SÃO PAULO - Apesar de ter escritórios fechados no Rio de Janeiro e em São Paulo, a Cisco afirma operar normalmente no Brasil.
Em nota assinada por Laura Graves, responsável pela relação entre a empresa e seus investidores, a Cisco explica que as acusações da Polícia Federal foram feitas contra um grupo de empresas brasileiras, “entre elas ao menos um revendedor da Cisco”, no caso a distribuidora Mude.
A PF acusa a Cisco de ser a principal beneficiária de um esquema ilegal de importações cuja finalidade era sonegar impostos.
No comunicado, a Cisco nega ter cometido irregularidades e afirma que “os princípios fundamentais da Cisco incluem o cumprimento das leis e regulamentações de todos os países nos quais opera”.
”No momento, nós estamos apurando os fatos para estabelecer o que realmente aconteceu no Brasil e determinar como esta investigação envolve a Cisco. Nós estamos cooperando totalmente com as autoridades brasileiras”, diz o comunicado.
A Cisco não revela quantos representantes da empresa estão entre os 40 detidos pela polícia na noite de terça-feira (17) e afirma apenas que “um número pequeno de funcionários” foi detido e lembra que “não há acusação formal contra eles”.
A assessoria da PF também não divulgou o nome das pessoas detidas. Entre os acusados, estão agentes da Receita Federal suspeitos de corrupção passiva e representantes de várias empresas brasileiras de importação e distribuição, entre elas a Mude. O presidente da Cisco no Brasil é Pedro Ripper, que trabalha na subsidiária brasileira desde 2003.
A principal acusação contra a Cisco é que a empresa se beneficiaria da exportação, via paraísos fiscais no Caribe, de produtos a preços subfaturados, o que na prática resulta no pagamento de baixos impostos ao exportar produtos para o Brasil.
Sobre este tema, o comunicado afirma que: “a operação brasileira da Cisco faz parte da região América Latina, dentro da área de Mercados Emergentes (...) e nós vendemos nossos produtos através de parceiros diretos”.
Leia a íntegra do comunicado
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