Foi em 8 de dezembro de 1993 que os militares americanos aceitaram a idéia de liberar o sinal do GPS para uso civil pela primeira vez. As pessoas comuns, ainda demorariam alguns anos para poder usar o sistema em seus carros e aventuras de final de semana, mas foi há 15 anos que a coisa realmente começou a andar.
A idéia de monitorar o posicionamento de objetos por meio de sinais de satélite nasceu mesmo nos anos 50, com experiências dos americanos para acompanhar os sinais de rádio emitidos pelo pioneiro satélite russo Sputnik. Depois disso, os militares fizeram muitas outras experiências com submarinos e outros satélites, mas era tudo “top secret”, rudimentar e experimental.
Nos anos 70 foi que a coisa tomou a forma com a qual conhecemos hoje. Em 1973, nasceu a idéia do sistema que viria a dar forma ao GPS que conhecemos, era o Navstar Global Positioning System, do Pentágono –que só começou a funcionar de fato em 1978, baseado em 18 satélites. Esse primeiro sistema oferecia uma precisão de 100 metros. Hoje seria tosco, na época era o máximo.
Vinte anos depois, o Departamento de Defesa dos EUA liberou o uso do SP (Standard Positioning Service) para o uso do Ministério do Transporte. O resto da história você já conhece...
NE.: O navegador que ilustra o post é um Garmin GPS III... última palavra em tecnologia... em 1998.
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- Juliano Barreto
- 12/12/2008 - 17:24
Elektronika PC 16, o notebook soviético
Receber sugestões é ótimo. E sei que todo mundo é nostálgico, em maior ou em menor grau. Por isso, fique à vontade para deixar pedidos e sugestões nos comentários do blog. Este post, por exemplo, nasceu de uma dica do colega Bruno Garattoni, do blog RE:BIT.
O micro “portátil” Elektronika PC 16 foi desenhado para que engenheiros pudessem ter uma certa mobilidade para operar os computadores gigantescos das fábricas. Ele fechava como uma maleta e podia ser plugado em outros terminais ou redes.
De acordo com o site English Russia, que descobriu essa pérola, na época ele custava 25 mil rublos, enquanto o salário médio de um russo era de 500 rublos. Poucas unidades foram construídas. Mais ou menos umas mil.
E isso é quase tudo que se sabe sobre a máquina. É muito difícil reunir detalhes sobre os produtos da Elektronika. A empresa, criada ainda em tempos de Guerra Fria, era mestra em engenharia reversa. O próprio Elektronika PC 16 é um clone do pioneiro Toshiba 3100.
Mas os russos iam muito mais longe. A Elektronika clonava processadores, calculadoras, relógios e até mini-games. Enfim, chega de papo, o lance mesmo é olhar toda a “leveza” e “graça” do primeiro laptop russo;
*A FIGURINHA* Processador: chip clone do Intel 8086, com 4.47 Mhz Memória RAM: 1 MB Vídeo: CGA (padrão de duas cores: preto e branco) Resolução: 640×200 Peso: 4,5 Kg
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- Juliano Barreto
- 05/12/2008 - 14:25
Os vencedores do Prêmio INFO... de 1998 (parte 2)
Na segunda parte deste post, vamos conhecer os programas que receberam o Prêmio INFO de 1998. Note que a Microsoft estava no seu auge. A empresa ganhou em uma penca de categorias, que mais tarde jamais iria voltar a conquistar.. como a “editoração eletrônica”. Outro vencedor que ficou na poeira foi o Delphi. E pensar que em 1998 ele era tão promissor...
**CATEGORIA SOFTWARE**
*SISTEMA OPERACIONAL (desktop)* Foram três anos de espera, mas valeu a pena. O WINDOWS 98 estreou no mercado em junho e, em menos de seis meses, mais de 10 milhões de usuários já fizeram atualização ou adquiriram um PC com ele instalado.
*UTILITÁRIO* Quando o computador está lento demais ou insiste em estampar mensagens indecifráveis na tela, a quem apelar? Segundo 51,58% dos votos, o melhor é correr para o NORTON UTILITIES 3.0, da Symantec.
*SISTEMA OPERACIONAL (rede)* Com 80 milhões de usuários, o NetWare, da Novell, é um dos softwares mais famosos de todos os tempos. Desde o início do ano, CIOS do mundo todo aguardaram o NETWARE 5, que prometia um salto no gerenciamento de redes. O produto só chegou em setembro, mas cumpriu o que prometeu.
