SÃO PAULO - A Microsoft anunciou que desistiu de limitar o número de transferências de licença do Windows Vista de um PC para outro. Inicialmente, a empresa planejava autorizar somente uma transferência de licença, para ocasiões como a compra de um PC novo.
A MS justificou a medida como necessária para combater a pirataria e uma adequação aos novos tempos do mercado de PCs, período onde supostamente os computadores não sofrem upgrades tão freqüentes como há 3 ou 5 anos.
A medida gerou muitos protestos por parte de usuários do Windows e, há uma semana, a MS havia comunicado a ampliação de 2 para 10 vezes no número de transferências do Vista de um PC para outro.
Novas reclamações fizeram a Microsoft reavaliar sua posição. Agora, a MS promete apresentar o Vista com permissão para trocas ilimitadas de PC, como ocorre com o Windows XP atualmente. O principal motivo da mudança foi o temor da MS de prejudicar usuários avançados de computação, que gostam de fazer upgrades constantes em suas máquinas, trocando HD, drives, placas de som e outros componentes com relativa freqüência.
Como o reconhecimento do PC é feito pelo conjunto de seus componentes, havia o risco de o sistema operacional entender um upgrade de componentes como uma troca de PC e aí forçar o usuários a “perder” sua licença do Vista.
A MS, no entanto, tomará outras medidas para impedir a pirataria. Uma delas é limitar a transferência de licença para PCs que já saem de fábrica com o sistema e proibir o compartilhamento de instalações do Vista. O principal obstáculo, no entanto, para conter o avanço da pirataria é um recurso que limita gradualmente as funcionalidades do sistema se ele não tiver sua licença validada nos servidores da Microsoft.
O Vista funcionará normalmente por 30 dias. Após este período, se a licença não for validada, o sistema vai diminuir progressivamente suas funções.