Hitler explica a Sarney como driblar a crise

O filme A Queda, de Oliver Hirschbiegel, vai entrar para a história como obra mais legendada da história do cinema. No longa, o ator Bruno Ganz interpreta os últimos dias do füher em seu bunker, nos arredores de Berlin, às vésperas da vitória soviética sobre os nazistas.

A fúria de Hitler e o temor de seus generais em revelar más notícias ao comandante bombou na web pela primeira vez numa versão em que o líder alemão descobre que o Twitter baleiou. Depois disso, uma enxurrada de dublagens com os mais variados diálogos se espraiou na web.

Tem a versão em que Hitler é expulso do Counter Strike, outra em que ele fica sabendo da morte de Michael Jackson, uma em que os nazistas tentam impedir Ronaldo de comer pizzas demais e virar a noite nas baladas e a atualíssima versão da crise no Senado.

´A Queda do Bigodão´ é um hit para morrer de rir. Ou melhor, para chorar de tristeza...

Postado por - Felipe Zmoginski - 03/07/2009 - 19:16
 


O iPod vai destruir o mundo

Houve um tempo em que as cadeias de fast food eram o símbolo máximo do mal. Em qualquer manifestação, dos mais variados matizes ideológicos, sempre sobravam pedras para cima das portas envidraçadas do McDonald´s.

A gradual substituição da militância anti-globalização pelo discurso verde ameaça destronar Ronald do trono da vilania global e coroar um ícone bem mais descolado. O iPod. Não à toa, o hit ´A História das Coisas´ usa o tocador da Apple - e não um Big Mac – como apoio ao seu discurso.

Com vinte minutos de duração e sem nenhuma cena de tombo ou ridículo, é quase um milagre que o vídeo seja sucesso no YouTube.

A turma mais conservadora poderá chamar a animação de simplista ou ingênua. Em alguns pontos, talvez ela seja mesmo. Mas a apresentação passo-a-passo das consequências de nosso consumo de gadgets é de arrepiar.

Recomendo a todos ver a animação. Ainda que eu não acredite que uma só pessoa vá colocar fogo em seu iPhone em protesto.

Postado por - Felipe Zmoginski - 02/07/2009 - 19:14
 


YouTube ignora revolta dos usuários

As coisas não vão bem para os fãs de vídeo na web. O Joost morreu, a Microsoft vai reduzir a banda que dedica ao seu Soapbox e o YouTube meteu-se numa peleja com seus usuários.

No final de junho, o blog oficial do YouTube anunciou em tom otimista a versão 2.0 do site, com novo design e recursos de rede social. O autor do post, Brian Glick, não poderia ter um retorno mais infeliz.

A quantidade de comentários negativos postados no blog já soma incríveis 320 páginas!!!

Glick não está nem aí. O pessoal do YouTube acredita que inovação não pode ser feita pedindo a opinião da audiência. Segundo a lógica, a maior parte dos usuários é conservadora e prefere que as coisas fiquem como estão. Até ser surpreendida por novidades que nunca imaginaram.

O vídeo acima foi produzido pelo time de Glick e tenta explicar as mudanças que devem estrear em breve (ainda não há data definida). Os fãs do serviço parecem mesmo não ter muita influência junto ao Google e tudo indica que o YouTube vai fazer as mudanças que bem entender.

Líder isolado e sem competidores a altura, o YouTube sempre poderá agir como quer. Ou pelo menos até ser surpreendido por rivais inovadores, com características que nunca imaginamos.

Postado por - Felipe Zmoginski - 01/07/2009 - 19:01
 


Internet lenta é culpa das elites


Sucessos como Homem-Aranha 3 detonam nossa web

Nunca antes na história desse país as elites foram tão responsabilizadas pelas mazelas que nos afetam. Entre outras culpas, coloque na conta delas a responsabilidade pela internet lenta.

Ao apresentar seu plano de recuperação do Speedy à Anatel, a Telefônica argumentou que pode sim continuar vendendo o Speedy porque os novos clientes do serviço são usuários que vêm das classes C e D, têm máquinas modestas e baixam poucos dados.

O argumento baseia-se na lógica de que o boom de novos assinantes de banda larga é composto pelas classes populares, um tipo de usuário a fim de trocar e-mail, fazer pesquisas escolares, procurar emprego e, vá lá, subir umas fotos para o orkut. Por seu tipo de navegação, este público não detona a banda larga.

A responsabilidade recai justamente sobre as classes A e B, que debulham seus links com torrents, músicas e muito vídeo. Quando as elites decidem baixar Homem-Aranha 3 em resolução suficiente para rodar o arquivo em seu LCD de 42´´´, não há fibra óptica que aguente.

A Telefônica apresentou um argumento matador em sua defesa: nos últimos anos, o número de clientes do Speedy cresceu duas vezes, mas o tráfego de dados no mesmo período cresceu sete vezes! Com essa lógica, a companhia esperava poder seguir vendendo sua banda larga para os recém incluídos digitalmente - que afinal de contas não prejudicam a rede - enquanto tenta resolver a fome das elites por mais megabits de tráfego de dados.

