um produto comercial, algo semelhante deve ocorrer com ele.
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- 07/07/2008 - 17:06
Microsoft libera sistema operacional para download
Arquitetura do Singularity: a idéia é criar um sistema operacional mais confiável que o Windows Interessados podem baixar o Singularity, sistema experimental não-Windows da empresa. O Singularity foi desenvolvido do zero por um grupo de pesquisa da Microsoft, que começou a trabalhar nele em 2003. Como não havia a obrigação de o sistema ser compatível com o Windows, o grupo teve bastante liberdade para inovar. Foi escrito quase totalmente numa versão estendida da linguagem C#. A Microsoft diz que o objetivo do projeto é criar novas tecnologias em linguagens de programação, compiladores e ferramentas. O projeto envolve, também, alguma experimentação com arquitetura. Quase todos os sistemas operacionais atuais - incluindo Linux, Unix, Mac OS e Windows - têm sua arquitetura básica derivada do Multics, criado nos anos 60. O Singularity segue um modelo diferente. Segundo a Microsoft, cada aplicativo, driver de dispositivo ou componente do sistema roda num processo isolado por software, ou SIP. O sistema não permite que os SIPs compartilhem memória ou modifiquem seu próprio código. A comunicação entre SIPs é feita por um sistema de mensagens. O resultado, ao menos na teoria, é uma plataforma mais robusta e segura que o Windows. O pacote que está disponível para download desde março é o RDK, kit de desenvolvimento e pesquisa. Ele inclui código-fonte, material informativo e ferramentas de compilação e teste. Está liberado para uso educacional, não comercial. Naturalmente, o Singularity não tem utilidade prática no momento, já que não existem aplicativos para ele. Além disso, não há interface gráfica e o suporte a dispositivos de hardware é bastante restrito. O software serve basicamente para estudo e pesquisa. Mas é razoável supor que a Microsoft esteja usando essa plataforma para desenvolver e testar tecnologias que poderão estar em futuras versões do Windows.
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- 02/07/2008 - 17:33
Utilitário ajuda a domar o UAC no Windows Vista
TweakUAC: é fácil de usar, mas só recomendo para usuários avançados O TweakUAC permite tornar o controle de contas menos incômodo. Ainda que alguma proteção contra programas nocivos seja necessária num sistema operacional, o controle de contas de usuários do Windows Vista (UAC) comete alguns exageros. Há situações em que ele pede autorização duas vezes antes de executar uma instalação de aplicativo, por exemplo. O exagero leva algumas pessoas a clicar em Continuar, nos avisos, mesmo sem lê-los - uma atitude obviamente insegura. O TweakUAC, da WinAbility, é um utilitário gratuito que permite configurar o controle de contas. É útil para o usuário avançado, que freqüentemente depara com os pedidos de confirmação do sistema e quer desativá-los. Antes de continuar com a discussão, um aviso: se revolver mexer no UAC, prossiga por sua própria conta e risco, já que uma configuração inadequada pode criar problemas de segurança no micro. Para usar o TeweakUAC, não é preciso instalá-lo. Basta baixar o programa e rodá-lo. A tela que aparece é auto-explicativa. Há opções para desligar totalmente o UAC, deixá-lo "silencioso" para o administrador ou ativá-lo plenamente (caso ele tenha sido desativado). Antes de escolher uma dessas opções, vale relembrar o que faz o UAC. Ele faz com que os programas rodem no micro com permissões reduzidas. Assim, se um desses programas tentar causar estragos na máquina, pelo menos os arquivos do sistema estarão protegidos. É bom notar que, se houver uma tentativa de baixar e instalar um novo programa, o Windows Vista vai pedir autorização com ou sem UAC (como o Windows XP). Se o usuário permitir a instalação, o programa passará a rodar sem nenhum pedido posterior de autorização. O UAC, portanto, não alerta o usuário sobre programas nocivos que já estão no micro. Ele apenas faz com que esses programas (como todos os outros) rodem com privilégios reduzidos. Isso é bom, já que limita os danos que o programa