SÃO PAULO - O Brasil precisará de 10,2 bilhões de reais para fomentar o empreendedorismo nos próximos cinco anos.
A constatação é do estudo Parques Tecnológicos no Brasil, realizado pela Associação Nacional de Entidades Promotoras de Empreendimentos Inovadores (Anprotec) em parceria com a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI).
No total, foram analisados 35 parques tecnológicos brasileiros, além de microempresas de países como França, Reino Unido, Espanha, Irlanda, Finlândia, Japão, China, Índia, Coréia do Sul, Taiwan, Cingapura, Malásia, Nova Zelândia e Estados Unidos.
De acordo com o responsável pela pesquisa, José Eduardo Fiates, diretor da Anprotec, os parques tecnológicos brasileiros não contribuíram de maneira efetiva para o desenvolvimento científico, tecnológico e econômico do país no ano passado.
Fiates acredita que a atuação desses centros precisaria estar mais integrada às necessidades regionais e às prioridades econômicas brasileiras. Falta também o aporte de universidades e instituições de pesquisa para o desenvolvimento do empreendedorismo.
Segundo os termos sugeridos pela organização, dos 10,2 bilhões de reais necessários para alavancar os parques tecnológicos no Brasil, cerca 1,9 bilhão deve vir de investimentos públicos enquanto a iniciativa privada contribuiria com 8,3 bilhões de reais em recursos.
Vinte parques tecnológicos serão escolhidos para receber o dinheiro, que deve ser aportado ao longo dos próximos cinco anos. Como fruto dos investimentos, a Anprotec calcula uma receita anual para as empresas alocadas nos parques entre 6 bilhões e 10 bilhões de reais e a geração de 150 mil empregos.