SÃO PAULO - O presidente da Cisco no Brasil, Pedro Ripper, e outros 2 executivos da empresa foram liberados da prisão.
Além de Ripper, foram liberados o diretor de canais da Cisco, Marco Sena e a vice-presidente Daniela Wink Ruiz. O único funcionário da companhia que permanece preso é Carlos Roberto Carnevali, ex-presidente da companhia.
A ordem de prisão contra os três executivos liberados não foi prorrogada pela Justiça Federal de São Payulo, que havia autorizado as prisões há uma semana.
Segundo a Cisco, os três executivos foram liberados na madrugada de domingo, quando esgotou-se o prazo de 5 dias válido para a prisão temporária dos profissionais. Carnevali, no entanto, não teve a mesma sorte.
Das 40 prisões efetuadas pela PF desde terça (16), 34 não foram prorrogadas. Permanecem presos, além de Carnevali, representantes da Mude e de empresas acusadas de atuar como "laranjas" no esquema de importações fraudulentas.
Os funcionários estavam presos desde terça-feira (16), quando uma operação da Polícia Federal cumpriu mandados de prisão expedidos após uma investigação de dois anos sobre a empresa.
A PF acusa a Cisco de organizar um esquema de importações fraudulentas para não pagar impostos e gerar perdas para o fisco de R$ 500 milhões nos últimos cinco anos.
Segundo a Cisco, nenhuma acusação formal foi feita contra seus profissionais e Pedro Ripper voltará a exercer suas funções normalmente. A empresa disse ainda que conduzirá uma investigação interna para apurar as denúncias da Polícia Federal e colaborar com as autoridades brasileiras.
A Cisco diz ainda que concentra seus esforços no apoio a seus funcionários e a suas famílias e trabalha para manter a regularidade e a excelência no atendimento a seus clientes.
Se for considerada culpada pelas acusações da PF, a Cisco poderá pagar, em impostos atrasados e multas, até R$ 1,5 bilhão à Receita Federal.
<p><a href="" rel="bookmark" title="INFO Online">Presidente da Cisco deixa a prisão</a>, Felipe Zmoginski, do Plantão INFO - SÃO PAULO - O presidente da Cisco no Brasil, Pedro Ripper, e outros 2 executivos da empresa foram liberados da prisão.
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