SÃO PAULO – Um tribunal australiano determinou à companhia NCR que recontrate seu ex-gerente Richard Budlong, 56, demitido da empresa há um ano acusado de usar o seu laptop corporativo para trocar imagens eróticas.
De acordo com o jornal The Australian, Budlong foi flagrado acessando imagens eróticas no trabalho. Seu notebook foi então analisado por funcionários da empresa que encontraram 175 imagens eróticas no HD. A empresa decidiu demiti-lo após o episódio.
Budlong, no entanto, entrou com ação na Justiça australiana requerendo sua recontratação. O gerente, que trabalhou 31 anos na companhia, disse que sempre foi um funcionário exemplar, o que lhe garantiu a longa permanência na companhia.
Budlong disse ainda que na empresa havia um clima de tolerância e muitas pessoas trocavam imagens picantes por diversão ou apenas para fazer piada com os colegas. O gerente afirmou ainda que seus chefes tinham conhecimento da troca de imagens e até enviaram e-mails com conteúdo pornográfico para sua caixa postal.
A Justiça australiana acatou os argumentos de Budlong e afirmou que o fato não era relevante o suficiente para demitir um funcionário. A Justiça considerou ainda que a NCR não alertou seu funcionário de modo claro sobre a proibição de trocar imagens eróticas.
Um porta-voz da companhia afirmou que a NCR sentia-se desapontada com a decisão. Na opinião da empresa, demitir um funcionário que baixou, armazenou e trocou fotos eróticas no horário de trabalho usando recursos da companhia é uma decisão justa.
A NCR disse que tornará mais claro para seus colaboradores que possui uma política de “tolerância zero” com a pornografia em seu ambiente de trabalho.