*EDITORAÇÃO ELETRÔNICA* O que um programa de editoração eletrônica precisa ter para ser popular? Primeiro, reunir um monte de gabaritos prontos para uso. Segundo, guiar o leigo na realização de cada trabalho. Seguindo à risca esses preceitos, o PUBLISHER 98, da Microsoft, conquistou o primeiro lugar em seu nicho.
*GAMES* Em ano de copa do mundo, não deu outra: o FIFA 98, da EA Sports, foi o jogo preferido entre os assinantes da INFO, com 41,83% dos votos. Mais de 50 000 cópias suas foram vendidas no país. Pelo menos no game, os brasileiros puderam ganhar a Copa e esquecer o baixo-astral da França.
*LINGUAGEM* O DELPHI 4 sintetiza a guinada da Inprise — antiga Borland — em direção às corporações. Versátil, é tão útil ao desenho de um simples aplicativo quanto ao desenvolvimento de um banco de dados. Não é sem motivo, portanto, que vendeu 1 milhão de cópias.
*FREEWARE* Existe alternativa ao Windows na face da Terra. Para algo em torno de 7,5 milhões de pessoas, essa opção se chama LINUX 2.035 e, o que é melhor, pode ser conseguida de graça na rede.
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- Juliano Barreto
- 01/12/2008 - 18:19
Os vencedores do Prêmio INFO... de 1998
Na próxima edição da INFO, você vai descobrir quem foram os vencedores do Prêmio INFO de 2008. Como aqui no Ctrl+Z o assunto é velharia, vamos voltar no tempo e falar do Prêmio INFO de 1998. Para começar, é hora de relembrar quem mais se destacou na categoria hardware.
Na época em que um notebook de 5 quilos era considerado levíssimo, quem se destacavam eram o “diminuto” celular StartTAC, os micros com o recém-chegado Pentium II e o Palm III. Na seqüência, você confere trechos da matéria da edição 153, e mata as saudades dos destaques de dez anos atrás!
PS. Se você não tiver tempo de ler tudo, vá direto para os trechos grifados. É diversão nostálgica garantida ou o seu dinheiro de volta.
**VENCEDORES EM HARDWARE**
*MICRO DE MESA* As marcas brasileiras são raras em computação — mas quando pegam, pegam de verdade. O melhor micro do ano, segundo os assinantes da INFO, foi o INFOWAY TORRE PII 400, da Itautec --um dos primeiros PCs com Pentium II 400 no país.
*COMPUTADOR DE MÃO* É difícil resistir ao PALM III, da 3Com. Ele cabe no bolso, é fácil de usar e tem centenas de títulos. Isso explica seu sucesso: o Palm III detém 41,4% do mercado total de equipamentos de mão e recebeu 59,75% dos votos dos leitores de INFO.
*NOTEBOOK* Ele é leve e potente, fácil de levar de lá para cá, para o trabalho ou para o lazer. Com esses atributos, o THINKPAD 600, da IBM, conseguiu o primeiro posto entre os melhores notebooks de 1998.
*DISCO REMOVÍVEL* Mais de 16 milhões de pessoas em todo o mundo compraram um drive Zip, da Iomega, nos últimos três anos, para poder carregar arquivos maiores que os disquetes de mísero 1,44 MB.
*TELEFONE DIGITAL* Desde que fez sua aparição no mercado, o diminuto StarTAC se tornou o mais desejado aparelho de telefone celular analógico. Topo de linha da família, ele pesa apenas 88 gramas e inclui um minigravador para que seu portador não tenha de se preocupar em tomar pequenas notas no papel quando está em trânsito.
*PLACA DE VÍDEO* Tudo o que um gamemaníaco precisa para se sentir feliz na frente do micro é um excelente jogo, imagens vibrantes e movimentos contínuos. A escolha do game fica por conta de cada um. A 3D BLASTER VOODOO2, da Creative Labs, pode se encarregar do resto. A Voodoo2 obteve a preferência de 45,58% do público. A Creative Labs é a líder mundial no setor, com uma fatia de 60% das placas de som e vídeo vendidas. (é claro que a danada se conectava via AGP)
A lista de vencedores do Prêmio INFO continua no próximo post...
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- Juliano Barreto
- 20/11/2008 - 14:33
Os bons tempos do Mega Drive
Nesta semana, a Tec Toy voltou a ser notícia graças ao anúncio do Zeebo. O projeto diferentão de videogame que baixa jogos via 3G ainda precisa mostrar a que veio, mas, com certeza, a simples menção do nome da empresa brasileira fez um monte de gente lembrar dos áureos tempos da SEGA e do seu mais bem-sucedido produto, o MegaDrive.
