CONFISSÕES DE UM CONSUMIDOR

Blog de Fabio Steinberg


Compactador 7-Zip abre os formatos ARJ e ZIP



Cansado das mensagens que o WinRar e o WinZip mostram para comprá-los? O aplicativo 7-Zip pode acabar com esse drama. Além de ter todas as vantagens dos outros dois programas, esse aplicativo é totalmente gratuito e não enche o saco do internauta com nenhum tipo de mensagem.

Ele funciona com os formatos mais comuns de compactação, como o ZIP, o RAR e o ARJ, entre outros. Como os outros aplicativos do ramo, ele também tem um formato próprio, o 7Z, que promete comprimir os arquivos com 50% mais eficiência em relação ao tradicional formato ZIP.

O programa também se adapta aos menus do Windows. Portanto, clicando com o botão direito do mouse em cima de um arquivo e escolhendo a opção 7-Zip, o internauta compacta qualquer arquivo.

Outro lado positivo do 7-Zip é o seu código, totalmente aberto. Com isso, a comunidade do software livre sempre está aprimorando o programa e melhorando suas funcionalidades.

Baixe o 7-Zip no Download INFO.

Postado por - Fabiano Candido - 17/04/2009 - 09:37


Levei uma xicara de chá quente na cara. Mas mereci!

 Tem dia que a gente deveria ficar na cama e nem acordar. Hoje foi um deles. Inadvertidamente ofendi um sujeito que nunca vi, ao ilustrar o este meu blog com uma imagem que peguei no Google e que já havia sido publicada no blog dele antes. Azar o meu, a cartunista que trabalha comigo estava de licença maternidade e precisei ilustrar com o que passou pela frente. O cara ficou tão furioso que escreveu um blog inteiro contra o que fiz – e acho que além do pedido de desculpas, devo a ele os agradecimentos ao me tirar do anonimato. Nem sabia que eu tinha tanta importância.

Os meus oito leitores – três deles da família – dobraram de número desde então. Para demonstrar o meu arrependimento e corrigir eventuais danos causados, eu bem que gostaria de chamar o blogueiro Guilherme Felitti para um cafezinho. Ou, com o calor que anda fazendo, para tomarmos um mate gelado. Mas pensando bem, não vou fazer isto, pois ele pode achar que é provocação com o nome do blog dele.

Então ficamos assim: eu já pedi desculpas nos comentários do blog dele, e fica aqui também a minha retratação. Errei sim, mas prometo que não faço mais isto. A minha foto, que foi reproduzida ao longo do blog do Guilherme, tipo “procura-se vivo ou morto” embora sem pagar o  copyright, pode ser até montada em photoshop para colocar a minha cabeça numa forca. Se precisar, eu mando uma declaração para a legenda, com a frase “eu mereci”, assinada por mim.  

P.S. – Silvia e Murilo, que me conhecem há tantos anos, por favor falem para o Guilherme que eu até que sou um cara legal e decente.          

Postado por - Fabio Steinberg - 22/12/2008 - 15:05


Só quem tem muita memória vai lembrar-se de tanta memória



Houve um tempo em que, quando se falava em dispositivo de memória móvel, o mundo informático fora dos mainframes era dominado por PCs e seus inseparáveis disquetes. Instalar qualquer programinha implicava no mínimo em carregar junto uma razoável quantidade daqueles apetrechos quadradinhos incômodos de encaixar no bolso, mas na época sinônimo de modernidade. De tão populares, empresas de alta tecnologia costumavam dar no fim de ano como brinde uns relógios que funcionavam sobre a estrutura de disquetes usados. E que também serviam de base para outras coisas esquisitas e  impensáveis, como, sei lá, cinzeiros. (Era uma época que o fumo ainda não tinha sido banido das boas práticas sociais e corporativas).

Com o aumento da administração de dados em proporções exponenciais, apesar de tentativas de estender a sua vida útil com aumento de densidade, o reinado do disquete entrou em declínio. Um dia vieram os zip drives. Os novos micros passaram a ignorar solenemente a existência da velha tecnologia voltada para o disquete, dando sumiço até de slots nos modelos mais modernos, e o então ancião tecnológico abriu espaço para novos conceitos. O buraco lateral dos micros deu uma crescida para acomodar o novo produto, uma espécie de disquete mais gorducho e desajeitado, e que felizmente não durou muito.

