SÃO PAULO - Notícias e desmentidos sobre uma possível venda da Positivo para grupos estrangeiros faz papéis da integradora agitarem a bolsa paulista.
Desde o começo do ano, quando a Positivo não confirmou as expectativas de lucros fabulosos projetadas em 2007, seus papéis despencaram em valor na Bovespa. Este mês, no entanto, um fato novo fez as ações ordinárias da Positivo (POSI3) subirem 57,74%*.
A alta não ocorreu sem percalços. Na última semana, após a Lenovo confirmar o interesse pela Positivo, as ações da companhia brasileira subiram 90,95% em apenas cinco pregões (de segunda a sexta).
O resultado extraordinário poderia ter sido ainda maior, não fosse a forte queda de 11,51% anotada no último dia da semana, a sexta-feira 12. No ano, o saldo ainda é fortemente negativo, um tombo de 72,26%.
Se a venda do grupo de fato sair nas próximas semanas ou meses, quem comprou os papéis da companhia verá seus ativos subirem muito mais. Já se o acordo com a Lenovo emperrar, a montanha russa acionária vai levar os investidores da Positivo à forte depressão.
* números até o fim do pregão de sexta-feira, dia 12/12.