Aqui no Brasil, o MegaDrive foi um herdeiro de luxo do Master System que mais tarde disputou mercado pau-a-pau com o Super NES. No exterior o videogame percorreu um caminho muito mais espetacular, e isso ocorreu por um só motivo: a Nintendo era muito mais forte no Japão e nos Estados Unidos do que ela jamais foi aqui.
Tanto na América quanto na Ásia, o NES de 8 bits reinava com seus sucessos imortais (Mario, Zelda, Donkey Kong). A Nintendo era tão forte que esnobou o anúncio da SEGA em criar um videogame de 16 bits. O resultado foi o Megadrive inaugurando o mundo dos games em 16 bits enquanto a rival continuava acomodada em seu reinado de 8 bits.
A Nintendo não estava de todo errada. Nos primeiros anos, o Mega não decolou. Teve resultados tão ruins que os japas decidiram mudar a direção da Sega of America. E aí a história começa a mudar. O novo CEO, Tom Kalinske (ex-Mattel) tomou as duas decisões mais importantes da história da SEGA: definir um look agressivo e adulto para os produtos e criar um mascote que fizesse frente ao já best-seller Mario.
Com a temática menos infantil, a SEGA conquistou um público mais endinheirado e abriu espaço para o excelente Streets of Rage e para jogos de esportes mais bem produzidos. Uma das crias dessa política foi o jogo de futebol americano “John Madden Football”, um sucesso tão fenomenal que transformou a Electronic Arts na maior produtora de games do mundo.
Para completar o golpe de mestre, o Megadrive passou a ser vendido com Sonic, em 1991.
Além do estrondoso sucesso mundial, a SEGA fez a Nintendo tremer. Os rivais precisaram correr atrás do tempo perdido e lançar o Super NES apenas em 1992. Enquantro isso, a SEGA tripudiava com comerciais com o infame trocadilho “Genesis Does. Nintendon’t”.
TRIVIA
Só nos Estados Unidos o Mega se chamava Genesis. A marca Mega Drive já estava registrada por outra empresa.
A CPU Motorola 68000 (de 7.67MHz) do Mega tinha o mesmo processador do Commodore Amiga e os primeiros Macintosh.
Os abomináveis 32X e SegaCD foram criados por desespero/ciúmes dos japoneses. Enquanto o Mega vendia bem no mundo todo, no Japão o console nunca decolou.
O preço original do Megadrive em seu lançamento, no dia 29 de outubro de 1988, era de 21.000 iênes, o equivalente na época a 163 dólares (ou sei lá quantos cruzados).
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- Juliano Barreto
- 13/11/2008 - 19:59
Homenagem ao Windows 98
Nunca é tarde para fazer uma homenagem. Principalmente quando o homenageado merece. Bom, chega de enrolar. Vamos falar do Windows 98. O sistema é mais lembrado pela tela-azul-da-morte e pelos processos anti-monopólio, enquanto o Windows 95 leva toda a fama por ter estreado uma interface realmente visual. Mas, o velho 98 também acertou suas porretadas.
Lançado em junho de 98, ele trouxe o conceito do Plug’n’Play. Aliás, na primeira demonstração pública desse recurso, na Condex daquele ano, Bill Gates plugou um scanner no micro e... todo mundo sabe o mico que foi. De qualquer forma, só por ter facilitado a vida de todo mundo com o reconhecimento automático de hardware, o Windows 98 merece ser lembrado com carinho.
Veja, por exemplo, esse trecho da reportagem de capa da INFO 148 (07/98), escrita pelo mestre Maurício Grego. O fato de instalar um acessório sem precisar de disquetes com drivers ou software adicional já era uma coisa a ser comemorada:
“Tecnologia MMX, drives de DVD, discos rígidos Ultra ATA e interface USB para periféricos — nada disso existia pouco tempo atrás. Dá para usar esses padrões emergentes de hardware com o Windows 95, mas com a versão 98 tudo fica melhor. O suporte nativo torna a instalação e configuração dos equipamentos muito mais amigável. Na maior parte das vezes, não é necessário nenhum programa adicional.”
Outra novidade importantíssima trazida com o Windows 98 foi a “integração com a internet”. Foi o sistema quem acompanhou muita gente no seu primeiro acesso à web. O passaporte para a net, é claro, exigia uma máquina bem potente (para a época).