 Todos respirariam aliviados e felizes com a chegada do CD se a nova mudança não atingisse em cheio o bolso do consumidor, que pagou outra vez o mico. Tempos depois, apareceu o DVD, ameaçando esta tênue hegemonia. Aí quem tinha gravador de CD descobriu que nada valia no mundo sem ter também um aparelho que também lesse e registrasse dados em DVD, a nova novidade. Mais uma vez o consumidor teve que mudar de paradigma, e transferir seus bits e bites ambulantes para outra mídia, alinhada aos novos tempos. Mas a alegria também duraria pouco.

Com o advento do pen drive, os dias dos CDs e DVDs parecem ameaçados. Embora mais lento, a nova mídia mirim permite colocar todas as informações penduradas num chaveiro, e é a coisa mais alinhada com a mobilidade que se tem notícia. Tipo “se for viajar, leve seu pen drive, assim como escova de dente, consigo”. Cada dia mais informações cabem nestas coisinhas hoje distribuídas como brinde em todos os ramos de negócios, se bobear até em padarias e funerárias. E já se fala em vender pen drives pré-gravados com  músicas, vídeos, o escambau. 

Será que eu esqueci de alguma tecnologia? E agora, o que vem aí? Agora, dizem alguns, o Blue Ray promete ser o novo breakthrough tecnológico. Ninguém tem certeza. Uma coisa eu aposto desde já: o consumidor será  um convidado compulsório desta festa, e desde já se prepare para pagar a conta mais uma vez.

Postado por - Fabio Steinberg - 21/12/2008 - 13:42


Para quem não agüenta tanta rede social ao mesmo tempo, Orkut, Facebook, etc em um só lugar



Tem lugar para todo tipo de amigos, até os mais esquisitos, no mundo virtual

Na internet, ficar fora de uma rede social é procurar briga, quase uma heresia. Talvez a maioria das pessoas nem saibam o que esta expressão quer dizer, e nunca tenha participado disto, mas quando alguém fala em Orkut todo mundo entende na hora.
Não sei se isto está acontecendo com você também, mas não agüento mais ser convidado diariamente por um cara que mal conheço para entrar em uma rede que nunca ouvi falar. Fica até chato para quem convidou você não fazer isto. Parece falta de consideração. Aí fica este mico de estar inscrito em incontáveis redes sem saber direito qual delas acessar e o que fazer com elas.

Pois tinha que ser logo no Brasil que um espertinho inventou uma espécie de “funil internáutico sincronizador” que junta todas estas redes em uma só. O Power.com já faz isto com 5 mihões de usuários registrados. O slogan da companhia não podia ser mais apropriado: “todos os amigos em um só lugar”. Vale para Facebook, Myspace, Hi5, MSN Messenger, Orkut, YouTube e muito em breve LinkedIn, Twitter, Flickr, Hotmail, Yahoo, Gmail, AOL, Skype também.

Para fazer parte, só precisa se registrar no Power.com, que junta amigos, mensagens e conteúdos em um único lugar, separados por um, talvez dois cliques no máximo. Parece que a idéia não é original, tem em outros países. Mas vale a pena dar uma forcinha e prestigiar a criação de um conterrâneo. E ao mesmo tempo evitar a indigestão causada por excesso de redes sociais na sua vida. 

Postado por - Fabio Steinberg - 08/12/2008 - 18:12


Aleluia! Alguém lá em cima gosta do consumidor



 Os call centers que me perdoem, mas foi bem feito pra eles. Hoje não há uma só residência de consumidor sem celebrar o decreto que em boa hora regulamentou o SAC (serviço de atendimento ao consumidor). E que pelo péssimo passado bem que poderia ser lembrado como SACO (serviço de atendimento ao consumidor oprimido).

As operadoras de telefonia fixa ou celular, tevê a cabo, internet, bancos e cartões de crédito abusaram até não poder mais de cada um de seus clientes. Todos temos uma história para contar sobre estes tempos terríveis. Um dia recordaremos para os netos sobre a época em que éramos verdadeiros escravos do atendimento automático. Tínhamos que aguardar uma voz gravada para nos transportar por um caminho indesejável de teclas sem fim de opções,  que a seguir descarregavam em opções de opções, até finalmente nos levar a opções de opções de opções, e enfim conseguir falar com um atendente ao vivo.

Mas o pesadelo não acabava nesta hora. Isto era apenas o começo. Geralmente quem atendia era um ser desinformado e que tratava o consumidor com a indiferença de um bilheteiro de estádio de futebol em dia de jogo importante. Não sabia nem queria saber nem o que queríamos, nem do que estávamos falando. Era como se marcianos tivessem desembarcado num call center e de repente se vissem frente a frente com gente estressada que pedia, implorava, xingava, rosnava por ajuda.

