SÃO PAULO - Os presidentes das operadoras Vivo e Claro aproveitaram seus discursos durante a Futurecom 2008 para comentar os efeitos da crise no País.
João Cox, presidente da Claro, abriu o evento nesta quarta-feira (29/10) dizendo que o segmento de telecomunicações será um importante alicerce para a economia do Brasil em 2008.
O executivo ressaltou que as teles terão que investir para suportar o crescimento dos usuários móveis, mesmo com as restrições globais para captação de crédito.
Roberto Lima, presidente da Vivo, também falou sobre os desafios e oportunidades da crise. Para o executivo, trata-se de um momento que marca a transição da sociedade industrial para a sociedade do conhecimento.
“Temos muito a ver com essa crise”, ele disse, ressaltando que o avanço das telecomunicações tornou possível a comunicação instantânea que movimenta os mercados com uma agilidade e integração sem precedentes.
“Faltará crédito para o consumo e haverá menos recurso para investir”, reconheceu o presidente. “Mas o Brasil pode ganhar com a nova ordem mundial”, enfatizou Lima.
Neste cenário, o presidente da Vivo chamou atenção para a necessidade de investir em educação, conhecimento e acesso à informação, ampliando a penetração da internet no País.
Oi defende fusão
Dos presidentes que falaram no evento nesta manhã, Luis Eduardo Falco, presidente da Oi, foi o único que não focou sua apresentação na crise.
Falco usou o palco da Futurecom como palanque para defender a fusão entre Oi e Brasil Telecom, refutando argumentos de que ela prejudicaria a competição.
“A chamada ‘supertele’ é apenas a quarta colocada em telefonia celular”, defendeu o executivo.
O executivo citou números sobre a penetração de celulares em São Paulo, que é 15% menor que a do Rio de Janeiro, para defender que há um mercado a ser explorado pela nova empresa que nascerá da fusão, caso ela seja aprovada.
“Só em São Paulo são 4,5 milhões de clientes que querem ser atendidos ontem”, ressaltou Falco.