SÃO PAULO - A ex-presidente mundial do grupo HP, Patricia Dunn, negou, na Justiça, ter culpa em todas as acusações que lhe são feitas. Patricia depôs pela primeira vez como acusada no escândalo de espionagem da HP à Justiça americana na quarta-feira (15), na Califórnia.
Acompanhada de dois advogados e de seu marido, Patricia ouviu a leitura do processo apresentado pelos promotores americanos à Justiça. No texto, a ex-executiva é acusada de quatro crimes: utilização de meios fraudulentos para obter informações privadas e confidenciais, uso indevido de informações computacionais, roubo de identidade e conspiração.
Após ouvir cada acusação, Patricia respondeu apenas “não” ao ser perguntada se tinha culpa nos crimes.
A entrada e saída de Patricia do tribunal foi acompanhada por um batalhão de jornalistas e emissoras de TV. De acordo com agências internacionais, a ex-executiva não conversou com a imprensa.
Patricia afastou-se do grupo HP este ano, quando foi acusada de liderar uma ação ilegal investigação contra jornalistas e diretores do conselho da empresa, a fim de identificar a origem de vazamentos de informações confidenciais do grupo.