SÃO PAULO - Um dos sócios da Waytec, empresa investigada pela PF no caso Cisco, também foi citado por CPI há quatro anos.
A fabricante de monitores LCD Waytec foi acusada, em relatório da Polícia Federal, de atuar como laranja para favorecer a entrada, no Brasil, de produtos da Cisco por preços subfaturados.
Segundo a PF, a Waytec importava produtos Cisco em seu nome de forma irregular e depois os repassava a distribuidora Mude, também suspeita de atuar num esquema para sonegar impostos.
Nesta terça-feira (23), o jornal Folha de S. Paulo publica que um dos sócios da Waytec, Emídio Cipriani, já foi investigado pela CPI do Banestado, que em 2003 analisou acusações de lavagem de dinheiro e evasão de divisas.
Na época, não houve acusação formal contra Cipriani, já que a CPI não teve relatório final aprovado por falta de acordo entre os membros da comissão.
Segundo a Folha, o então senador Paes de Barros apresentou voto em separado na CPI acusando Emídio e a Waytec de enviar recursos para paraísos fiscais fora do Brasil.
Procurada pelo Plantão INFO, a assessoria da Waytec diz que a investigação citada pela Folha faz referência a fatos supostamente ocorridos nos anos 90 e lembra que, apesar das investigações, não há nenhum processo ou acusação contra a empresa e seu sócio na Justiça.
Na sexta-feira (19), a Waytec divulgou nota dizendo que desconhece problemas com suas importações para o Brasil e que a empresa opera sempre dentro da legalidade.
A empresa disse ainda que entregou todas as informações solicitadas pela Receita Federal e está colaborando com que investigações da polícia no caso Cisco.
A assessoria da Waytec informou ainda que a empresa deve divulgar, ainda nesta terça-feira (23), um comunicado esclarecendo a posição da empresa sobre as acusações que sofre e sobre as informações divulgadas pela imprensa.
<p><a href="" rel="bookmark" title="INFO Online">Sócio da Waytec foi investigado por CPI</a>, Felipe Zmoginski, do Plantão INFO - SÃO PAULO - Um dos sócios da Waytec, empresa investigada pela PF no caso Cisco, também foi citado por CPI há quatro anos.
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