SÃO PAULO - Um estudo de sete cientistas de computação da Universidade da Califórnia, Berkeley e UC, San Diego (UCSD), apontou que um spam a cada 12,5 milhões é respondido.
O princípio da pesquisa partiu da premissa: “o melhor jeito de medir spams é se tornar um spammer”. Usando ‘proxy bots’, os estudiosos controlaram 75.869 máquinas para conduzir suas falsas campanhas e atrair usuários aos seus endereços.
A pesquisa utilizou duas das mais populares táticas dos spammers – um falso site de farmácia e, depois, oferecendo um remédio natural que prometia aumentar a libido. Depois de 26 dias, e aproximadamente 350 milhões de mensagens de e-mail, apenas 28 internautas clicaram no link de vendas.
Pode parecer um índice pequeno, mas a pesquisa estima que uma porcentagem como essa (menos de 0,000001) é suficiente para trazer US$ 7 mil por dia, e US$ 3,5 milhões por ano, dependendo da rede.
Segundo a pesquisa, muitos spammers ganham dinheiro com visitas a seus sites, que, na maioria das vezes, surge de um anúncio falso. Em alguns casos, o spammer lucra por meio das visualizações dos anúncios nos banners que estão em suas páginas.
Ultimamente, é comum lermos mensagens do tipo “não receber mais e-mails deste remetente”, que, na verdade, redireciona o usuário e conta como visualização para o banner.