nocivo poderia causar ao sistema. Os avisos que incomodam tanta gente aparecem quando o usuário tenta realizar alguma operação que exige permissões de administrador, como editar o Registro do Windows, por exemplo. Nesse caso, o administrador precisa clicar em Continuar no pedido de autorização e, se for o caso, digitar sua senha. Ao fazer isso, ele eleva os privilégios do programa em questão (no caso da edição do Registro, o Regedit.exe) para que rode no nível do administrador, com pleno acesso aos arquivos protegidos do sistema. Por isso, esses pedidos são também chamados de pedidos de "elevação". Voltando ao TweakUAC, a opção que deve interessar ao usuário avançado é o modo silencioso, ou quiet mode. Nele, o administrador poderá rodar utilitários que modificam o sistema sem passar pelas janelas de elevação. No entanto, o Internet Explorer vai continuar trabalhando no modo protegido e os programas comuns ainda vão atuar com privilégios reduzidos. Assim, os principais benefícios do UAC ficarão preservados. Se o micro tiver outros usuários, eles continuarão proibidos de usar programas que modificam arquivos do sistema sem autorização do administrador. Um problema do modo silencioso do UAC é que a Central de Segurança do Windows não considera essa configuração segura. Ocasionalmente, ela emite avisos dizendo que há problemas de segurança. Podemos evitar isso desativando os avisos de segurança emitidos na área de notificação (aquela onde fica o relógio) do Windows. Isso pode ser feito abrindo a Central de Segurança (digite "segurança" no campo de busca do menu Iniciar). Na coluna esquerda, clique em Alterar o Modo de Alerta da Central de Segurança. Escolha, então, a opção desejada. É claro que, se você optar por omitir os avisos e o ícone de notificação, o Windows deixará de avisá-lo sobre possíveis problemas de segurança. Fica, então, por sua conta certificar-se de que as defesas do micro estão em ordem.
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- Maurício Grego
- 24/06/2008 - 11:32
Windows ganha nova cara em micro da HP
TouchSmart, da HP: interface por toque que se sobrepõe ao Windows Vista O TouchSmart, micro de mesa com tela sensível ao toque, usa uma interface gráfica própria da HP. A primeira versão desse micro começou a ser vendida nos Estados Unidos em janeiro do ano passado, quando foi lançado o Windows Vista. Algumas semanas antes, Bill Gates havia apresentado o produto durante sua palestra no Consumer Electronics Show. Agora, o computador da HP chega à sua segunda geração, ainda sem previsão de lançamento no Brasil. Com CPU embutida no monitor, ele lembra o iMac, da Apple. Mas o TouchSmart tem tela sensível ao toque, raríssima em micros de mesa. Para explorar melhor esse recurso, a HP criou seu próprio software, que também se chama TouchSmart. Quando o software TouchSmart não está rodando, o micro comporta-se como qualquer computador com Windows Vista. Quando entra em ação, o programa da HP sobrepõe-se à interface normal do Windows. É um papel comparável ao do Windows Media Center, que se sobrepõe ao Windows para facilitar o comando da máquina por meio de um controle remoto. Entre as tarefas que podem ser realizadas tocando a tela com os dedos estão coisas como recortar fotos, escolher CDs e filmes numa coleção e fazer anotações. Se você pensou no iPhone ao ler essa descrição, acertou em cheio aonde a HP quer chegar. Mas note que o TouchSmart aceita um único toque de cada vez. A tela -- diferentemente da do iPhone e da do Surface, da Microsoft -- não é multitoques. A interface do Windows 7 deverá ser do tipo multitoques, mas essa versão futura do Windows não vai ficar pronta antes do final de 2009. Por enquanto, o que a Microsoft oferece para tela sensível ao toque em micros são os recursos de Tablet PC do Windows Vista. Criada essencialmente para uso com caneta (não com os dedos), a interface do tipo Tablet PC nunca alcançou grande popularidade. Daí o esforço da HP em criar sua própria interface por toque, com ênfase na facilidade de uso e nas aplicações de entretenimento. E, dado o enorme sucesso do iPhone, nada mais natural do que imitar, de leve, a Apple.
