FLORIANÓPOLIS - A TV digital é um dos destaques do segundo dia da Futurecom, em Florianópolis.
A Qualcomm e a Universidade Mackenzie, por exemplo, estão fazendo uma demonstração de como o sistema de IPTV funciona na tela do celular. A iniciativa transmite a programação da TV Globo ao vivo pelo canal 22 da freqüência UHF, com testes autorizados pela Anatel.
Na demonstração, a Qualcomm e o Mackenzie estão usando celulares vendidos no Japão pela Sanyo, como os modelos W33SA e W33AII, que custam entre 300 e 400 dólares. Já do lado da tevê, entram em ação multiplexadores e moduladores. Dessa forma, capta-se o sinal analógico da TV Globo e depois ele é transformado em sinal digital e retransmitido.
Desde 1998, os laboratórios do Mackenzie vem estudando o assunto TV digital e as interferências presentes no sistema analógico. Segundo Gunna Bedicks Jr., coordenador do laboratório de TV Digital do Mackenzie, 56% das residências na cidade de São Paulo sofrem algum tipo de interferência na TV, um quadro que deve mudar com a digitalização.
Ver tevê a programação da tevê nos celulares brasileiros, no entanto, não é algo que deve acontecer instantaneamente. Além da disponibilidade de aparelhos de telefone compatíveis com o recurso, há ainda a barreira da rede. "Se o país quiser ter TV digital no celular, terá de acelerar a adoção da terceira geração", afirma Marco Aurélio Rodrigues, presidente da Qualcomm Brasil.
Segundo ele, atualmente a Vivo é uma exceção entre as operadoras pois a tecnologia EVDO já suporta esse tipo de transmissão. As outras operadoras GSM, entretanto, precisam aguardam a liberação de freqüências em WCDMA para oferecer o recurso.