SÃO PAULO - Um erro da equipe de TI do grupo de jornais holandeses GPD gerou troca de acusações sobre espionagem no país.
Os analistas de TI do grupo Geassocieerde Pers Diensten (GPD), uma rede que reúne 17 jornais diários na Holanda, descobriram que os servidores onde são armazenados textos que ainda serão publicados nos jornais e a agenda de jornalistas e executivos do grupo eram acessados a partir do escritório do ministro de assuntos sociais da Holanda.
Ao fazer a descoberta, o grupo GPD pediu investigações ao parlamento holandês, argumentando ser uma possível vítima de espionagem, o que o grupo considerou grave ameaça à liberdade de imprensa no país.
Uma investigação policial descobriu, no entanto, que o acesso aos servidores do GPD era feito por um ex-funcionário do grupo de jornais, que após um período de desemprego, conseguiu uma vaga para trabalhar no departamento de imprensa do ministério.
O grupo GPD admitiu publicamente que seus técnicos de TI esqueceram de cancelar o login e senha de seu ex-funcionário, quando este foi demitido. O funcionário investigado disse que acessava os arquivos de seus ex-colegas apenas por diversão.
O ministro holandês envolvido na crise disse que todo o episódio foi uma “chuva numa xícara de chá”, algo muito exagerado e reafirmou que não há espionagem ou censura sobre a imprensa na Holanda.
<p><a href="" rel="bookmark" title="INFO Online">Falha de TI abre crise política na Holanda</a>, Felipe Zmoginski, do Plantão INFO - SÃO PAULO - Um erro da equipe de TI do grupo de jornais holandeses GPD gerou troca de acusações sobre espionagem no país.
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