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- Maurício Grego
- 17/06/2008 - 17:24
Microsoft terá novo Windows Embedded já neste ano
O sistema operacional vai substituir o Windows XP Embedded. Um beta (Community Technology Preview, CTP) desse software foi liberado há poucos dias no site Microsoft Connect, e apresentado num evento na Flórida, o TechEd 2008. Chamado de Windows Embedded Standard 2009, o produto deverá substituir o Windows XP Embedded. O lançamento está previsto para o final deste ano. Entre os equipamentos que poderão usar esse software estão conversores de TV digital, bombas de combustível, controles industriais, eletrodomésticos e terminais de computador. O beta é dirigido, portanto, a fabricantes desses equipamentos e a empresas que desenvolvem software para eles. O novo sistema vai ocupar pelo menos 40 MB de espaço para instalação. É verdade que há distribuições do Linux para uso dedicado que exigem muito menos que isso. Mas 40 MB é também o espaço mínimo ocupado pelo Windows XP Embedded atual. Já é uma proeza o tamanho não ter aumentado. O novo Windows Embedded terá uma série de módulos não disponíveis hoje no XP Embedded. Entre eles, estão Silverlight, .NET Framework 3.5, Windows Media Player 11 e Internet Explorer 7, além de ferramentas de gerenciamento e segurança atualizadas. O Windows Embedded Standard 2009 é baseado no XP. Mas a Microsoft já desenvolve, também, um sistema derivado do Windows CE para uso dedicado, o Windows Embedded Compact. Tem lançamento previsto para 2009. Depois dele, virá o Windows dedicado baseado no Vista, conhecido pelo codinome Quebec. O que se sabe sobre o Quebec é que terá versões de 32 e 64 bits e trará recursos como a criptografia BitLocker, o Firewall do Windows e o Windows Defender. A transição para a base de código do Windows Vista deverá trazer junto um aumento substancial de tamanho. Tem circulado na web a previsão de que o Quebec vai exigir 300 MB para instalação e que sairá em 2010. No entanto, Ilya Bukshteyn, diretor de marketing do Windows Embedded, disse, algumas semanas atrás, que não estava descartada uma mudança para a base de código do Windows 7. Se essa mudança acontecer, o Quebec poderá demorar mais para ficar pronto. E o tamanho fica realmente imprevisível.
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- Maurício Grego
- 09/06/2008 - 16:29
Microsoft diz que XP continua vivo nos desktops
A empresa anuncia que o Windows XP continuará disponível também para PCs de mesa. Inicialmente, a Microsoft pretendia descontinuar o Windows XP no dia 30 de junho. Depois, anunciou que ele continuaria disponível para mininotebooks de baixo custo. Nesta semana, durante a feira Computex, em Taiwan, a empresa confirmou que a oferta está sendo estendida a micros de mesa de baixo custo. A notícia não surpreende. O mercado de micros de baixo custo continua forte no Brasil e tem crescido em outros países. A Asus, por exemplo, apresentou nesta semana seu Eee Box, a versão de mesa do bem sucedido Eee PC. Em geral, as máquinas mais baratas são fraquinhas demais para rodar o Windows Vista. Se a Microsoft realmente parasse de vender o XP para esses micros, seus fabricantes seriam forçados a vendê-los com Linux (o Eee Box, como o Eee PC, terá versões com Linux e Windows). Obviamente, a Microsoft não quer perder espaço para a turma do pingüim. Assim, nada mais natural que continuar oferecendo o velho XP também para os micros de mesa. Há duas coisas que podem levar a uma aposentadoria definitiva do XP. A primeira é o hardware dos micros baratos avançar o bastante para rodar o Vista. Minha avaliação é que isso deverá acontecer com os desktops em, no máximo, dois anos. Mas pode demorar muito mais no caso dos mininotebooks. Neles, manter baixo o consumo de energia e o preço é mais importante do que aumentar o poder de processamento. A segunda coisa que pode aposentar o XP é a chegada de uma nova versão do Windows capaz de rodar bem em máquinas fraquinhas. Apesar de todos os rumores, ainda não está claro se o Windows 7 terá, mesmo, uma edição ultraleve, para micros baratos. Vamos ter de aguardar um pouco mais para saber. Enquanto isso, os micros de baixo custo vão continuar rodando XP ou Linux.