Dizem que a partir de agora o consumidor não poderá ter sua ligação finalizada antes da conclusão do seu caso, que a transferência deve ser feita em até 60 segundos, que não se pode mais solicitar a repetição dos dados do cliente (“para sua própria segurança”, dizia o script irônico do atendente, provavelmente redigido por algum escritor frustrado). Tenho até pena dos sádicos que não vão poder mais se divertir entre eles após desligar o telefone de um reclamante chato. Não vão mais tomar café ou acusar o sistema de lentidão enquanto o cliente aguarda na linha. Ou perguntar de novo tudo o que o colega acabou de fazer minutos antes de transferir a ligação para o próximo setor.

Se vai funcionar, nunca se sabe. Afinal, algumas leis dão certo no Brasil, outras não colam. Mas é sempre um consolo saber que as reclamações sobre call center, de tão freqüentes e sucessivamente negadas pelas empresas em cartas ao leitor da imprensa, eram reais. Do jeito que estava, dava a impressão que éramos uma nação de paranóicos. Mas a melhor sensação mesmo é saber que não estamos sozinhos, que não foi imaginação individual, que isto aconteceu também com todo mundo. Que alivio!   

Postado por - Fabio Steinberg - 01/12/2008 - 21:57


O que seria da indústria do antivírus se não existisse vírus?



Quem não se lembra da famosa cena do filme O Garoto, de Charles Chaplin, que na história se tornou vidraceiro, onde um menino contratado pelo vagabundo atira pedras nas vidraças das lojas e logo a seguir, "por coincidência" o profissional passa no local para vender seus serviços? Pois o filme pode ser bem antigo, mas o conceito não. Ele apenas se atualizou e agora pode ser aplicado a tempos mais modernos. Desconfio até que se aplica às empresas que comercializam antivírus. Afinal, o que aconteceria com elas se não existissem hackers para contaminar os computadores?

Vamos dizer que um dia os meninos travessos cresceram e, arrependidos das estripulias tecnológicas, resolveram abandonar a diversão para se tornar gente séria. Sob o sério risco do assistir à falência do negócio, seria preciso que uma nova geração de pilantrinhas informáticos se interessasse em produzir novos vírus para evitar que corporações como Symantec, McFee, CA, Panda, entre outros, não fechassem as portas de vez. Ou seja, há aqui uma inversão estranha: é como o fabricante de cadeados e cofres se tornar dependente da existência do ladrão. E que, num rasgo de inteligência, faz chantagem e diz que se recusa a se manter na marginalidade se não for subsidiado pela industria que vive às suas custas. Não seria engraçado?

Pela mesma lógica, a sorte destas empresas que dependem dos hackers é que surgiram os crimes virtuais, que hoje movimentaram em um ano, segundo a Symantec, 276 milhões de dólares. Mas com potencial para se multiplicar mais de 25 vezes, até atingir 7 bilhões de dólares, informou a empresa. É muito dinheiro de um business sério e estruturado para deixar o assunto só na mão de amadores. Simples assim: sem os engraçadinhos desocupados da internet ou ladrões bem preparados tecnicamente, não há negócio.

Existe o maior interesse da industria de antivírus não só em estimular, como eventualmente até treinar secretamente esta gente para que mantenha um mínimo de sofisticação e inteligência – e com isto dar margem à produção de antídotos à altura. Pois hoje em dia não basta apenas ser marginal. É preciso também ser cada dia mais criativo e ousado para alavancar o desenvolvimento de novos e caros softwares e recursos que evitem os estragos produzidos. Curioso ninguém falar nisto. Será que é só paranóia da minha parte?

Postado por - Fabio Steinberg - 24/11/2008 - 20:07



Qual é o nome daquele aparelho que antes se chamava de celular?



Há 35 anos os celulares não eram tão pequenos assim

Já se foi o tempo em que telefone celular designava um apetrecho que no início não foi tão portátil assim, e mais tarde não foi tão digital assim, mas que pelo menos servia para falar sem fio. Hoje esta versão eletrônica do antigo canivete suíço serve para um monte de coisas, inclusive falar. Nem mesmo o nome deve sobrar do antigo modelo – insistir em denominá-lo celular é tão esquisito como chamar computador de cérebro eletrônico, ou anúncio de reclame. É algo tão mofado como achar que uma pessoa que fala sozinha na ruaé biruta – trata-se apenas de um transeunte usando fone de ouvido sem fio, algo tão trivial como pão com manteiga.

