SÃO PAULO - A Associação de Executivos de Viagens Corporativas (ACTE) emitiu comunicado, esta semana, alertando sobre o confisco de laptops nos Estados Unidos.
A ACTE, que reúne agentes especializados em turismo de negócios em 29 países, alerta sobre os recentes casos de laptops, PDAs, CDs e outros equipamentos eletrônicos e mídias que são confiscados de turistas que cruzam as fronteiras americanas.
A Associação explica que, desde 2001, a legislação do país permite que agentes da imigração em postos da fronteira e aeroportos façam a revista de qualquer equipamento que carregue dados digitais e, eventualmente, apreenda o eletrônico para análise.
A ACTE diz que a lei, embora exista há cinco anos, ainda é desconhecida pela maior parte dos executivos que viajam aos Estados Unidos. A maior parte dos turistas de negócios acredita que a lei garante a privacidade de seus dados, o que não é verdade.
Uma das sugestões da ACTE é que executivos evitem carregar dados sensíveis em seus laptops ao cruzar as fronteiras dos Estados Unidos. O grupo sugere que os executivos usem outros meios para acessar informações confidenciais, como o acesso remoto ou o armazenamento de dados em diretórios seguros na web.
O grupo afirma que, desde a promulgação da lei, a ACTE pressiona as autoridades locais para que expliquem o que é feito com os dados e que garantias os Estados Unidos oferecem aos turistas de que as informações obtidas pela imigração serão protegidas.