“A Microsoft promete uma inicialização mais rápida do PC, mas o INFOLAB não constatou nenhum avanço nessa área. Um motivo para isso é que o boot rápido requer suporte na BIOS. As máquinas atuais não possuem esse recurso, que deverá se tornar comum nos próximos meses. Outro motivo é que o Windows 98 carrega boa parte do Internet Explorer durante a inicialização e isso, é claro, toma tempo.”
FIGURINHA A Microsoft dizia que os requisitos mínimos para rodar o Windows 98 eram: Processador 486 de 66 MHz, 16 MB de memória e 500 MB livres no HD. Mas o INFOLAB vaticinou: “Quem tem um PC antigo — digamos, um Pentium 90 com 16 MB — tem boas chances de ficar decepcionado com a perda de velocidade na execução de tarefas.”
TRIVIA
Antes de ser lançado, o Windows 98 usava o codinome Memphis.
Muitas das cagadas do Windows 98 só foram consertadas no Windows 98 SE (second edition). Isso te lembra alguma coisa? SP2 Talvez?
Na capa sobre Windows 98, a INFO também fez uma matéria sobre um tal de Linux, a manchete era: "Um rebelde com causa - Sucesso entre hackers e provedores de acesso, o Linux dá os primeiros passos para se tornar acessível também aos simples mortais"
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- Juliano Barreto
- 07/11/2008 - 11:44
O notebook faz 40 anos
Foi em 1968, no lendário Xerox PARC, que Alan Kay desenvolveu o conceito do Dynabook. Foi a primeira vez que a idéia de um computador portátil era rabiscada em um papel.
O Dynabook nunca chegou a ser fabricado, mas seus conceitos serviram como base e como meta para a criação de computadores menores. Vale lembrar que, nos anos 60, os computadores ocupavam salas inteiras dos escritórios e pesavam centenas de quilos.
Na cabeça do inventor, no entanto, os computadores deveriam ser portáteis. Deveriam poder ser carregados para cima e para baixo e usados, inclusive, por crianças. É incível notar que os primeiros protótipos do Dynabook lembram bastante os smartphones mais modernos de hoje, aqueles que ficam no meio termo entre notebook e telefone.
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- Juliano Barreto
- 04/11/2008 - 11:49
Apple Newton, o vô do iPhone
Nada mais adequado para ser assunto do post inaugural deste Ctrl+Z do que o Newton. A idéia deste espaço é falar das velharias mais modernas da história, dos “gadgets” que marcaram época... bem antes desta expressão existir. E o pioneiro computador portátil da Apple representa esse espírito com perfeição.
Lançado em agosto de 1993, ele não teve um milésimo do hype do iPhone. Mas bem que merecia. Entre as suas qualidades, estavam o reconhecimento de escrita e as aplicações que se adaptavam na tela tanto na horizontal quanto na vertical eram alguns dos destaques. O Newton tinha editor de texto, planilhas, calculadora e conseguia se comunicar com fax e pagers. Pena que era um tijolão.
No começo, o produto nem era chamado de PDA. Esse termo não existia. A idéia da Apple, aliás, nem era chamá-lo de Newton. A empresa batizou o aparelho de MessagePad, mas ele ficou conhecido mesmo devido ao nome do seu sistema operacional, o Newton OS, que fazia um infame trocadilho com o nome do ilustre físico inglês e a colorida maçã do logo da empresa.
Aqui no Brasil, era raro ver um Newton. Também pudera. Ele custava mil dólares e nem nos EUA vendeu muito. Mas não dá para dizer que ele foi um fracasso. Ex-membros da equipe que criou o PDA da Apple usaram sua experiência para criar o Palm Pilot, esse sim um grande sucesso, e mais tarde o sistema operacional do iPod.
A FIGURINHA MessagePad H1000 (Newton Original) Processador: ARM 610 - 20 MHz Memória: 4 MB (ROM) e 640 KB (RAM) Tela: 336 x 240 (monocromática) Bateria 4 pilhas AAA Dimensões (LxAxP): 11 x 18 x 1,9 cm Preço: Mil dólares
TRIVIA *Seu software de sincronização com o PC era vendido separadamente(!) *O SDK para programar em NewtonScript custava mil dólares! *Ah, ele tinha a função copiar-colar que o iPhone não tem!
PICARETAGEM Veja aqui o anúncio do Newton. Nela a Apple diz que o tijolão cabia no bolso. Só se for no bolso do paletó do Didi Mocó...
“WHO IS NEWTON?”
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- Juliano Barreto
- 31/10/2008 - 17:35
PERFILJuliano Barreto é editor da INFO e técnico em informática. Trabalhou na redação das extintas revistas Geek e H4cker e foi repórter da Folha de S.Paulo.