SÃO PAULO - Para evitar reajustes de preços nos celulares às vésperas das compras de Natal, fabricantes negociam subsídios maiores de teles.
Definir o preço de um celular no Brasil é uma tarefa complexa que depende de três principais variáveis, impostos de importação, cotação do dólar e subsídio oferecido pela operadora.
Quando o celular e importando pronto – e não apenas seus componentes, como é o caso do iPhone 3G – ele chega ao país pagando elevada carga tributária.
Outro ponto decisivo na formação do preço de um celular é a cotação do dólar, já que mesmo quando produzido no Brasil, o aparelho tem componentes importados do exterior e sujeitos à variação cambial.
No ano, a moeda americana acumula valorização superior a 20% frente ao real, conseqüência da crise financeira global. Com a forte elevação do dólar, fabricantes de smartphones de elevado valor, como iPhone, BlackBerry e modelos da Nokia, devem ter dificuldades de manter os preços no atual patamar.
Reajustar preços às vésperas do período de maior consumo, o Natal, pode ser um tiro no pé de operadoras e fabricantes de aparelhos. Uma das saídas é pressionar as teles para elevar os subsídios nos aparelhos, permitindo que os fabricantes não contabilizem prejuízos.
Em troca, as teles devem formular pacotes mais robustos de voz e dados, comprometendo o usuário a assinar planos com mensalidades mais caras.