SÃO PAULO - O relatório da Polícia Federal sobre o caso Cisco afirma que o rendimento dos executivos da empresa também era sonegado.
De acordo com o jornal Folha de S. Paulo, que reproduz trecho do relatório de 1,3 mil páginas produzido pela polícia, os diretores da Cisco eram parcialmente pagos por empresas fantasmas.
Um executivo contratado regularmente, num contrato trabalhista, gera alta tributação para a empresa e para ele próprio. A alíquota do Imposto de Renda é de 27,5% sobre o salário do profissional. A contratação regular gera ainda diversas obrigações fiscais para empresa, que pode pagar até 44% do valor do salário de seu trabalhador em tributos para o governo.
Para pagar menos impostos, a Cisco pediria a seus executivos que abrissem empresas em seu nome e emitissem nota. A maior parte de sua renda era paga a estas empresas, que por operar no regime do Simples pagavam menos tributos.
O relatório da PF avalia que a operação é uma fraude que visava baixar a carga tributária que incide sobre a contratação de profissionais.
“As fraudes não se restringem às operações mercantis entre as empresas envolvidas no esquema. Elas alcançam seus principais dirigentes, principalmente na forma de remuneração dos mesmos, que se processaria através da utilização de empresas de fachada”, diz trecho do relatório da PF.
A Cisco diz que desconhece o conteúdo do relatório. Em comunicado, a empresa afirma que seria “prematuro e irresponsável de nossa parte especular sobre a situação”.
<p><a href="" rel="bookmark" title="INFO Online">Diretores da Cisco sonegavam renda, diz PF</a>, Felipe Zmoginski, do Plantão INFO - SÃO PAULO - O relatório da Polícia Federal sobre o caso Cisco afirma que o rendimento dos executivos da empresa também era sonegado.
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