Os executivos da Positivo não vão sentir saudades de 2008SÃO PAULO – A poucos dias do final do ano, os papéis da Positivo na bolsa (POSI3) valem 81,78% menos do que valiam no primeiro dia do ano.
Em 2007, a Positivo terminou o ano com vendas recordes no Brasil e forte expectativa de lucrar ainda mais este ano, em função da ascensão da classe C e do movimento de inclusão digital vivido pelo país.
Quando o primeiro balanço trimestral da empresa saiu, no início deste ano, veio a decepção. A companhia, de fato, vendeu muitos PCs. Porém, a margem de lucro foi bem menor do que a projetada em 2007. A maior parte dos desktops vendidos tinham configuração simples e o valor do produto não chegou a empolgar os investidores.
A competição acirrada com players internacionais também fez a integradora líder no país perder um pedaço de seu market share.
A forte desvalorização dos papéis da empresa fez surgirem ofertas internacionais pela Positivo, que contratou o banco suíço UBS para analisá-las. A Lenovo chegou a confirmar interesse na companhia paranaense para, depois, desistir.
Apesar dos números negativos, analistas de mercado dizem que a companhia tem uma posição privilegiada no varejo, fábricas modernas e não está endividada.
Com estas características, a empresa tem boas condições de recuperar parte do valor perdido em 2008 no ano que vem.