Hoje celular invadiu todos os lugares. Só faltava funcionar durante os vôos, um problema que já está com os dias contados. Mas o fato é que a palavra “celular” se obsoletou. O faz tudo, também conhecido como telefone esperto (smartphone), serve também para ouvir música, acessar a internet, tirar foto, mandar mensagem, entre tantas outras coisas. É por esta e outras que o pessoal da Nokia prefere chamar o aparelho de “computador multimídia”, e a Sansung cunhou um termo rebuscado demais para o meu gosto: “terminal móvel informacional”. A Sony bem que adoraria que o aparelhinho fosse conhecido como “walman phone”, o que faz sentido, mas só faltou negociar o nome com a concorrência. 

Vale tudo, menos chamar de celular. Deixou de ser uma questão semântica para se tornar um erro tecnológico. É que o sistema original se baseava em dividir as cidades em pequenas células que transferiam a ligação de torre em torre, permitindo a milhares de pessoas falarem ao mesmo tempo sem perder o contato. O problema é exatamente este: tudo foi bolado para transmitir voz. Hoje tem dados e imagens. Para atender a nova necessidade, ao misturar o uso das redes celulares com Wi-Fi e em breve wiMax, o aparelhinho nas nossas mãos é muito mais que um mero celular.

Com o surgimento de tecnologias como as que usam o VoIP muito em breve os aparelhos sequer usarão a rede celular.  Por estas e outras que quem estão certos são os ingleses ao usar o termo “mobile”. E quem diria, os portugueses, que adotaram desde o começo o agora não mais tão estranho nome  “telemóvel”.   

Postado por - Fabio Steinberg - 17/11/2008 - 19:17


Email para bêbados e impulsivos é tudo que precisamos? Ainda não!



A dica veio de minha amiga, a paisagista Fatima Tassinari. Em outubro os laboratórios do Google anunciaram o surgimento do mail goggles (assim mesmo, com um o só). É um produto meio esquisito que serve para evitar que na calada da noite, por bebedeira, irritação ou após discussão, um usuário fora de seu controle habitual mande um email precipitado, e depois se arrependa o resto da vida. Como, por exemplo, terminar uma relação justamente com o amor da sua vida. Ou ao contrário e até pior, declarar-se à pessoa equivocada e aí ter que casar com ela por engano, pois é do tipo que depois não sabe dizer não. Ou dizer verdades até que merecidas ao chefe ou colega, mas que podem custar o emprego.

O tal email obriga o escritor apressadinho a antes da operação se realizar a fazer simples cálculos matemáticos para se certificar se ele está mesmo de posse de sua plena consciência ou com a cuca mais fresca. O mais engraçadinho é que o mail goggles só é ativado tarde da noite ou nos fins de semana, horas que estatisticamente a bruxa ataca bebuns, carentes e estressados.  

Tecnologia costuma ser assim. Primeiro cria o monstro, e depois produz o antídoto para acabar com ele. Ao criar a facilidade de enviar e receber email para qualquer um a qualquer hora e qualquer lugar, também deu margem para as pessoas receberem e mandarem o que não querem. Com base neste exemplo, deveria exisitir um sistema de proteção ao consumidor para garantir a fuga de ciladas armadas pela tecnologia, como por exemplo:

- impedir que os telemarketings e call centers desliguem unilateralmente o telefone quando não sabem responder algo ou não querem mais manter a conversa.
- dar um choque elétrico no atendente toda vez que ele disser algo como “o sistema está inoperante neste momento”.
- debitar automaticamente a favor do consumidor o tempo parado cada vez que provedor ou tevê a cabo saia do ar por razões técnicas internas.
- soar uma campainha escandalosa em todo o prédio de um fornecedor sempre que após uma transferência de ligação de cliente que busca de suporte técnico entre setores um funcionário perguntar novamente o nome, CPF, telefone e o problema ocorrido.
- obrigar os fabricantes de equipamentos ao iniciar os seus computadores a ler uma página por dia dos complicados manuais que escreveram, e de preferência com a tradução automática sem sentido feita pelo Google. 

A lista não acaba aqui. Com certeza você tem sugestões para agregar a esta relação, que bem poderia se chamar “Vingança do Consumidor”.

Postado por - Fabio Steinberg - 10/11/2008 - 11:15


Call centers deveriam aprender a atender em Itu

Quanto mais eu vivo em capital, mais eu gosto do interior do Brasil. É lá que vive o tal brasileiro cordial citado nos livros de Sergio Buarque de Holanda. A experiência só faz confirmar isto. Eis um exemplo recente.

