SÃO PAULO - Cada uma das quatro grandes operadoras de telefonia móvel do país ficou com licenças para operar 3G em Sâo Paulo.
O ágio médio na disputa, que combina o direito de explorar o mercado mais rico do país com Estados das regiões Norte e Nordeste, ficou em 51 por cento, bastante menos agressivo do que a média de 154 por cento pelas cinco licenças vendidas na véspera que cobriam essencialmente Rio de Janeiro, Espírito Santo, Bahia e Sergipe.
A Vivo, maior operadora do país, levou duas licenças pelo valor de 299 milhões de reais, mantendo-se em linha com o ágio médio. A Oi (antiga Telemar) acabou por assumir o maior ágio, quase 68 por cento, para arrematar as licenças da área por último, com desembolso de 332 milhões de reais.
A TIM conseguiu praticar o menor ágio, 43 por cento, oferecendo 362,45 milhões de reais pelas licenças, incluindo uma com subfaixa maior, e a Claro, também com uma subfaixa mais ampla, ofereceu 352,65 milhões de reais ou ágio de 46 por cento.
No final da tarde desta quarta-feira, com 17 licenças vendidas, a Anatel já havia arrecadado mais de 5 bilhões de reais, alcançando ágio médio de 89,5 por cento. O preço mínimo dessas licenças chegava perto de 2,7 bilhões de reais.
A Anatel também vendeu licenças para a região que inclui Estados do Sul, Centro-Oeste e Norte, basicamente equivalente à área de atuação da Brasil Telecom, que acabou ficando com uma das autorizações. As três maiores operadoras de celular também conquistaram uma licença dessa área cada, mas a Oi, parte de uma fusão que estaria sendo gestada com a Brasil Telecom, ficou de fora.
A Telemig, comprada recentemente pela Vivo, fez lance de vencedor de 15,23 milhões de reais por uma licença referente à área do Triângulo Mineiro, com ágio de 36 por cento. A Nextel, operadora de serviços corporativos, não havia arrematado nenhuma licença até o 17o lote.
A Anatel ainda licitará licenças para a área de Franca, interior de São Paulo, e de Minas Gerais.
<p><a href="" rel="bookmark" title="INFO Online">Ágio para 3G em SP decepciona</a>, Reuters - SÃO PAULO - Cada uma das quatro grandes operadoras de telefonia móvel do país ficou com licenças para operar 3G em Sâo Paulo.
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