NOVA YORK - O Skype, unidade de comunicações web do eBay, informou na quinta-feira (02/10) que o TOM Online, sócio majoritário da joint-venture chinesa TOM-Skype, estava monitorando e armazenando mensagens de texto de usuários do serviço sem que eles soubessem.
Após uma reportagem denunciar que o serviço de internet vigiava conversas e as salvava junto com milhões de registros pessoais dos usuários em computadores que poderiam ser facilmente acessados por qualquer pessoa, incluindo o governo chinês, o Skype pediu desculpas.
Jennifer Caukin, porta-voz do Skype, sócia minoritária do TOM-Skype, admitiu a violação de privacidade nos servidores do TOM Online e garantiu que ela foi corrigida.
Entretanto, Caukin disse que o Skype precisava discutir melhor com o TOM, depois de descobrir que a joint-venture havia alterado políticas de privacidade, sem o conhecimento e consentimento do Skype, para armazenar mensagens dos usuários.
Caukin declarou que não era surpresa o fato de “o governo chinês estar monitorando as comunicações dentro e fora do país.”
“Apesar disso, queremos esclarecer os problemas de segurança que nos afetaram e confirmar que o TOM poderia consertar o erro”, ela disse, acrescentando que “mudanças no armazenamento e uploads de conversas deverão ser explicados pelo TOM.”
Em comunicado enviado por e-mail pelo Skype em 2006, Caukin admitira que, para cumprir o regulamento do governo da China, a TOM utilizava um filtro de texto e bloqueava certas palavras nas mensagens enviadas pelo serviço do TOM-Skype, mas sem comprometer a privacidade do usuário. Segundo ela, na época, isso não aconteceria mais.
“Na noite passada, fomos informados de que essa prática foi alterada sem nosso conhecimento e estamos muito preocupados", afirmou Caukin.
O TOM Group, companhia responsável pelo TOM Online, sócio majoritário do TOM-Skype, declarou em comunicado que segue ordens chinesas: “Como uma empresa chinesa, nos adequamos a regras e regulamentos da China, país onde operamos nosso negócio.”