SÃO PAULO - Segundo operadora, excesso de demanda forçou empresa a mudar promoção. Faltam chips em pontos de venda.
A Vivo atribui às vendas muito acima da expectativa a falta pontual de chips da operadora no Ceará e em Pernambuco, bem como a suspensão de uma promoção anunciada na estréia da telecom no Nordeste.
Desde o dia 16 de outubro, a Vivo está vendendo chips e aparelhos em cidades do Ceará e Pernambuco. A empresa esperava comercializar 200 mil chips nos dois primeiros meses de operação no Nordeste. O lote inicial, no entanto, esgotou-se em duas semanas.
Para sua estréia na região, a operadora preparou três pacotes promocionais, um que permitia “falar de graça até o Natal”, outro que oferecia bônus de R$ 1000 válido por um ano em chamadas de Vivo para Vivo e um terceiro pacote que dava 100 minutos mensais de graça ao usuário.
A demanda agressiva, no entanto, levou a telecom a desistir da primeira promoção que oferecia “ligações grátis até o Natal”.
Segundo a telecom, o excesso de vendas surpreendeu a empresa que preferiu suspender o plano promocional mais agressivo afim de garantir uma expansão menos abrupta de sua base de usuários no Nordeste.
De acordo com a Vivo, a medida visa garantir padrões de qualidade de voz e dados para quem entrar para sua base na região.
A empresa diz ainda que as longas filas formadas em pontos de revenda contribuíram para a suspensão da promoção “fale de graça até o Natal”.
A Vivo avalia que submeter o usuário a longas filas não é adequado à estratégia de atendimento da empresa.
Reflexos do excesso de demanda foram notados também nas centrais de call center da empresa, que registraram alta acima do esperado de chamadas provenientes do Nordeste.
Nas lojas e quiosques da Vivo em Fortaleza e Recife há falta eventual de chips e dos celulares de menor valor.
A empresa explicou ainda que avaliará novos investimentos em sua rede nordestina, caso o ritmo de expansão no número de usuários continue acelerado na região.