Eu fui comprar um postinho de luz de jardim para substituir o que estava com o bocal quebrado. Na loja Eletrozan encontrei um vendedor, o Daniel, que me mostrou que um novo sairia por 42 reais. Achei caro, e aí ele perguntou o problema do antigo. Quando expliquei, ele levou a velha luminária para dentro da loja. Em alguns minutos ele próprio, sempre com simpatia e bom humor, fez a substituição do bocal na peça e até instalou dois fios para facilitar a reinstalação do poste no jardim.

Além da cortesia nata, o Daniel só agiu assim porque a) ele é menos pressionado por tempo que nos grandes centros urbanos b) certamente encontra na gerência da loja o exemplo e o ambiente adequado para se comportar assim c) os colegas são tão prestativos quanto ele e d) a concorrência no interior é inversamente maior ao tamanho da cidade.

Vale a pena se deter um pouco neste último item. Tem tudo a ver com questão do péssimo relacionamento que o consumidor sofre ao lidar com call centers. O Daniel e seus colegas de empresa servem bem ao cliente, pois numa localidade como Itu – assim como no comércio de bairros - o contato pessoal é intenso.  As pessoas se conhecem pelo nome, sabem onde moram, e até seus hábitos e interesses. É provável encontros fora do ambiente de negócios, em outros papéis sociais e em diversas circunstâncias, como na fila do cinema, empurrando carrinhos de supermercado, passeando na rua. Nas cidades e bairros, ninguém se esconde no anonimato para atuar impunemente no relacionamento, com em um call center – onde o atendente literalmente não tem cara nem sentimentos, o nome que fornece é falso, ninguém sabe sequer se mora na mesma cidade ou estado,  e que segue um script com o qual não está compromissado, pois sequer foi quem escreveu. Por isto, quando as coisas engrossam na ligação, basta desligar o telefone na cara do freguês.

O vilão do mau atendimento pelo telefone tem nome: anonimato. Na falta de uma solução tecnológica imediata para o problema, fica uma sugestão para as companhias telefônicas, provedoras de internet e televisão paga e todos os que utilizam call centers, principalmente os terceirizados: venham a Itu aprender como se trata um cliente.
Postado por - Fabio Steinberg - 02/11/2008 - 14:11


Formigas gigantes ocupam aeroporto Congonhas: até onde vamos?

Quem desembarcou nos últimos dias no aeroporto de Congonhas, em São Paulo, deparou com horrorosas formigas gigantes instaladas nas esteiras de devolução das malas, que se misturam com a bagagem dos passageiros na área de desembarque. A piada de mau gosto e sem graça, que faz parte de uma campanha da GM, é mais um sinal da falta de respeito pelo consumidor que virou lugar comum. Afinal estamos no local aguardando a entrega de malas, e não pedimos um desfile de insetos que dividem espaço com bagagens.

Mas o que isto tem a ver com tecnologia? É que São Paulo tem sido um laboratório de experiências bizarras da publicidade que buscam superar a proibição de outdoors imposta pela prefeitura da cidade. Na falta de opção, volta e meia deparamos com ciladas que buscam compensar a falta de comunicação dos anunciantes. Uma delas é uma tela de LCD instalada na poltrona da frente dos táxis que servem o aeroporto de Cumbica, que despeja propaganda indesejável na mesma hora em que entramos no veiculo. Outro dia quase bati no motorista, pois além de tudo o barulho que estes equipamentos fazem vai na contramão da paz que um passageiro que viajou pela experiência difícil de voar hoje em dia busca. Há mais exemplos, inclusive nos próprios céus, onde a Gol brinda o viajante com propaganda explícita feitas pelas comissárias de bordo – por sinal péssimas garotas propaganda, como se dizia antigamente.

O que insetos em esteiras, telinhas em táxis e o desenterro de velhos reclames, antes em bondes, agora em aviões, têm em comum? A invasão em serviços antes imunes a isto, e que entram sem serem convidadas através dos indefesos sentidos – visão e audição, contato físico com formigas fake, e quem sabe em breve, até olfato. A tecnologia neste caso anda na contramão do cidadão, através de oportunidades furtivas. Como se defender?   

Postado por - Fabio Steinberg - 27/10/2008 - 13:24

PERFIL
Fabio Steinberg, carioca, jornalista, trabalhou por mais de 20 anos em empresas de alta tecnologia, como a IBM e AT&T, e acompanha de perto a revolução tecnológica que tem transformado a civilização. Como desconfia que em determinado momento o criador perdeu controle sobre a criatura, neste espaço denuncia e acolhe casos de abusos e maus tratos da tecnologia sobre indefesos seres humanos.



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