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- Maurício Grego
- 04/06/2008 - 11:49
Interface do Windows 7 terá o estilo do iPhone
A Microsoft demonstrou a nova interface multitoques do Windows num evento na Califórnia. Essa característica, que eu já havia mencionado neste blog, foi confirmada nesta semana pela Microsoft. O assunto foi abordado por Bill Gates e Steve Ballmer durante a conferência D: All Things Digital, na Califórnia. Lá, a vice-presidente da Microsoft Julie Larson-Green demonstrou uma versão alfa da nova interface gráfica. Essa apresentação foi feita um ano depois de Bill Gates ter mostrado, na mesma conferência, o Surface, computador-mesa com interface multitoques. Este é um vídeo da Microsoft com parte da demonstração: Na demonstração, Julie Larson-Green usou os dedos para manipular fotos, navegar em mapas e tocar um piano virtual, várias teclas ao mesmo tempo. A maneira de rolar itens na área de trabalho e nos menus lembra bastante o iPhone. A Microsoft diz que a interface multitoques vai funcionar com as telas sensíveis ao toque atuais. Confirmando isso, parte da demonstração foi feita num notebook da Dell com tela sensível. Em geral, esse tipo de tela é encontrado nos tablet PCs. Eles estão no mercado há mais de cinco anos, mas nunca tiveram ampla aceitação. No Brasil, por ser mais caros que os notebooks comuns, eles ainda são raros. Mas parece-me que há outra razão para eles nunca terem se popularizado, que é o uso pouco eficiente da tela sensível ao toque. Com o iPhone, a Apple trouxe uma nova maneira de utilizar esse tipo de tela, da mesma maneira que a Palm inovou ao usar intensamente a tela sensível ao toque para entrada de dados 12 anos atrás. A proposta do Windows 7 é levar a interface multitoques do iPhone a esses PCs-prancheta. Isso abre perspectivas interessantes. É bastante possível que a Apple também crie uma versão do Mac OS para Mac-pranchetas, com interface multitoques, é claro. E não há dúvida de que haverá outros smartphones com tela multitoques, além dos da Apple. Os tablet PCs ainda são caros, mas já começam a aparecer alguns com preços mais razoáveis. Na INFO de junho, vamos publicar o teste de um modelo da HP que custa 3 999 reais. Com o Windows 7, é possível que esse tipo de equipamento ganhe uma aceitação maior. Isso também traria um barateamento adicional, por causa da maior escala de produção. Outra coisa que pode acontecer é os fabricantes passarem a oferecer telas sensíveis ao toque para os modelos mais caros de micros de mesa e notebooks tradicionais. De acordo com Steve Ballmer, o Windows 7 fica pronto no fim de 2009. Resta saber se as novidades estarão só na superfície, como as que foram demonstradas nesta semana, ou se a Microsoft vai resolver também os problemas de lentidão e compatibilidade que acabaram marcando o Windows Vista.
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- Maurício Grego
- 28/05/2008 - 13:51
Windows ganha editor de metadados para fotos
Além de dados como título e nome do autor, o Pro Photo Tools acrescenta informações geográficas. O programa parece uma versão ampliada do Photo Info. Ele permite visualizar, modificar, apagar ou acrescentar metadados a arquivos de imagens. Isso inclui descrição da foto, informações de copyright, data, horário e localização. Dados sobre a câmera e os parâmetros de exposição empregados podem ser visualizados, mas não alterados. A parte de localização é a mais interessante. É possível importar registros de rotas de um GPS ou de um aplicativo de mapeamento. Entre os formatos de arquivo aceitos estão NMEA (padrão para navegação marítima), GPX (formato neutro para GPS) e KML (do Google Earth). Essas rotas são visualizadas sobre mapas ou fotos aéreas do site Live Earth, da Microsoft. Depois, o usuário posiciona as imagens na rota, indicando onde foram fotografadas. Também é possível posicionar uma foto em qualquer lugar do mapa, sem que haja uma rota associada. As coordenadas geográficas do local serão acrescentadas ao arquivo. Depois de experimentar o aplicativo, minha conclusão é que ele é útil para alterar rapidamente os metadados de uma foto. Mas há coisas que não funcionam bem. Existe, por exemplo, a opção de fornecer um endereço de rua e pedir ao programa que obtenha as coordenadas geográficas correspondentes. Esse recurso usa a base de dados do Windows Live Local, que inclui muitas cidades brasileiras. Mesmo assim, testei essa função com vários endereços e só recebi mensagens de erro. O Pro Photo Tools está disponível para download gratuito, mas requer o Windows XP ou Vista genuíno (é preciso validar o sistema operacional para fazer o download).
