TÓQUIO (Reuters) - Diversas más notícias prejudicaram a Sony este ano, entre as quais ordens para recolher 9,6 milhões de baterias produzidas pela empresa.
O recall fez com que sua capacidade de geração de lucro fosse examinada com atenção pelos investidores. Por motivo de problemas iniciais de produção, a perspectiva de embarques do PS3 também foi alvo de atenção especial.
"É verdade que demoramos algum tempo para levar o PS3 ao estágio de produção em massa, devido ao gargalo representado pela disponibilidade do laser azul", disse Ryoji Chubachi, presidente da Sony, em mesa redonda com a imprensa.
"Mas os marcos dos 2 milhões e 6 milhões estão ao nosso alcance", disse o executivo em referência às metas da empresa de despachar 2 milhões de unidades do PS3 ao varejo antes do final deste ano e um total de 6 milhões até março.
A Sony considera o PS3 como seu mais importante produto estratégico do ano. O console de videogame chegou aos mercados do Japão e da América do Norte em novembro, concorrendo com o Xbox 360, da Microsoft, e com o Wii, da Nintendo, pelo mercado mundial de videogames, que movimenta 30 bilhões de dólares ao ano.
Ainda que a meta de embarcar 2 milhões de unidades até dezembro e mais 4 milhões entre dezembro e março tenha sido definida depois que a Sony decidiu adiar o lançamento do produto na Europa, alguns analistas estavam preocupados com a possibilidade de que a produção talvez não crescesse rápido o bastante para cumprir o programa.
A Sony, que domina o mercado mundial de videogames há uma década, equipou o PS3 com a tecnologia de ponta conhecida como Blu-ray, um drive de disco óptico de alta definição, bem como com o processador Cell, apelidado de "supercomputador em um único chip".
Mas os componentes avançados causaram elevação de custos de produção. O PS3 está à venda por 499 dólares nos Estados Unidos, o dobro do preço do Wii, que chegou ao mercado norte-americano dois dias depois do produto da Sony.