iSÃO PAULO - O Ministério Público e a Catho fecharam um acordo para garantir que o site da agência de empregos só exiba vagas disponíveis.
Representantes do Ministério Público de São Paulo e da empresa de empregos online Catho fecharam um acordo na 15ª Vara Federal Cível de São Paulo.
De acordo com o Ministério Público, um ex-funcionário da Catho afirmou que a agência de empregos online exibia em seu site vagas que não existiam.
A denúncia foi considerada improcedente, porém uma investigação apontou que um erro de script no banco de dados da Catho fazia a empresa exibir vagas a mais do que as de fato disponíveis.
A empresa afirma que o problema foi superado há mais de três meses e que o fato de 8 mil vagas entrarem e saírem de seu sistema gerou a confusão.
A Catho diz que vai atualizar mais rapidamente seu banco de dados, a fim de evitar que vagas já preenchidas apareçam como dispóníveis.
A Catho nega conduta irregular e afirma que não agiu de ma-fé, o que é reconhecido pelo Ministério Público no documento assinado entre as partes. A Catho argumenta que houve uma "defasagem" na atualização de seu banco de dados.
Um acordo chamado de TAC (Termo de Ajustamento de Conduta) foi assinado entre as partes. Se a Catho cumpri-lo, não haverá punição. No entanto, se o MP-SP entender que o termo não foi cumprido, a empresa será multada em R$ 10 mil por dia.