A Anatel não caiu nessa conversa. Em evento em São Paulo, a conselheira da agência Emília Ribeiro disse para quem quisesse ouvir que a rede da Telefônica opera acima da capacidade. “A rede do Speedy está saturada e, desse jeito, não poderia ser oferecido nem de graça”, disse a conselheira, usando um vocabulário que não deixa dúvidas sobre a irritação da agência com o serviço.

As elites podem ter muitas responsabilidades, mas certamente não têm culpa de usar os megabits por segundo que contrataram. A própria Telefônica, aliás, usou como marketing durante muito tempo o argumento de que o Speedy não impõe nenhuma franquia de downloads.

A responsabilidade, nesse caso, é da própria Telefônica. E da Anatel, que deixou um serviço que ela regula chegar ao ponto de “não poder ser oferecido nem de graça”, como afirma a própria conselheira da agência.

Postado por - Felipe Zmoginski - 30/06/2009 - 18:43
 


O streaming do Pirate Bay está no ar



Home do Video Bay e reprodução de tela do blog Trezentos

O que você faria se a Justiça do seu país te condenasse a um ano de cadeia e ao pagamento de uma multa equivalente a R$ 9 milhões sob a acusação de oferecer vídeos protegidos na web? Criaria um novo site para oferecer mais vídeos, certo?

Foi exatamente isso que o co-fundador do Pirate Bay Peter Sunde anunciou em Nova York. Logo após deixar o Brasil – onde encontrou até com o presidente Lula – Sunde foi aos Estados Unidos anunciar que não só o buscador de torrents do Pirate Bay continua de pé como estreou um novo serviço, o Video Bay.

O novo portal é uma espécie de YouTube, mas sem as amarras comerciais do Google. No Vídeo Bay, ainda em fase beta, é possível postar vídeos e compartilhá-los por streaming. Sunde já avisou que a baía do streaming não terá filtro para copyright.

Como todo beta recém-nascido, o Vídeo Bay ainda tem uma porção de bugs. “Beta Extreme – Não espere que as coisas funcionem”, alerta o serviço.  Entre outras novidades, o site oferece recursos de HTML 5, o que permite colocar tags em vídeos e áudios. Naturalmente, estas características só podem ser exploradas nos browsers mais modernos, como o Firefox 3.5 e o Safari 4.

O site promete dar muita dor de cabeça. E não estou me referindo aos bugs da versão beta.

Postado por - Felipe Zmoginski - 29/06/2009 - 19:19
 


Em 12h, Michael Jackson vai ao topo do YouTube



A internet é um lugar perigoso para os vivos. Afinal, já anunciou a morte de vários deles antes mesmo da Inevitável fazê-lo. Steve Jobs e Patrick Swayze que o digam.

Na tarde de quinta-feira (25), foram ao menos três horas de boataria desenfreada até que o hospital universitário de Los Angeles confirmasse que, de fato, Michael Jackson estava morto. O rei do pop tomou quatro dos dez  trending topics do Twitter.

No YouTube, o vídeo que mostra um carro dos bombeiros deixando a casa de Michael ascendeu para a primeira posição na lista de mais vistos em menos de 12 horas.

Note-se que não se trata de um vídeo inédito ou só encontrado na web. As imagens eram as mesmas reprisadas à exaustão na TV.

Em poucas horas, Michael superou hits que acumulavam milhares de cliques ao longo da semana entre os internautas brasileiros, como o funk de Joel Santana e a dublagem de Hitler sobre os esforços do São Paulo F.C. para emplacar seu estádio na Copa de 2014.

Postado por - Felipe Zmoginski - 26/06/2009 - 12:31
 


Ruim com Speedy, pior sem ele

A segunda-feira foi de festa para órgãos como Procon e ProTeste, que há tempos denunciavam os tropeços do Speedy. 

Os usuários do serviço sentiram-se um pouquinho vingados. Afinal, quem lhes deu tanta dor de cabeça nos últimos meses precisará levar a sério temas como qualidade de atendimento e velocidade de conexão.

Proibir novas vendas é uma pena duríssima contra o Speedy. Sinal de que a Anatel está no limite com a Telefônica.  Evandro Zuliani, diretor do Procon-SP, comentou que pior do que isso, só se a concessão da companhia para explorar banda larga fosse cassada.

Tomara que isso não aconteça. Se é verdade que o Speedy não vai bem das pernas, também é fato que outras opções de banda larga não são lá muito animadoras. Com poucas opções à disposição no mercado, a queda de um player como a Telefônica não é exatamente uma boa notícia.

Vale lembrar que todo esse quiproquó acontece em São Paulo, estado mais populoso do país e onde o consumidor encontra algumas (poucas) opções de banda larga. Em outras regiões do Brasil, conseguir 1 Mbps para curtir o YouTube é ainda mais ingrato.

A Anatel recebeu muitos elogios por punir a Telefônica. Poderia ser ainda mais elogiada se determinasse normas para fomentar a concorrência, definisse com agilidade as regras para um leilão WiMAX e desse um impulso na banda larga por rede elétrica.

