SÃO PAULO - As mães norte-americanas temem pela segurança dos filhos na internet na mesma medida que temem o uso de drogas, diz a McAfee.
Um estudo da fornecedora de segurança revelou que dois terços das mães têm medo que seus filhos estejam expostos a predadores sexuais e ameaças por e-mails, porcentual similar às que temem que seus filhos usem drogas (62%) ou dirijam alcoolizados (65%).
O medo não é injustificado: outro estudo da McAffe revela que 52% dos adolescentes revelam online informações que não fornecem fora da web e 34% das meninas adolescentes divulgam fotos ou descrições físicas a desconhecidos.
O maior desafio dos pais é rastrear os passos dos filhos na web: 32% deles apagam seus históricos após usar o navegador e 16% têm perfis que escondem dos pais.
O estudo foi feito com 1 mil mães de adolescentes entre 13 e 17 anos, nos Estados Unidos, pela Harris Interactive.
A pesquisa revelou que as mães não confiam nem na segurança do lar: 44% têm medo que seus filhos naveguem em seus quartos, sem supervisão. O principal medo das mães (58%) é que seus filhos compartilhem muitas informações pessoais online. Entre elas, 48% admitem que não sabem o que os filhos fazem na web.
Os filhos, por sua vez, se esforçam para ficar anônimos: 65% dizem saber como esconder o que fazem na web dos pais; e 43% fecham ou minimizam o navegador quando ouvem os pais se aproximarem. Um quinto dos adolescentes admitem praticar cyberbullying na web.
As mães tentam contra-atacar: 26% ficam “amigas” dos filhos em redes sociais e 59% acessam o histórico de navegação dos filhos quando eles terminam de usar o PC. Além disso, 15% apelam para soluções mais profissionais e usam softwares de monitoramento online.
No entanto, se descobrissem estar sendo monitorados pelas mães, 24% dos filhos dizem que ficariam chocados, 19% ficariam magoados e 34% se sentiriam ofendidos.
O estudo revela um claro descompasso entre o comportamento dos filhos e os medos das mães norte-americanas.