SÃO PAULO - O ministro da Justiça, Tarso Genro, afirmou em Brasília que o governo não vai ceder à pressão das empresas e modificar as regras de atendimento em call center.
Dois dias após entrar em vigor um conjunto de regras que endurece as normas de atendimento em call centers, empresas reguladas pela nova lei reclamaram do rigor das regras. A principal queixa é a exigência de atender o usuário em no máximo um minuto.
Esta regra contém exceção para serviços bancários que, em datas específicas, podem levar mais de um minuto para atender os consumidores.
As empresas reguladas – como bancos, aéreas, teles e TV paga – argumentam que a exigência é tecnicamente impossível de ser atendida, pois não se pode prever a demanda de usuários que vai procurar o call center.
Se muitos usuários ligarem de uma só vez para um único serviço, por exemplo, é impossível garantir o atendimento em um minuto.
Em Brasília, o ministro da Justiça disse que as pressões das empresas não se justificam e que uma regra discutida ao longo de vários meses não pode ser modificada agora.
Tarso Genro classificou as novas regras como “revolucionárias” e “um bem para o consumidor”. Na opinião de Genro, as empresas tratam o consumidor como “servo” e “um joguete na mão de gravações”.