SÃO PAULO - Depois de ser acusado por políticos europeus de servir como ferramenta de incitação ao racismo, o Facebook iniciou a faxina de páginas e perfis inadequados.
Os primeiros a sofrerem uma retirada em massa foram os neonazistas italianos, que tiveram páginas apagadas por estimularem a violência contra ciganos. Nos últimos meses, ataques ao grupo étnico estão sendo corriqueiros no país, sendo, inclusive, pauta de diversos debates no Parlamento Europeu.
O fenômeno começou pouco tempo depois que a mídia local atribuiu diversos crimes violentos aos ciganos, também chamados como “roma”. Desde então, seus acampamentos ilegais vem sendo removidos pelo governo italiano.
Para não alimentar a polêmica, a rede social declarou em nota oficial: "O Facebook apóia o livre fluxo de informações e os grupos oferecem um fórum para a discussão de temas importantes. Mesmo assim, o Facebook removerá de seu site qualquer grupo que defenda a violência ou faça ameaças".
Segundo a política da empresa, por questão de viabilidade, eles não revisam páginas antes de publicadas, mas possuem uma equipe de fiscais que navegam pelo site para encontrar violações de termos de uso, além de contar com um sistema de denúncias em que outros usuários se comunicam com a central.