SÃO PAULO - A TIM Participações anunciou nesta quarta-feira a atualização do seu plano estratégico para o período 2009-2011, no qual prevê redução de investimentos e corte nas despesas.
A companhia, segundo o documento aprovado na terça-feira pela matriz italiana e divulgado nesta quarta-feira, pretende reduzir o volume de investimentos para em torno de 2,3 bilhões de reais em 2009, um bilhão menos que os 3,3 bilhões aplicados neste ano.
A companhia também traçou como meta elevar a margem Ebitda, que em 2008 ficou perto dos 22 por cento das receitas, para perto dos 27 por cento em 2011.
Em relação à receita, que neste ano tem tido um índice médio de crescimento de 7 por cento sobre 2007, a companhia projeta crescimento médio anual de 8 por cento até 2011.
Outra meta delineada pela TIM é a redução dos índices de inadimplência, que foi de 6 por cento da receita de serviços neste ano, para algo como 4 por cento em 2011.
Ela também pretende reduzir em 1 ponto percentual os custos gerais e administrativos e de pessoal como porcentagem da receita de serviços até 2011 sobre 2008.
Segundo o plano estratégico divulgado ao mercado de capitais, a TIM, que perdeu a segunda posição em número de clientes para a Claro em setembro deste ano, estabeleceu como principais ações em 2009 a melhoria na qualidade de atendimento e na performance e cobertura da rede.
Linhas fixas
A operadora também estabeleceu como meta saltar dos cerca de 100 mil clientes de telefonia fixa que tem este ano para mais de 3 milhões em 2011, com os quais terá uma participação de mercado por volta de 7 por cento no país.
A TIM adquiriu licença nacional de telefonia fixa em 2007 como forma de poder oferecer serviços combinados de fixo e celular, além de poder garantir outras formas de receita.
Segundo a companhia, para atingir a meta as ações envolvem a oferta de novos pacotes com linha fixa e banda larga móvel para clientes de alto valor e novas formas de distribuição, como televendas, quiosques e até a abordagem "porta-a-porta".
Nos últimos dias, com a proximidade da reunião do conselho de administração da Telecom Italia e o alto endividamento da companhia, surgiram rumores de que a controladora pudesse optar por vender a TIM no Brasil.
Ao apresentar o plano estratégico mundial a investidores, nesta quarta-feira em Londres, a companhia, entretanto, reiterou a aposta no Brasil, ao mesmo tempo em que anunciou o corte de outros ativos, já que a TIM é a companhia que mais cresce no grupo.