SÃO PAULO - Universidade cria selo de TI verde para PCs e diz que máquinas podem ser ecológicas sem aumentar custos.
A USP fechou, esta semana, a compra de 2 mil computadores via licitação pública. Deste volume, 100 máquinas são laptops e outros 1,9 mil computadores de mesa. Pela primeira vez, a universidade incluiu recomendações para que os computadores fossem totalmente recicláveis e sem metais pesados.
A Itautec, vencedora da licitação, disse que as exigências para não usar soldas em chumbo e outras características, como tornar o revestimento do PC reciclável, aumenta um pouco o custo do computador. “Mas nós absorvemos totalmente isso, se não, não venceríamos a concorrência”, diz o diretor corporativo da Itautec Carlos Maurício Guizelli.
Para Guizelli, é improvável que o país aprove leis obrigando os computadores a ficarem mais verdes como, por exemplo, serem mais econômicos no consumo de energia. O executivo diz, no entanto, que a demanda por este tipo de produto deve crescer em função da pressão da sociedade.
“Os usuários finais e as empresas desejam máquinas livres de produtos tóxicos. Além disso, acho que a partir do momento em que os PCs verdes forem produzidos em larga escala, haverá ganhos de custo, negociações com fornecedores o que, na prática, deve fazer o custo de um computador com cuidados ecológicos equivaler a outro PC comum”, diz.