Com mais gente disputando nossos roteadores, os preços e as velocidades de conexão seriam bem diferentes.  Com uma boa banda larga daria até para mudar o nome desse blog para Alta Definição.

Postado por - Felipe Zmoginski - 22/06/2009 - 23:50
 


Obama é o homem dos milhões de cliques


O presidente do Twitter, PowerPoint e Facebook voltou às boas com o YouTube ao emplacar mais um viral de sucesso.  Em meio a uma entrevista para a CNBC, o amigo de O Cara não permitiu que um mosquito atrapalhasse sua performance em frente às câmeras.

Com concentração e habilidade, aguardou o momento exato para desferir seu ataque e matou o inseto voador. “Impressionante, não?”, disse Obama num momento de auto-elogio.

As diferentes versões do vídeo já incluem um remix ao som de hip hop, referências a técnicas ensinadas pela SWAT ou uma adaptação com características ninja!

É uma sensível diferença de estilo em relação a seu antecessor, George Walker Bush, que protagonizou no YouTube virais, digamos, menos inspirados. Num deles, é flagrado lendo um livro de cabeça para baixo. Em outro, tentando ver por um binóculo com as lentes tapadas.

Para sermos justos, Obama recebeu críticas também. Algumas associações de defesa dos animais acharam seu método de esmagamento de mosquitos um ato cruel. Bush também recebia críticas. Mas por outros tipos de crueldades.

Postado por - Felipe Zmoginski - 21/06/2009 - 16:47


Crise no Irã nos lembra que a web é ingovernável

Há muita gente que perde o sono confabulando formas de enquadrar a internet.

São estes insones que propõem extinguir o P2P, incriminar blogs e transformar provedores em cartórios. Para nossa sorte, eles sempre fracassam.

Nos últimos seis dias, o mundo assistiu à ascensão de YouTube e Twitter ao olimpo dos heróis da democracia. Afinal, as duas ferramentas se converteram em difusor da oposição iraniana, sufocada por um regime que controla todos os meios de comunicação, menos a web.

O Twitter até adiou uma manutenção programada a fim de favorecer a rebeldia iraniana. Hillary Clinton declarou publicamente seu apoio a mudanças no Twitter que favoreçam a "livre comunicação dos iranianos".

Não foi assim em janeiro de 2009. Quando a faixa de Gaza sangrava sob ataque israelense, os filtros do YouTube foram pouco generosos com os vídeos palestinos.

Na época, argumentou-se que os termos do serviço não estavam de acordo com imagens violentas. Os moradores de Gaza então recorreram ao Paltube, um repositório de vídeos afinado com os interesses palestinos.

Um premiado documentário sobre crises políticas e golpes de Estado leva como título (e argumento central) a frase ´a revolução não será televisionada´.

Não é uma referência a uma revolução em particular. O documentário defende a tese de que rebeldes – de todas as causas – não são bem tratados pela TV. Chegar ao poder e por lá permanecer demanda ter controle ou influência sobre os meios de comunicação, sustenta o filme. Inclusive os digitais.

Nesta sexta (19), o Google atualizou sua ferramenta de idiomas para suportar conversões inglês - farsi. Em blog, o Google afirma com todas as letras que apressou o projeto em função da crise iraniana.

É muito bom que ajam assim. Mas será que estes serviços se comportariam do mesmo modo se o regime em cheque fosse, por exemplo, a alinhada Arábia Saudita? Hillary pediria que o Twitter estendesse suas mãos às mulheres sauditas?

Admitir que os heróis da semana não são tão heróicos assim não é de todo desalentador. Afinal, a internet é ingovernável e sempre haverá um escaninho por onde ludibriar as tentativas de controle. Para nossa sorte.

Postado por - Felipe Zmoginski - 19/06/2009 - 17:08
 


Os Trapalhões arrepiam os supersticiosos na web

Depois da febre das dancinhas e da moda dos bichinhos, os vídeos obscurantistas ascendem com força no YouTube.

Tem vídeo que prevê o acidente com o voo da Air France, conexões da apresentadora Xuxa com forças do além e até futuros títulos de Botafogo e Corinthians na Taça Libertadores.

Nenhum deles, no entanto, causa mais debate do que um episódio dos Trapalhões gravado em 1983.

No programa, Mussum e Zacarias interpretam seus filhos conversando sobre o futuro do quarteto no longínquo ano de 2008. A dupla prevê a própria morte, a briga e a reconciliação dos parceiros Didi e Dedé.

Os céticos vão dizer que tudo não passa de coincidência. Pode ser. Mas são coincidências de arrepiar, não?

Abaixo, o registro das mortes de Mussum e Zacarias:



Postado por - Felipe Zmoginski - 16/06/2009 - 22:27
 



PERFIL
Felipe Zmoginski é jornalista responsável por breaking news em INFO Online. Antes de entrar para o Plantão INFO, trabalhou na operação brasileira da America Online e foi repórter do portal e TV Terra.



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