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- Maurício Grego
- 16/05/2008 - 16:04
Windows XP SP3 falha em micros com processador AMD
Alguns PCs ficam reiniciando eternamente quando se tenta instalar o Service Pack. O problema foi relatado por usuários em fóruns de discussão da Microsoft na web. A falha se manifesta em alguns micros com processador AMD que vieram da fábrica com o Windows pré-instalado. Ela afeta, por exemplo, certos modelos da HP vendidos nos Estados Unidos. Nesse caso, se o usuário tentar instalar o Service Pack 3, o PC pode entrar num ciclo infinito de reboots. O que ocorre é que o sistema trava durante a partida. Nessa situação, o Windows XP automaticamente tenta reiniciar. Como o travamento se repete sempre, o ciclo de reinícios prossegue indefinidamente. Jesper Johansson, especialista da Microsoft, publicou algumas dicas em seu blog sobre como contornar o problema. Seu primeiro conselho é que o usuário tenha calma. Ou seja, nada de ações drásticas, como formatar o disco. Johansson explica que a origem do problema está no gerenciamento de energia do Windows XP. Nos micros com processador AMD, esse gerenciamento é feito pelo driver amdk8.sys. Nos PCs de arquitetura Intel, esse papel cabe ao componente intelppm.sys. Normalmente, não há problema em ter os dois arquivos no computador. No entanto, em micros com processador AMD, quando se dá a partida pela primeira vez após a instalação do Service Pack, os dois drivers podem entrar um conflito. O computador não consegue dar a partida, ou trava exibindo o código de erro 0x0000007e. Se esse código for exibido, é quase certo que esse é o problema. Para consertar a falha, a primeira providência é interromper os reinícios automáticos. Para isso, deve-se teclar F8 durante a partida e acionar a opção Desativar a reinicialização automática quando há falha do sistema. Em seguida, é preciso dar a partida no Modo de Segurança e desativar o driver intelppm.sys. É bom lembrar que isso é para micros com processador AMD. O intelppm.sys jamais deve ser desabilitado em micros com arquitetura Intel. Para desativar o driver, digita-se este comando no Prompt do sistema:
sc config intelppm start= disabled Johansson diz que isso deve resolver o problema. Essa falha não ocorreu em nenhum dos micros do INFOLAB que rodam Windows XP. Em todos eles, fizemos a atualização para o SP3 sem problemas. Por isso, não chegamos a testar a solução indicada por Johansson. Há outras falhas que vêm sendo relatadas em fóruns de usuários do Windows XP. Mas elas parecem se referir a configurações de hardware bastante específicas. Assim, afetam poucos usuários.
