SÃO PAULO - O promotor geral da Califórnia, Bill Lockyer, apresentou à Justiça americana processos contra dois ex-executivos da HP e outras três pessoas envolvidas numa investigação ilegal promovida pela HP contra jornalistas e diretores da empresa.
Lockyer disse ter provas da participação de Patricia Dunn, ex-CEO mundial da HP, Kevin Hunsaker, ex-advogado sênior do grupo, e três investigadores particulares. Os cinco são acusados dos crimes de uso de falsa identidade, acesso não autorizado a informações privadas, invasão de computadores de terceiros, roubo de identidade de terceiros e formação de grupo criminoso.
Especialistas em direito americano acreditam que, se condenados, os envolvidos podem ficar até nove anos presos. Os mesmos especialistas avaliam que, por se tratar de réus sem antecedentes criminais, os acusados teriam boas chances de ver suas penas reduzidas após uma eventual condenação.
A ex-CEO do grupo, Patricia Dunn, admite ter solicitado informações a investigadores, mas nega ter conhecimento de métodos ilegais. Os executivos da HP envolvidos no caso argumentam que determinaram um levantamento de informações estritamente dentro da lei americana.
Leia mais
Executivos da HP evitam depor no Congresso