Justiça aprova fim de acordo entre AOL e Itaú
Quarta-feira, 23 de novembro de 2005 - 20h33
SÃO PAULO – A Justiça americana aprovou o acordo para o encerramento das ações de marketing entre a AOLA (AOL Latina America) e o Itaú.
Pela proposta, o banco pagará US$ 2,1 milhões à AOL Brasil e US$ 1,6 milhão ao escritório regional, que fica na Flórida (EUA). A decisão foi do tribunal de falências de Wilmington, Delaware (EUA).
Esse é o primeiro passo para encerrar o relacionamento entre a AOL e o Itaú, iniciado no ano 2000. A idéia é cortar laços até o fim desse ano.
Os valores se referem apenas a compensações por compromissos de marketing do banco com o provedor: o Itaú continua sendo acionista da joint venture na América Latina, ao lado da AOL Inc. e do venezuelano Grupo Cisneros.
O pedido de encerramento das ações cooperadas de marketing foi enviado ao tribunal e à SEC (Securities and Exchange Commission) no início deste mês. A AOLA entrou com pedido de concordata nos EUA em junho passado.
Sem nenhum esforço de captação de novos assinantes há meses, a operação brasileira continua funcionando valendo-se de sua base fidelizada, mas há uma queda contínua natural. O Itaú desempenhava papel de destaque nos esforços de captação, não apenas em comunicações online e off line com seus clientes, mas também com quiosques e promotores em suas agências.
Segundo vários documentos publicados na SEC, a joint venture teria recursos para operar apenas até o terceiro trimestre deste ano, e está com seus ativos à venda desde o ano passado.
Em maio, a Nextel comprou o passivo da AOL México por US$ 14,1 milhões, mas a operação naquele país continua sob responsabilidade da AOLA. A operação na Argentina, por sua vez, foi integralmente vendida no fim de outubro por apenas US$ 1 milhão à empresa local de informática Datco. Nenhuma oferta ainda foi anunciada pela operação brasileira.
Paulo Silvestre, do Plantão INFO