SÃO PAULO - A Polícia Federal reúne provas para pedir a prorrogação da prisão dos envolvidos no caso Cisco.
Segundo a PF, os delegados que atuam na investigação do caso vão se reunir na tarde desta quinta-feira (18) em São Paulo para avaliar as informações obtidas em depoimentos das pessoas presas e na análise de documentos e computadores apreendidos nos escritórios da Cisco.
A polícia obteve mandado de prisão contra 44 pessoas acusadas de participar de um esquema para fraudar o fisco, entre elas executivos da Cisco e da distribuidora Mude, além de funcionários da Receita Federal.
A polícia efetuou, no entanto, 40 prisões, já que 4 pessoas não foram encontradas e estão, portanto, foragidas.
O mandado de prisão temporária expedido pela Justiça tem valor legal de 5 dias e pode ser prorrogado por mais 5 dias, mediante autorização Judicial.
Para conseguir a prorrogação, a PF terá que apresentar à Justiça elementos que apontem fortes indícios contra os acusados, além de justificar a necessidade de mantê-los com a liberdade restrita nesta fase da investigação.
A polícia explica que todos os pedidos de prisão são baseados em documentos e provas obtidas ao longo de dois anos de investigação.
Entre as supostas provas estão gravações telefônicas, cópias de e-mails interceptados e material apreendido nos escritórios e residências dos acusados.
Em função do grande volume de material apreendido, a PF separou um galpão de 60 metros quadrados na sede da superintendência da polícia, no bairro da Lapa, em São Paulo, para arquivar computadores, dinheiro e documentos.
A PF explica que não pode confirmar o nome das 40 pessoas presas. Neste grupo estariam, no entanto, o presidente da empresa no Brasil, Pedro Ripper e o ex-presidente da empresa na América Latina, Carlos Carnevali.
<p><a href="" rel="bookmark" title="INFO Online">PF tenta prorrogar prisões no caso Cisco</a>, Felipe Zmoginski, do Plantão INFO - SÃO PAULO - A Polícia Federal reúne provas para pedir a prorrogação da prisão dos envolvidos no caso Cisco.
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