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- Maurício Grego
- 12/05/2008 - 16:08
Windows pode ganhar um toque de Photoshop
Photoshop Lightroom: a interface gráfica incomum desse aplicativo da Adobe é elegante e funcional Mark Hamburg, que criou o Photoshop Lightroom, agora trabalha na Microsoft. A tarefa de Hamburg será desenvolver a interface gráfica de versões futuras do Windows. Considerando a trajetória profissional dele, novidades interessantes poderão surgir desse trabalho. Hamburg entrou na Adobe em 1990, o ano que em que o Photoshop 1.0 começou a ser vendido, e trabalhou no desenvolvimento desse aplicativo até 2002. Depois, passou a elaborar o que viria a ser o Photoshop Lightroom, o produto mais arrojado criado pela Adobe nos últimos anos. Seguindo o caminho inaugurado pelo Aperture, da Apple, o Lightroom trouxe uma nova maneira de trabalhar com fotografias. Gosto bastante desse software. Sua interface incomum coloca ao alcance do mouse uma variedade de controles avançados. É muito bom perceber que, ao criá-lo, Hamburg e seus colegas não ficaram presos à complicada interface gráfica do Photoshop. Em vez disso, partiram para algo radicalmente novo. É esse sopro de renovação que Hamburg poderá levar ao Windows. O fotógrafo Jeff Schewe conta, em seu blog, como foi a festa de despedida. Segundo ele, Hamburg teria dito: "Eu acho a atual experiência de usar o Windows realmente incômoda, mas tenho de lidar com ele assim mesmo. Esta oportunidade era interessante demais para dizer não". Conhecido por ser criativo e perfeccionista, Hamburg poderá produzir novidades interessantes. Mas há limites para o que ele pode fazer. Mudar a interface gráfica de um produto existente é muito mais difícil do que criar um novo. Às vezes, para o usuário, o choque de ter de aprender a usar algo diferente é tão grande que é melhor deixar como está. A própria Adobe tem sido cautelosa com a interface do Photoshop. Uma reforma geral seria bem-vinda. Mas os usuários atuais estranhariam muito. Assim, a empresa tem feito mudanças graduais, em doses homeopáticas. E há usuários experientes do Office que ainda apanham da interface da versão 2007, que é bastante diferente das anteriores. Mesmo considerando essas limitações, não é mal imaginar um Windows com a elegância e a praticidade do Lightroom.
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- Maurício Grego
- 06/05/2008 - 11:12
Windows 7 terá aplicativos online
O próximo sistema operacional para micros da Microsoft trabalhará integrado ao site Windows Live. Aplicativos como Galeria de Fotos, Windows Mail e Movie Maker deixarão de ser instalados com o sistema operacional. Em vez disso, o Windows passará a empregar os serviços online correspondentes do site Windows Live. O plano foi descrito num memorando interno da Microsoft em agosto do ano passado. Esse documento foi recentemente publicado na web pela blogueira americana Mary Jo Foley. O texto é assinado por três vice-presidentes da Microsoft, que contam como o Windows Live deverá evoluir e se integrar ao Windows e ao Office. Alguns dos aplicativos online que deverão ser integrados ao Windows 7 já fazem parte do Windows Live. Três exemplos são Messenger, Galeria de Fotos e Writer (o editor de blogs). Outros estão em desenvolvimento, como o Windows Live Movie Maker, conhecido pelo codinome Sundance. O cardápio completo deverá fazer parte do chamado Windows Live Wave 3, a próxima geração do pacote de serviços online da Microsoft, que poderá ser liberada ainda neste ano se a equipe de desenvolvimento cumprir o cronograma. Uma dúvida é se a Microsoft vai começar a cobrar pelos serviços online. A empresa chegou a distribuir a alguns testadores cópias beta de um produto chamado ValueBox (codinome Albany). Ele incluiria o pacote de aplicativos Office Home and Student (que agora é vendido no Brasil por 199 reais) e acessos ao Windows Live OneCare e ao Office Live Workspace. Como se sabe, diferentemente do rival Google Docs, o Office Live Workspace apenas armazena documentos, sem oferecer a possibilidade de editá-los no próprio browser. A idéia do ValueBox seria oferecer o pacote Office, para edição no micro, junto com os serviços online complementares. Com aplicativos online como o Google Docs ganhando popularidade rapidamente, é natural que a Microsoft também ofereça alguma coisa online para se contrapor a eles. Quanto ao Windows 7, o cronograma oficial continua prevendo que fique pronto no fim de 2009, com início das vendas avulsas no início de 2010, três anos depois do lançamento do Vista. Claro que, como todos sabemos, a Microsoft nem sempre cumpre o cronograma. Assim, ninguém deve estranhar se o Windows 7 demorar mais que o planejado para ficar pronto.
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- Maurício Grego
- 30/04/2008 - 11:23
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